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| ESTUDO RETROSPECTIVO DO USO DA DEXMEDETOMIDINA NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ | |
| 1GUILHERME MATHEUS ASSIS SILVA, 2ISIS CLEOPATRA COELHO CHAVES, 3GUILHERME ANZOLIN CAVALHEIRO, 4HELOISA FANTINI BARIQUELO, 5MARILDA ONGHERO TAFFAREL | |
| 1Discente, graduação em Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá 2Mestranda, Programa de Pós-graduação em Produção Sustentável e Saúde Animal, Universidade Estadual de Maringá 3Residente, Programa de Residência em Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá 4Residente, Programa de Residência em Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá 5Docente, Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Estadual de Maringá |
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| Introdução: A dexmedetomidina (DEX) é um agonista seletivo dos receptores α2-adrenérgicos que tem sido utilizada na medicina veterinária em protocolos para contenção química, na medicação pré-anestésica e durante a manutenção anestésica devido a sua eficácia sedativa, analgésica e redução do uso de outros agentes anestésicos, enfatizando sua importância na anestesia multimodal (MURRELL et al., 2016). Contudo, é um fármaco que pode induzir efeitos adversos cardiovasculares, como bradicardia e alterações no débito cardíaco, reforçando a importância da monitorização adequada (RANKIN, 2017). Objetivo: O estudo consiste na avaliação retrospectiva do uso da dexmedetomidina em cães e gatos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá (HV UEM), descrevendo a frequência de uso e a média das doses empregadas em diferentes espécies atendidas em rotina hospitalar. Material e Métodos: Foram coletadas informações como espécie e dose utilizada da DEX (mcg/kg). Organizadas em planilhas por meio do Software Microsoft Excel, utilizando estatística descritiva para o cálculo de médias e frequências, sendo excluídos os prontuários com dados incompletos. Os prontuários revisados foram relativos ao período de setembro de 2024 a junho de 2025. Incluíram-se pacientes que receberam dexmedetomidina em protocolos de medicação pré-anestésica ou em procedimentos ambulatoriais de sedação. Resultados: Foram avaliados 203 prontuários de cães, sendo 16 excluídos. Dos 187 restantes, 88 (47,1%) receberam dexmedetomidina, com dose média de 1,76 mcg/kg, enquanto 99 (52,9%) não utilizaram o fármaco. Entre os gatos, 79 prontuários foram revisados, com 9 excluídos; dos 70 restantes, 50 (71,4%) receberam dexmedetomidina, com dose média de 3,35 mcg/kg, e 20 (28,6%) não utilizaram. Discussão: De acordo com os dados obtidos, evidencia-se a ampla utilização da dexmedetomidina, especialmente em felinos, nos quais a dose média foi superior à observada em cães, em concordância com dados descritos na literatura (SPINOSA et al., 2017). Isso verifica-se principalmente devido às particularidades comportamentais dos felinos ao estresse durante o manejo clínico, sendo necessário o emprego de doses maiores para alcançar o efeito de sedação desejado (MURRELL et al., 2016). Além disso, as doses médias (mcg/kg) utilizadas para ambas as espécies foram menores do que o recomendado pela literatura, enfatizando que o uso da DEX associado a outros fármacos em protocolos multimodais potencializa os efeitos sedativos e analgésicos, permitindo redução de doses anestésicas, como descrito por Rankin (2017). Conclusão: A dexmedetomidina mostrou-se um fármaco amplamente utilizado na rotina do HV UEM em cães e gatos, com doses variando de 0,3 a 4,8 mcg/kg para cães e 1,0 a 6,7 mcg/kg para gatos. |
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| Referências: MURRELL, J. C. Pre-anaesthetic medication and sedation. In: DUKE-NOVAKOVSKI, T.; VRIES, M. de; SEYMOUR, C. BSAVA manual of canine and feline anaesthesia and analgesia. 3. ed. Gloucester: British Small Animal Veterinary Association, 2016. p. 170 – 189. RANKIN, D. C. Sedativos e Tranquilizantes. In: GRIMM K. A.; LAMONT L. A.; TRANQUIILLI, W. J., GREENE S. A.; ROBERTSON, S. A. Lumb & Jones – Anestesiologia e Analgesia em Veterinária. 5ª ed. Rio de Janeiro: Roca; 2017. p. 577 – 610. SPINOSA, H. de S.; GÓRNIAK, S. L. Tranquilizantes, Agonistas de α2adrenorreceptores e Relaxantes Musculares de Ação Central. In: SPINOSA, H. de S.; GÓRNIAK, S. L. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2017. p. 283 – 300. |
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