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| TOXOPLASMOSE GESTACIONAL: RELATO DE CASO | |
| 1LAURA BALESTRIN WARLITZER , 2ISADORA MURER, 3HENRIQUE DE OLIVEIRA, 4AMANDA CASSOL, 5PEDRO HENRIQUE COGO, 6LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Docente do Curso de Enfermagem da Unipar – Universidade Paranaense, Campus Francisco Beltrão – PR 5Médico formado pela FAG – Centro Universitário Fundação Assis Gurgacz 6Docente do Curso de Enfermagem da UNIPAR – Universidade Paranaense, Campus Francisco Beltrão – PR |
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| Introdução:A toxoplasmose é uma zoonose amplamente conhecida, causada pelo protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma gondii, e possui grande relevância para saúde pública, devido ao impacto tanto em seres humanos, de todas as idades, quanto em animais homeotérmicos. A doença pode se manifestar de forma assintomática, como também evoluir para quadros sistêmicos graves, especialmente em grupos vulneráveis, como gestantes e indivíduos imunossuprimidos (Rodrigues et al., 2022). O Brasil, juntamente com a América Central, África Central e Europa, corresponde a uma das regiões com elevadas taxas de toxoplasmose na população, com variantes indo de 40% a 80% de soroprevalência em adultos. O protozoário Toxoplasma gondii apresenta três formas infectantes e um ciclo de vida heteróxeno facultativo, além de envolver a infecção de hospedeiros definitivos. Gatos domésticos e demais felídeos apresentam-se como hospedeiros definitivos, visto que são os únicos hospedeiros que podem eliminar oocistos nas fezes (Rodrigues et al., 2022). O objetivo é realizar uma revisão biográfica sobre o desenvolvimento da toxoplasmose gestacional com ênfase no tratamento. Relato de caso: P.V.S.R., 16 anos de idade, sexo feminino, parda, ensino fundamental incompleto, do lar. DUM 28/11/2024, IG 16s+3 dias, G1P0 A0 PN 0 PC0, DPP 03/09/2025. Diagnosticada com Toxoplasmose na 11º semana gestacional. Exames laboratoriais, realizados em 06/01/2025, Hb 14 g/dL/ ht 42%/ Leucócitos 10.000 mm³/ Plaquetas 399.000 mm³/ HBSag NR/ Glicemia 80 mg/dL/ Tipo sanguíneo O+/ Anti HBS 2 mUI/mL/ TSH 4,45 uUI/mL/ EAS sem alteração/ Urocultura negativa/ VDRL NR/ anti HIV NR/ Parasitológico negativo/Toxo IGg 90 UI/mL/ Toxo IGm 6,21 UI/mL/ Toxoplasmose Avidez IGG 50,8%, o Teste de Avidez indica que a contaminação ocorreu anteriormente à gestação. Paciente já iniciou tratamento para toxo com Espiramicina 500mg, a partir do segundo trimestre de gestação, começou a fazer uso de Sulfadiazina 500mg, Pirimetamina 25mg e Ácido Folínico 15 mg. Quanto às condições de moradia, reside em uma casa com o esposo, não possui animais domésticos, esgoto e lixo coletados pela rede pública, conforme conversa com agente comunitária de saúde e enfermeiro da unidade, trata-se de local perigoso e vulnerável, casa com más condições de higiene e organização. Suspeita de contaminação por toxoplasmose por meio alimentar, paciente referiu não possuir hábito de higienizar corretamente os alimentos, principalmente frutas e verduras antes de consumir. Gravidez ocorrendo sem intercorrências até o período. Relata ter náuseas esporadicamente, mas nega vômito. Eliminações fisiológicas presentes e de aspecto característico. Segue fazendo acompanhamento no Pré-natal de Alto Risco (PNAR), em última consulta no Instituto da Mulher, no dia 25/03, referiu que estava há três dias sem fazer o uso da medicação para Toxo, foi orientada pela obstetra para dar continuidade ao tratamento e iniciar as medicações do segundo trimestre. Discussão: O protozoário apresenta ciclo evolutivo, com três formas principais, Taquizoítos que ocorrem na fase aguda e são capazes de atravessar a placenta e infectar o feto; Bradizoítos são encontrados nos tecidos humanos e dos animais contaminados, persistem por toda a vida do hospedeiro intermediário; Esporozoítas encontram-se dentro dos Oocistos, são formados no intestino dos felinos, hospedeiro definitivo, todas as formas são potencialmente infectantes (Paraná, 2024). A transmissão da toxoplasmose ocorre principalmente pela ingestão de oocistos presentes em fezes de gatos infectados, em que o protozoário se replica. Esses oocistos permanecem infectantes por até 1 ano em ambientes úmidos e quentes. A contaminação também pode ocorrer por carne mal cozida, água, frutas e hortaliças contaminadas, atualmente, considerada a principal via de infecção. Em gestantes, a transmissão é vertical, via transplacentária. No primeiro trimestre, o risco de transmissão é menor, mas com maior gravidade fetal; no terceiro, o risco de transmissão é maior, porém com quadros menos graves (Paraná, 2024). Conclusão: O manejo adequado da toxoplasmose durante a gestação está diretamente associado ao diagnóstico precoce e ao tratamento eficaz, sendo fundamentais para redução de riscos maternos e fetais. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde se apresenta como eixo central para promoção do cuidado integral à mulher, por meio do planejamento reprodutivo, da identificação oportuna da infecção e da oferta de orientações qualificadas. Reforça-se, portanto, a importância da educação em saúde e do acompanhamento contínuo como estratégias essenciais para a prevenção da toxoplasmose congênita e o empoderamento da mulher frente à saúde reprodutiva. |
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| Referências: PARANÁ. Secretaria de Estado da Saúde. –. Protocolo de Toxoplasmose Gestacional e Congênita. Paraná: SESA, 2024. Disponível em: https://www3.maringa.pr.gov.br/sistema/arquivos/621c573a172a.pdf. Acesso em: 20 mar. 2025. RODRIGUES, Nassarah et al. Atualizações e padrões da toxoplasmose humana e animal: revisão de literatura. Veterinária e Zootecnia, [S.l.], v. 29, p. 1–15, 2022. DOI: 10.35172/rvz.2022.v29.704. Disponível em: https://revistas.bvs-vet.org.br/revvetzoot/article/view/704. Acesso em: 15 mar. 2025. |
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