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| COMPOSIÇÃO DO LEITE DE VACAS MESTIÇAS NOS PRIMEIROS 30 DIAS PÓS-PARTO EM SISTEMA SEMI-CONFINAMENTO | |
| 1JÚLIA DE OLIVEIRA VIANNA, 2LUCAS GOMES FOGATTI, 3FRANCISCO ARMANDO DE AZEVEDO SOUZA, 4ÉDER PAULO FAGAN, 5VINÍCIUS AUGUSTO CARVALHO GONÇALVES, 6THAIS HELENA CONSTANTINO PATELLI | |
| 1Discente da Universidade Estadual do Norte do Paraná 2Discente da Universidade Estadual do Norte do Paraná 3Docente de Equinocultura, Extensão Rural e Administração Rural da Universidade do Norte do Paraná – UENP 4Docente de Inspeção Sanitária e Tecnologia de Produtos de Origem Animal da Universidade do Norte do Paraná - UENP 5Discente da Universidade Estadual do Norte do Paraná 6Docente de Clínica Médica de Grandes Animais da Universidade do Norte do Paraná - UENP |
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| Introdução: O período de transição, que compreende dos 21 dias pré-parto aos 21 dias do pós parto é caracterizado pelo aumento da exigência nutricional e metabólica desses animais, que sofrem também com alterações hormonais e imunológicas. Tais mudanças fisiológicas ocorrem para preparação da vaca do final da gestação para o início da lactação (Wittiwer 2000; Roche 2009). Essas alterações são acompanhadas pelo rápido aumento da exigência nutricional, entretanto, não acompanhada pelo aumento da ingestão de matéria seca, o que caracteriza o balanço energético negativo (BEN). Neste período os animais ficam mais suceptíveis a doenças metabólicas, que podem comprometer a vida reprodutiva e a produção de leite. Portanto, o manejo e monitoramento desses animais diariamente são necessários para prevenir ou identificar a ocorrência de distúrbios precocemente. O leite da vaca é rico em gordura (3% a 4%), proteínas (3,5%), carboitrados (5%) e minerais (1,2%), além de células somáticas, sólidos totais e 87% de água (Muehlhoff et al, 2013). Falhas composição da dieta, como déficit de proteínas, podem levar a redução dos aminoácidos que agem na síntese proteica do leite (Silva et al, 2025). A análise dos componentes é importante para identificar se o leite é de boa ou má qualidade. Portanto, permite identificar a necessidade de mudanças no manejo nutricional e indentificar deficiências nutricionais, que podem levar a enfermidades durante o período de transição. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar a composição do leite de 15 vacas mestiças Jersey nos primeiros 21 dias de lactação, criadas em um sistema semi-confinado e avaliar a presença ou ausência de alterações metabólicas nessa fase. Material e Métodos: A pesquisa foi realizada na Fazenda Escola da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Bandeirantes, que possui sistema de criação a pasto. Como manejo nutricional os animais são mantidos em piquetes rotacionados de capim Mombaça e Brachiaria decumbens, além de receberem concentrado a base de farelo de soja e milho e sal mineral. A ordenha mecânica é realizada duas vezes no dia e as vacas recebem suplementação após cada ordenha. Amostras de leite, de 15 vacas, foram colhidas nos dias 0, 2, 7, 14, 21 dias após o parto para a análise da gordura, proteína, lactose e crioscopia. Ainda, em cada colheita, o escore corporal foi avaliado pelo método subjetivo, por meio da observação e palpação na escala de 1 a 5 (Edmonson et al., 1989), onde 1 são vacas muito magras e 5, muito gordas. Para mensuração do índice crioscópio foi usado, assim como descrito na IU POA/12 o Crioscópio Eletrônico ITR MK 540, onde foram realizadas triplicatas de cada amostra. As variáveis lactose e proteína foram quantificadas por meio do aparelho Analisador Ultra-sônico de Leite, Lactoscan SLP. A gordura foi mensurada a partir do método de Gerber por butirômetro. Os resultados foram submetidos à análise variância e pós-teste de Tukeyʼs. O teste de Kruskall-Wallis e pós-teste de Comparação Múltipla de Dunnʼs foram utilizados para as variáveis com distribuição não-paramétricas. Resultados: Na análise físico-químicas do leite, com os valores médios obtidos, observou-se diferença no teor de gordura entre os dias avaliados, com maior teor no dia 0 (dia do parto) e diminuição nos dia consecutivos. Os valores de proteína foram mais elevados no dia do parto (D0) e também reduziu nos dias 2, 7, 14 e 2 e a lactose apresentou valores mais baixos nos primeiros 7 dias. A crioscopia foi mais alta no dia 0 e apresentou redução gradual até a terceira semana. Em relação ao ECC das vacas, observou-se leve diminuição até o parto, com aumento gradativo até os 21 dias no pós parto. Discussão: O teor de gordura tende a variar mais em comparação aos outros sólidos e essa diferença pode ocorrer por alguns fatores como a raça do animal, composição da dieta, estação do ano, idade e genética (Santos, 2022). Em relação à proteína, Santos (2022) também afirma que a porcentagem pode alterar de acordo com a alimentação da vaca, uma nutrição de baixa qualidade e desbalanceada pode diminuir o teor de proteínas no leite e são proporcionais à quantidade de gordura. Os valores de lactose mesmo baixos ainda se encontrava, dentro dos limites considerados normais (3RLB, 2020). Para avaliar a crioscopia usou-se como base o ponto máximo de congelamento aceito pela legislação brasileira, -0,530°H, equivalendo como -0,512°C para gado de leite. Para que o ECC da vaca seja considerado bom no pré-parto e no pós parto é importante que a dieta seja de qualidade, levando em conscideração a disponibilidade de alimento. Segundo Bartella et al (2017) animais que mantiveram ECC adequado no pós-parto têm resultados reprodutivos melhores nos primeiros 70 dias após o parto em comparação aos animais com escore alto no pré-parto e que perderam peso no pós-parto. Conclusão: Como os resultados ainda são parciais, os dados vão ser ligados à outro trabalho paralelo, relacionando os constituintes sanguíneos e os componentes do leite de vacas nos primeiros 21 dias pós-parto. Contudo, somente com essas análises, não há indicação de alteração no metabolismo das vacas utilizadas no experimento. |
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| Referências: 3RLAB. Teor de sólidos no leite: o leite como um alimento. 6 fora. 2020. Disponível em: https://www.3rlab.com.br/teor-de-solidos-no-leite/ . Acesso em: 25 de maio de 2022. ARAÚJO, MS Manejos para controle dos distúrbios metabólicos no período de transição de vacas leiteiras de alta produção. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Zootecnia) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2023. BARLETTA, RV et al. Associação das alterações no escore de condição corporal durante o período de transição com as concentrações de AGNE e BHBA, produção de leite, fertilidade e saúde de vacas holandesas. Teriogenologia, 2017. CHAMILETE, SAM; NASSU, RT; ALVES, TC Avaliação da composição química do leite e contagem de células somáticas de vacas das raças Holandesa e Jersolanda. 2020. MUEHLHOFF, E.; BENNETT, A.; MCMAHON, D. Leite e laticínios na nutrição humana. Roma: Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, 2013. ROCHE, JR; FRIGGENS, SNC; KAY, JK; BERRY, DP Revisão convidada: Escore de condição corporal e sua associação com produtividade, saúde e bem-estar de vacas leiteiras. Journal of Dairy Science, 2009. SANTOS, MPP Fatores que influenciam a qualidade do leite. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Zootecnia) – Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Escola de Ciências Médicas e da Vida, PUC Goiás, 10 jun. 2022. Repositório Acadêmico da Graduação (RAG). Disponível em: https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/4468 . Acesso em: 2 conjuntos. 2025. SILVA, LASV et al. Efeito da inclusão de milho probiotado na dieta de vacas Girolando sobre a produção e composição do leite. Ciência Animal Brasileira, v. 26, p. 80023P, 2025. WITTWER, F. Marcadores bioquímicos no controle de problemas metabólicos nutricionais em gado de leite. In: GONZÁLEZ, FHD; OSPINA, H.; BARCELLOS, JO (org.). Perfil metabólico em ruminantes: seu uso em nutrição e doenças nutricionais. Porto Alegre: UFRGS, 2000. p. 53-62. |
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