IMPACTO DO TREINAMENTO AERÓBIO SOBRE A SÍNDROME METABÓLICA – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA  
1HENRICH HYORDAN RODRIGUES DUTRA, 2RODRIGO LEITE ARRIEIRA
1Egresso da Universidade Paranaense
2Docente da UNIPAR
Introdução: A síndrome metabólica (SM) é caracterizada por uma junção de componentes que se relacionam e aumentam o risco de doença cardiovascular e o desenvolvimento de diabetes tipo II. Alguns desses componentes são hipertensão, dislipidemia, resistência à insulina, obesidade abdominal e intolerância à glicose, contudo, ainda não há uma definição concreta de como esses fatores se associam (Junqueira; Costa; Magalhães, 2011). Além dos bons hábitos alimentares, o exercício físico é uma variável muito estudada por agir sobre os componentes da SM. Segundo Myers, Kokkinos e Nyelin (2019), consideraram que a circunferência da cintura, resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão são frequentemente caracterizados na SM e associados ao sedentarismo. Outra importante vertente a ser destacada é que a aptidão cardiorrespiratória está relacionada a SM de forma oposta, ou seja, quanto melhor for a aptidão cardiorrespiratória do indivíduo menor será a chance do desenvolvimento da SM.
Objetivo: Identificar os efeitos do exercício aeróbio sobre os componentes que caracterizam a síndrome metabólica através de revisões bibliográficas.
Desenvolvimento: No ano de 2007, foram registrados mais de 1 milhão de internações por doenças cardiovasculares e, informações epidemiológicas apontam que naquele período, cerca de 17 milhões de pessoas no Brasil possuíam doenças cardiovasculares, sendo que os principais fatores associados a essas doenças estão atrelados ao sedentarismo, uso do tabaco, ingestão inadequada de alimentos e instabilidade emocional (Ribeiro; Cotta; Ribeiro, 2012). Além disso, a diabetes mellitus do tipo II tem sido responsável por altas taxas de mortalidade, Santos et al. (2020) relata que aproximadamente 36% da população faz uso de fármacos para essa comorbidade juntamente da hipertensão. A existência dessa doença dobra a possibilidade de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Os principais meios de controle da doença são exercício físico, uso de medicação e dietas hipocalóricas. Evidências crescentes mostram que o exercício físico pode influenciar positivamente em todos os componentes da síndrome metabólica, sendo que uma alternativa estudada como meio de intervenção e tratamento é o exercício aeróbio, caracterizado por atividades com intensidades leves a moderadas e de longa duração, como caminhada, corrida, dança entre outras, podendo ser realizado em locais públicos ou locais privados (Paley; Johnson, 2018). A atividade aeróbia provoca aceleração das atividades enzimáticas envolvidas no metabolismo aeróbio e, com isso, provoca um gasto calórico maior para reabastecer as necessidades celulares dos músculos, regulando diretamente os triglicerídeos, glicemia e aumento HDL. Além disso, Ribeiro e Laterza (2014) observaram efeitos hipotensores agudos após sessões de exercícios aeróbios em indivíduos hipertensos. Nesse contexto, inúmeras evidências apontam que o exercício aeróbio em intensidades moderadas, influencia de forma positiva. Os protocolos de caminhada, corrida e bicicleta com tempo de exercício entre 90 e 150 minutos de intensidade moderada a alta em um período de três a seis meses obtiveram melhores índices de respostas na regulação dos componentes da síndrome metabólica (Paley; Johnson, 2018).
Conclusão: A prática de exercícios aeróbios pode ser utilizada no tratamento da SM com a perspectiva de combate ao surgimento de outras patologias, além disso, verifica-se que para obter melhores resultados, a intensidade do exercício deve ser moderada ou alta dependendo das condições de saúde do indivíduo.
Referências:
JUNQUEIRA, C. L. C.; COSTA, G. M.; MAGALHÃES, M. E. C. Síndrome metabólica: o risco cardiovascular é maior do que o risco dos seus componentes isoladamente? Revista Brasileira de Cardiologia, v. 24, n. 5, p. 308-315, set./out. 2011.
MYERS, J.; KOKKINOS, P.; NYELIN, E. Physical activity, cardiorespiratory fitness, and the metabolic syndrome. Nutrients, v. 11, p. 1652-1669, jul. 2019.
PALEY, C. A.; JOHNSON, M. I. Obesidade abdominal e síndrome metabólica: o exercício como medicamento? BMC Sports Science, Medicine and Rehabilitation, v. 10, n. 7, maio 2018.
RIBEIRO, A. G.; COTTA, R. M. M.; RIBEIRO, S. M. R. A promoção da saúde e a prevenção integrada dos fatores de risco para doenças cardiovasculares. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 1, p. 7-17, jan. 2012.
RIBEIRO, M. P.; LATERZA, M. C. Efeito agudo e crônico do exercício físico aeróbio na pressão arterial em pré-hipertensos. Revista de Educação Física/UEM, Maringá, v. 25, n. 1, p. 143-152, mar. 2014.
SANTOS, A. N. M. et al. Doenças cardiometabólicas e envelhecimento ativo – a polifarmácia no controle. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 73, n. 2, 2020.