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| INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS NA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE POR FRAP DE EXTRATOS DE Mangifera indica L. cv. Coquinho | |
| 1LARISSA APARECIDA ENGEL, 2MAISA STEFFANI ADAMCZUK, 3TALITA ANIELLE DE ASSUNÇÃO, 4KAUANA EDUARDA DE SOUZA ALVES, 5MARIANA DALMAGRO, 6JAQUELINE HOSCHEID | |
| 1Acadêmico bolsista do PIBIC/UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Doutorado Em Biotecnologia Aplicada à Agrigultura - Turma X da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A Mangifera indica L. pertence à família anacardiaceae e é nativa da Ásia flavonoides. Estudos demonstraram que os extratos de M. indica possuem significativa atividade antioxidante, resultado relacionado às altas concentrações de compostos fenólicos e flavonoides (DURESA et al., 2017). Dependendo da espécie a casca representa de 15 a 20% do peso do fruto (VEGA-VEGA et al., 2013). Os compostos fenólicos representam um dos principais grupos de metabólitos bioativos presentes na manga. Esses constituintes encontram-se distribuídos de maneira diferenciada nos tecidos do fruto, sendo mais abundantes nas cascas e sementes (RIBEIRO et al., 2008), onde desempenham funções de proteção contra microrganismos e condições ambientais adversas. Além disso, conferem propriedades de interesse biológico, especialmente atividades antioxidantes e antimicrobianas, que contribuem tanto para a defesa natural da planta quanto para potenciais aplicações na saúde humana (VEGA-VEGA et al., 2013). Segundo Cabrera, et al. (2024) os compostos bioativos provenientes do extrato de plantas representam uma etapa essencial para a produção de antioxidantes naturais. O fornecimento de antioxidantes adicionais ajuda a reduzir o estresse oxidativo e prevenir doenças crônicas degenerativas (RIBEIRO et al., 2008). Dessa forma, torna-se importante compreender como fatores do processo de extração, como temperatura, razão amostra/solvente e taxa de cisalhamento, influenciam a atividade antioxidante dos extratos de M. indica. Objetivo: Realizar o estudo da influência das variáveis de temperatura, razão amostra/solvente e taxa de cisalhamento (RPM) na atividade antioxidante por FRAP de extratos de M. indica. Metodologia: Para obtenção do extrato Mangifera indica L. cv. coquinho., foi utilizada a extração com vórtex por meio de um delineamento experimental de Box-Behnken em três níveis, essa metodologia gerou 13 combinações diferentes e 15 amostras, sendo o ponto central em triplicata. As variáveis aplicadas foram taxa de cisalhamento (3000, 9000 e 15000 RPM,) razão amostra/solvente (1:10, 1:30 e 1:50 m/v) e temperatura do solvente de extração (20, 50 e 80 ºC). Cada processo foi realizado por 20 min utilizando etanol 70%. Após a extração, realizou-se a filtração, rotaevaporação e liofilização dos extratos. Por fim, cada amostra foi avaliada quanto à capacidade antioxidante por FRAP (RUFINO et al., 2006). Resultado: Os valores obtidos da avaliação antioxidante por FRAP variou de 543.01 a 722.19 µmolFe2+ gext−1, onde o ponto central obteve o valor de 605.99 µmolFe2+ gext−1. O extrato que teve o maior poder de redução foi na combinação razão amostra/solvente 30 g/mL, 20 ºC, a 15000 RPM. Já o com menor poder de redução férrica foi obtido na mesma razão amostra/solvente de 30 g/mL, mas a 80 ºC e 3000 RPM. Os resultados indicam que todas as variáveis influenciam na capacidade de redução de ferro pelo extrato e é a combinação deles que determinam o extrato mais eficiente frente a metodologia. Discussão: Durante a extração, o uso do vortex submete a amostra a altas taxas de cisalhamento, intensificando a transferência de massa entre a matriz vegetal e o solvente. Esse processo pode dissipar energia mecânica em calor, elevando a temperatura do meio e favorecendo a solubilização e liberação de compostos fenólicos (EBRAHIMI, A. et al., 2017). De acordo com Cabrera, L. et al., (2024), o aumento da temperatura favorece a transferência de composto fenólicos da matriz sólida para o solvente, porém temperaturas elevadas também podem causar degradação de alguns fenólicos, como os flavonoides. A razão amostra/solvente também apresentou efeito significativo, sendo que uma relação intermediária (1:30 m/v) proporcionou maior capacidade antioxidante. Segundo DOLDOLOVA, Khadija et al., (2021) quando se utiliza uma menor proporção entre sólido e líquido, observa-se um gradiente de concentração mais acentuado, o que favorece a difusão dos compostos fenólicos com potencial antioxidante da matriz vegetal para o solvente. Por outro lado, o aumento excessivo do volume de solvente tende a não proporcionar ganhos expressivos na extração desses metabólitos, além de elevar custos operacionais e gerar maior impacto ambiental. Conclusão: O estudo demonstrou que temperatura, razão amostra/solvente e taxa de cisalhamento influenciam significativamente a atividade antioxidante dos extratos de M. indica. A condição intermediária de razão 1:30 m/v, associada a menores temperaturas e maior taxa de cisalhamento, resultou em maior capacidade antioxidante. Esses resultados destacam o potencial da otimização do processo de extração para maximizar a obtenção de compostos bioativos com aplicação industrial. |
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| Referências: CABRERA, Leandro et al. Extração de compostos fenólicos com atividade antioxidante da pomaça de azeitona usando solventes eutéticos profundos naturais: modelagem e otimização por metodologia de superfície de resposta. Discov Food 4, 29 (2024). Disponível em: https://doi.org/10.1007/s44187-024-00100-z DOLDOLOVA, Khadija et al. Optimization and modeling of microwave-assisted extraction of curcumin and antioxidant compounds from turmeric by using natural deep eutectic solvents. Food Chemistry, v. 353, p. 129337, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.foodchem.2008.02.067 DURESA, Lalisa Wakjira et al. Phytochemical Screening and Antioxidant Activity of Selected Mango (Mangifera indicaL.) and Avocado (Persea americana) Fruits in Illu Ababor Zone, Oromia Regional State, Ethiopia. Indo American Journal of Pharmaceutical Research, v. 7, n. 9, 2017. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/211976315.pdf Ebrahimi, A., Naranjani, B., Milani, S., e Javan, F. D. (2017). Transferência de calor convectivo laminar de líquidos de afinação de cisalhamento em canais retangulares com geradores de vórtice longitudinal. Ciência da Engenharia Química, 173, 264-274. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ces.2017.07.044 RIBEIRO, S. M. R. et al. Phenolic compounds and antioxidant capacity of Brazilian mango (Mangifera indica L.) varieties. Food chemistry, v. 110, n. 3, p. 620-626, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.foodchem.2008.02.067 RUFINO, M. S. M.; ALVES, R. E; BRITO, E. S.; MORAIS, S. M.; SAMPAIO, C. G.; PÉREZ, J. J; SAURA, C. F. D. Metodologia científica: determinação da atividade antioxidante total em frutas pelo método de redução do ferro (FRAP). Comunicado Técnico, 125. Fortaleza, CE: Embrapa Agroindústria Tropical, Dezembro 2006. 4 p. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/664098/1/cot125.pdf. VEGA-VEGA, Violeta et al. Antimicrobial and antioxidant properties of byproduct extracts of mango fruit. Journal of Applied Botany and Food Quality, v. 86, n. 1, p. 205-211, 2013. Disponível em: DOI:10.5073/JABFQ.2013.086.028 |
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