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| ENDOMETRIOSE NA JUVENTUDE: UMA REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1CAROLINA GREGORIO DE LIMA , 2DAVIT WILLIAN BAILO, 3STEFANY FRANCO TEIXEIRA, 4YASMIN TREVISAN CORRÊA LINO DOS SANTOS, 5ROSILEY BERTON PACHECO | |
| 1Acadêmica de Medicina da UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, acometendo estruturas como ovários, tubas uterinas e peritônio. Estima-se que afete de 2% a 15% das mulheres em idade reprodutiva e até 80% dos casos de dor pélvica em consultórios ginecológicos, incluindo adolescentes (Andrade da Silva et al., 2024; Gouveia et al., 2023). Apesar de sua alta prevalência, o diagnóstico frequentemente é tardio, com média de 4 a 11 anos após o início dos sintomas, devido à normalização da dor menstrual intensa e à falta de conhecimento sobre a doença (Chapron et al., 2021; Moradi et al., 2014). Essa demora acarreta impactos significativos na qualidade de vida, incluindo dor crônica, absenteísmo escolar, alterações emocionais e infertilidade futura (Félix et al., 2024). Objetivo: Revisar a literatura científica sobre a endometriose na juventude, enfatizando os principais aspectos clínicos, diagnósticos e impactos psicossociais, visando contribuir para a conscientização e diagnóstico precoce. Desenvolvimento: A endometriose pode se manifestar já na adolescência, sendo a principal causa de dismenorreia secundária nesse grupo etário (Febrasco, 2021). Os sintomas mais comuns incluem dor pélvica crônica, dismenorréia severa, dispareunia, alterações urinárias e intestinais (Kuznetsov et al., 2017). Em adolescentes, a apresentação clínica pode ser atípica, dificultando a suspeita inicial, especialmente quando os sintomas não se correlacionam diretamente com o ciclo menstrual (Moradi et al., 2014). A distinção entre dismenorreia primária e secundária é fundamental para o diagnóstico precoce. Enquanto a primária ocorre na ausência de doença pélvica, a secundária está associada a patologias como a endometriose (Dharmapuri, 2019). Estudos apontam que adolescentes que utilizam o sistema público de saúde podem esperar até 8 anos para obter o diagnóstico, contra 5 anos no setor privado (Chapron et al., 2021). O atraso no diagnóstico contribui para a progressão da doença, agravando a dor e aumentando o risco de infertilidade (Andrade da Silva et al., 2024). Além disso, a endometriose impacta negativamente aspectos psicossociais, prejudicando o desempenho escolar, a vida social e a saúde mental das jovens (Moradi et al., 2014). O diagnóstico precoce baseia-se em anamnese detalhada, exame físico e exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética, que auxiliam na detecção das lesões (Kuznetsov et al., 2017). As diretrizes recomendam tratamento individualizado, que pode incluir terapias hormonais, analgésicos e, em casos refratários, intervenção cirúrgica (Febrasco, 2021). Paralelamente, estratégias de educação em saúde e conscientização escolar podem reduzir o tempo de diagnóstico, quebrar tabus e promover o autocuidado. Conclusão: A endometriose na juventude representa um desafio diagnóstico e terapêutico devido à sua apresentação variável e à falta de informação entre pacientes e profissionais. A conscientização precoce é essencial para reduzir o atraso no diagnóstico, minimizar impactos negativos e preservar a saúde reprodutiva das jovens. Campanhas educativas e a capacitação de profissionais são medidas-chave para melhorar o reconhecimento e o manejo da doença nesse grupo etário. |
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| Referências: ANDRADE DA SILVA, F. R. et al. Endometriose em adolescentes: uma análise sobre os impactos na saúde e qualidade de vida. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, [S. l.], v. 6, n. 7, p. 1896–1909, 2024. DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n7p1896-1909. Disponível em: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n7p1896-1909. Acesso em: 17 fev. 2025. CHAPRON, C. et al. Lʼendométriose : un nouveau paradigme! Médecine sciences, v. 37, n. 6-7, p. 563–564, jun. 2021. DHARMAPURI, S. Dysmenorrhea in adolescents. PM, v. 2, n. 34, jul. 2019. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Dismenorreia e endometriose na adolescência. São Paulo: FEBRASGO, 2021. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA (FEBRASGO). Endometriose. São Paulo: FEBRASGO, 2021. (Protocolo FEBRASGO-Ginecologia, n. 78/Comissão Nacional Especializada em Endometriose). FÉLIX, A. B. S. et al. Dificuldades no diagnóstico de endometriose em adolescentes: uma revisão narrativa. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 7, n. 9, p. e75574, 2024. DOI: 10.34119/bjhrv7n9-314. Disponível em: https://doi.org/10.34119/bjhrv7n9-314. Acesso em: 17 fev. 2025. GOUVEA, C. S. O. et al. Endometriose. In: FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE MINAS GERAIS. Manual de Saúde da Mulher. Belo Horizonte: Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, 2023. Cap. 10, p. 74-80. MORADI, M. et al. Impact of endometriosis on womenʼs lives: a qualitative study. BMC Womenʼs Health, v. 14, n. 123, out. 2014. KUZNETSOV, L. et al. Diagnosis and management of endometriosis: summary of NICE guidance. BMJ, v. 358, set. 2017. |
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