![]() | |
|---|---|
![]() | |
| INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA | |
| 1GABRIEL PIO MACHADO, 2LEANDRO CLEMENTINO DE LIMA, 3JOSE ROBERTO PELISSARI JUNIOR, 4CARLOS EDUARDO SIMOES PELEGRIN, 5ELYSSANDRO PIFFER | |
| 1Acadêmico do curso de Sistemas de Informação da Universidade Paranaense – UNIPAR 2Coorientador e Docente dos cursos de Tecnologia da Informação da Universidade Paranaense – UNIPAR 3Coorientador e Docente dos cursos de Tecnologia da Informação da Universidade Paranaense – UNIPAR 4Coorientador e Docente dos cursos de Tecnologia da Informação da Universidade Paranaense – UNIPAR 5Orientador e Docente dos cursos de Tecnologia da Informação da Universidade Paranaense – UNIPAR |
|
| Introdução: O uso combinado da Inteligência Artificial (IA) com metodologias inclusivas na educação é apontada como uma forma eficaz de adequar o aprendizado às necessidades do aluno e eliminar obstáculos de acesso. As Diretrizes do Universal Design for Learning (UDL) destacam proporcionar diferentes formas de engajamento, representação e ação/expressão, favorecendo a diversidade estudantil e a redução de barreiras estruturais (CAST, 2024). Tendo como referência estudos recentes, sistemas de aprendizado baseados em IA tem a capacidade de aprimorar e personalizar a educação, abrangendo desde tutores inteligentes até sistemas de aferição imediata (Narciso, 2024). Em se tratando do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), marcado por dificuldades com atenção sustentada, planejamento e controle inibitório (Silva, 2014), já existem evidências de como ferramentas digitais são benéficas para à autorregulação e mais foco dos estudantes (Viante, 2025; Fahad, 2024). Assim, o modelo VARK (Visual, Auditivo, Leitura/Escrita e Cinestésico) pode ser utilizado como referência para diversificar os recursos didáticos (Fleming; Baume, 2006), mas não deve ser encarado como categorização rígida. Então, esta pesquisa busca compreender de que maneira a união da IA com VARK pode otimizar as práticas educacionais voltadas a estudantes com TDAH, resultando uma educação mais equitativa. Objetivo: Analisar como a integração entre IA e estilos de aprendizagem VARK pode otimizar estratégias pedagógicas voltadas a estudantes com TDAH. Desenvolvimento: A IA vem sendo uma forte aliada enquanto recurso no sentido de ampliar a inclusão no uso de algoritmos adaptativos capazes de ajustar conteúdos e trajetórias de aprendizado em tempo real, conforme desempenho e perfil dos alunos (Luger, 2013). Isso beneficia especialmente estudantes com TDAH, ajustando dificuldade e ritmo das tarefas segundo sinais de atenção e interesse (Fahad, 2024). Como exemplo, sistemas de ensino inteligente oferecem feedback e adaptam materiais às respostas dos alunos (Ribeiro, 2024). Quando falamos sobre inclusão, o UDL propõem que sejam oferecidas diversas formas de acesso e expressão, permitindo que a IA atue como mediadora desses meios (CAST, 2024). Isto é, textos, vídeos, áudios, e exercícios práticos, ativando canais variados para aumentar a participação (Narciso, 2024). A aplicação de ferramentas digitais já demonstrou ser positiva para manter o foco do aluno, pois as tarefas se tornam mais interessantes, geram feedback imediato e organizam os objetivos com clareza, o que colabora para o aprimoramento de competências acadêmicas e sociais nos jovens com TDAH (Viante, 2025). O modelo VARK serve como instrumento para tornar a educação mais diversificada. Fleming e Baume (2006) enfatizam que a ideia não é etiquetar os alunos, mas enriquecer as possibilidades de aprendizagem através de estratégias visuais, auditivas, textuais e cinestésicas. Portanto, ao invés de amarrar o ensino a estilos, sugere-se utilizar o VARK como ferramenta para dar mais diversidade às práticas de ensino e favorecer um aprendizado mais inclusivo. A interseção entre IA e VARK possibilita que plataformas de aprendizado ajustem o material automaticamente: por exemplo, aumentando ênfase em elementos visuais quando o aluno apresenta dificuldade com atividades escritas, ou sugerindo exercícios interativos ao identificar falta de foco (Fahad, 2024). Mesmo assim, introduzir a IA na educação traz à tona dilemas éticos e práticos. Um problema sério é a desigualdade: muitas escolas públicas carecem de acesso à internet ou equipamentos básicos, dificultando o aproveitamento das tecnologias, podendo aumentar a divisão digital (Ribeiro, 2024). Há também preocupações com a preservação da privacidade dos alunos e a qualificação necessária dos educadores, pois sem isso, a IA pode ser empregada de maneira superficial. Sendo assim, sua aplicação precisa ser adaptada à situação real de cada escola e baseada em dados que demonstrem melhorias verdadeiras no aprendizado e na integração. Uma ideia é usar tutores inteligentes que funcionem sem internet, ajustando o ensino ao ritmo de alunos com TDAH, mesmo em locais com pouca conexão (Luger, 2013). Conclusão: A junção de IA com VARK se apresenta como alternativa inovadora para elevar o nível do ensino voltado a estudantes com TDAH. A IA amplia a adequação do ensino ao perfil do aluno, adaptando recursos e dificuldades em tempo real, enquanto UDL oferece a base e VARK a diversificação e acessibilidade. Tudo isso aplicado de maneira eficaz, há benefícios na atenção, autocontrole e desempenho acadêmico (Viante, 2025; Fahad, 2024). No entanto, existem desafios que devem ser enfrentados quanto à infraestrutura, formação de professores e ética no uso da IA. Então, é fundamental que estudos futuros explorem a eficácia dessa integração e direcionem políticas públicas que garantam equidade e aprendizado mais significativo e engajador para estudantes com TDAH. |
|
| Referências: CAST. Universal Design for Learning Guidelines, versão 3.0, 30/julho/2024 e o conteúdo inclui um "Graphic Organizer". Disponível em: https://udlguidelines.cast.org/. Acesso em: 22 ago. 2025. FAHAD, Ali. Investigating the impact of an AI-based play activities intervention on the quality of life of school-aged children with ADHD, Volume 154 (2024), artigo 104858, Elsevier Ltd., de 15 de outubro de 2024 e trata-se de um artigo de periódico online. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0891422224001902. Acesso em 24 ago. 2025. FLEMING, Neil & BAUME, David. Learning Styles Again: VARKing up the right tree!, Educational Developments, SEDA Ltd, Issue 7.4, p4-7, novembro 2006, artigo em formato eletrônico (PDF). Disponível em: https://www.vark-learn.com/wp-content/uploads/2014/08/Educational-Developments.pdf. Acesso em 22 ago. 2025. LUGER, George. Inteligência Artificial. 6. ed. Pearson. 2013. NARCISO, Rodi. Explorando a Inteligência Artificial para Personalização do Ensino em Ambientes de Educação Especial, v. 20, n. 38, Revista Cocar, 1 de junho de 2024, documento eletrônico. Disponível em: https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/8034. Acesso em 25 ago. 2025. RIBEIRO, Gleik. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, Volume 10, Número 12, São Paulo, de Dezembro de 2024, Publicado na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação — REASE. Disponível em: doi.org/10.51891/rease.v10i12.17674. Acesso em 25 ago. 2025. SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Inquietas: TDAH – desatenção, hiperatividade e impulsividade. 4. ed. Principium. 2014. VIANTE, Claudiane. TDAH e tecnologia na educação: uma revisão de estudos brasileiros, Ponta Grossa, 2025, Publicado na Revista Teias do Conhecimento, Volume 5. O artigo inicia na página 186 do volume. Disponível em: http://doi.org/10.5212/RevTeiasConhecimento.2025.24234. Acesso em 25 ago. 2025. |
|