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| PROCESSO DE ENFERMAGEM APLICADO AO CUIDADO DE PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA | |
| 1HENRIQUE DE OLIVEIRA, 2GABRIELA SHRZYPCZAK LAVARDA, 3ISADORA MURER, 4LAURA BALESTRIN WARLITZER, 5VANESSA DO AMARAL DE LARA, 6LEDIANA DALLA COSTA | |
| 1Acadêmico do Curso de Enfermagem/Universidade Paranaense - Unidade de Francisco Beltrão 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 6Docente do departamento de Enfermagem UNIPAR/ Francisco Beltrão |
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| Introdução: A insuficiência cardíaca se caracteriza pela incapacidade do coração de realizar os movimentos cardíacos de forma eficaz, sendo decorrente de diversos eventos cardiovasculares, incluindo hipertensão, doenças cardíacas crônicas e infarto agudo do miocárdio. Essa condição provoca alterações hemodinâmicas, como elevação da pressão arterial pulmonar e venosa sistêmica, além da diminuição do débito cardíaco, culminando em sinais e sintomas típicos, como dispneia, ortopneia, fadiga e edema em membros inferiores (Brasil, 2024). A nível nacional, apresenta-se como condição com prevalência de aumento expressivo. Entre 2020 e 2024, foram registrados 154.761 óbitos no Brasil atribuídos à insuficiência cardíaca, com 9.542 mortes ocorridas no estado do Paraná. Esses dados evidenciam a seriedade do problema, expressando a necessidade de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento (Brasil, 2025). Diante desse cenário, a atuação do profissional enfermeiro é crucial no aprimoramento do letramento em saúde do paciente, na avaliação dos sinais clínicos e adesão à terapêutica necessária, contribuindo para melhoria da qualidade de vida e redução das taxas de hospitalização (Diniz; Gonçalves, 2021). Objetivo: Analisar a aplicabilidade do Processo de Enfermagem nos cuidados a pacientes com insuficiência cardíaca, destacando a contribuição do enfermeiro na adesão ao tratamento, educação em saúde e melhoria da qualidade de vida dos indivíduos. Desenvolvimento: O Processo de Enfermagem (PE) é uma metodologia científica e sistemática, empregada para organizar a assistência em cinco etapas, sendo a avaliação fase que concerne à coleta de dados e exame físico, o diagnóstico de enfermagem responsável por reunir os dados obtidos e elencar os termos padrões para cada situação, o desenvolvimento de um plano assistencial verificando as prioridades singulares por meio do planejamento, a implementação das intervenções planejadas e, por fim, a evolução de enfermagem, descrevendo os desfechos obtidos (COFEN, 2024). Nos casos de pacientes com insuficiência cardíaca, os diagnósticos, frequentemente, são empregados para guiar as intervenções, permitindo a priorização de ações com base na gravidade clínica do paciente, incluindo o risco de débito cardíaco diminuído, a tolerância à atividade diminuída, o volume de líquidos excessivo e a autogestão ineficaz da saúde (Borges; Jardim; Dantas, 2024). Durante a etapa de implementação, o enfermeiro desempenha papel educativo fundamental, orientando sobre a importância da adesão a medicamentos, a necessidade de realizar o controle hídrico e o monitoramento dos sinais vitais. Outrossim, incentiva o automonitoramento da condição, favorecendo o letramento do paciente e familiares acerca da condição, auxiliando, assim, no reconhecimento precoce dos sinais de descompensação, contribuindo com a redução de reinternações e melhor adesão à terapêutica (Carneiro et al., 2025). Revisões integrativas destacam que a atuação do enfermeiro, além da assistência hospitalar, desempenhando funções no cuidado domiciliar e comunitário, utilizando como norte das ações a prevenção e promoção de saúde, apresentando eficácia positiva na antecipação de agudizações e redução de eventos adversos. Ainda, aponta-se que a utilização de protocolos padronizados auxiliam na qualidade e efetividade do atendimento realizado, bem como propicia segurança do paciente, portanto, a integração do cuidado hospitalar e domiciliar favorece o alcance dos objetivos terapêuticos indicados para cada paciente em completude e excepcionalidade (Nascimento et al., 2023). Conclusão: O Processo de Enfermagem é vital nos cuidados aos pacientes com insuficiência cardíaca, sistematizando a assistência de forma organizada e centrada no paciente. A atuação do enfermeiro, sobretudo na implementação de protocolos baseados em evidências, educação em saúde e acompanhamento contínuo, favorece a adesão ao tratamento, reduzindo complicações e hospitalizações, corroborando melhora significativa da qualidade de vida dos indivíduos e ampliando o sucesso no manejo da insuficiência cardíaca. |
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| Referências: BORGES, Alyne; JARDIM, Paola; DANTAS, Ana. Diagnósticos de enfermagem de pacientes com insuficiência cardíaca: revisão de escopo. Revista de Enfermagem da UFPI, [S.l.], v. 12, n. 1, p. 1-12, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/reufpi/article/view/4006/4435. Acesso em: 9 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas – insuficiência cardíaca. Brasília: CONITEC, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/pcdt-de-insuficiencia-cardiaca. Acesso em: 9 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Mortalidade – CID10: insuficiência cardíaca. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: http://plataforma.saude.gov.br/mortalidade/cid10/. Acesso em: 9 set. 2025. CARNEIRO, José et al. Processo de enfermagem a cliente com insuficiência cardíaca congestiva: relato de experiência. ResearchGate, São José dos Pinhais, v. 18, n. 8, p. 1-12, ago. 2025. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/394856015_Processo_de_enfermagem_a_cliente_com_insuficiencia_cardiaca_congestiva_relato_de_experiencia. Acesso em: 9 set. 2025. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução COFEN nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-736-de-17-de-janeiro-de-2024/. Acesso em: 9 set. 2025. DINIZ, Flávia; GONÇALVES, Karla. Assistência de enfermagem a pacientes portadores de insuficiência cardíaca descompensada: uma revisão integrativa. Nursing Edição Brasileira, [S.l.], v. 24, n. 274, p. 5443-5452, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.36489/nursing.2021v24i274p5443-5452. Acesso em: 9 set. 2025. NASCIMENTO, Maria et al. Assistência de enfermagem a pacientes portadores de insuficiência cardíaca: uma revisão integrativa. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 36, eAPE01583, 2023. Disponível em: https://acta-ape.org/wp-content/uploads/articles_xml/1982-0194-ape-36-eAPE01583/1982-0194-ape-36-eAPE01583.pdf. Acesso em: 9 set. 2025. |
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