EFEITOS DO ÁLCOOL NO COMPORTAMENTO HUMANO  
1ALEXANDRE HENRIQUE BORDINI, 2BRUNA GOMES SYDOR
1Acadêmico da UNIPAR
2Docente da UNIPAR
Introdução: O consumo de álcool é uma prática comum e antiga presente em diversas culturas ao redor do mundo. O álcool possui uma vasta associação a momentos de diversão e lazer, porém o etanol é uma substância psicoativa que afeta o sistema nervoso central (ROSA,2024). 
Objetivo: Por meio de uma revisão de literatura buscou-se elucidar os efeitos causados pelo consumo de álcool em diferentes doses e tempo de consumo, além das suas consequências ao corpo e à saúde mental. 
Desenvolvimento: O álcool etílico (etanol) é uma substância altamente consumida ao redor do mundo que possui propriedades psicoativas depressoras  do sistema nervoso central (SNC), sendo esta uma substância legalizada em diversos países e de fácil acesso (CHACON, 2013). Seu consumo desencadeia uma sequência de reações químicas que interferem no comportamento da pessoa, na sua cognição e na sua capacidade de interagir com outras pessoas normalmente. Além disso seus efeitos variam entre euforia e prejuízos severos que incluem dependência química e agressividade. Esta diferença discrepante se dá por um princípio fundamental: a dose-dependência, ou seja, o efeito causado pela droga está diretamente relacionado à concentração da dose consumida. O álcool é um depressor do SNC e seus efeitos se dão pela modulação de vários sistemas presentes em neurotransmissores. O etanol possui a capacidade de potencializar a ação do ácido gama-aminobutírico (GABA), sendo o principal neurotransmissor inibitório do cérebro (COSTA,2003). No momento em que o mesmo se conecta ao GABA-A ele acaba por facilitar a passagem de cloreto que ao mesmo tempo dificulta a descarga dos neurônios resultando em transmissão de informação de forma defasada. Nesse sentido, existe a redução a ansiedade, a sedação, o relaxamento muscular além de dificultar o movimento e a fala. Ao mesmo tempo o álcool inibe a ação do glutamato, sendo ele o principal neurotransmissor excitatório que por tabela antagoniza os receptores tipo NMDA que possuem altíssima importância na plasticidade das sinapses, a aprendizagem e a criação de memórias.  Além destes efeitos existe o sistema de recompensa onde quando o álcool é consumido é aumentada a atividade de neurônios dopaminérgicos promovendo a liberação de endorfinas, sendo estas responsáveis pelos efeitos de euforia, prazer e positividade. E com isto se dão os efeitos mais comuns decorrente do consumo do álcool. Em doses baixas os efeitos ocorrem majoritariamente na região do córtex pré-frontal sendo esta área responsável pelo julgamento, autocontrole e inibição social, o que resulta na euforia, loquacidade e o aumento da confiança (CHACON,2013). Em doses moderadas e altas o julgamento é afetado ainda mais, além de ser mais dificultoso de tomar decisões (outros fatores são dificultação de atividades motoras e impulsividade se tornam frequentes). Já em doses elevadas a pessoa apresenta confusão mental elevada, tontura, visão turva, náuseas e vômito. Também é possível ocorrer a amnésia alcoólica onde é impossível criar novas memórias mesmo estando consciente. Por fim, a intoxicação por álcool pode levar ao coma, parada respiratória, hipotermia e até morte (ROSA,2024).  
Conclusão: Os efeitos causados pelo álcool são profundos e complexos, variando entre efeitos mentais e físicos e também em gravidade. A maneira como cada pessoa reage é dose-dependente, variando em desinibição social em doses baixas até a morte em casos extremos. Em casos de abstinência ainda é possível reverter parte dos danos, mas o verdadeiro foco deve ser a prevenção. 
Referências:
CHACON, D.M.M. Álcool e comportamento: efeitos na aprendizagem e memória. Dissertação (Mestre em psicobiologia) – Centro de Biociências,Universidade Federal Do Rio Grande Do Norte, Natal, 2013. 
COSTA R.M.R. Álcool e seus efeitos no sistema nervoso. 2003. Monografia (Conclusão de curso de biologia) – Centro Universitário de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Brasília. 2003.   
ROSA, Edson. Neuroquímica do álcool no organismo humano e seus aspectos metabólicos. Revista Tópicos, v. 2, n. 15, 2024.