A IMPORTÂNCIA DOS SABERES TRADICIONAIS INDÍGENAS NA SAÚDE E SEU PAPEL NO CONTEXTO ATUAL  
1KATIA APARECIDA PEIXE, 2ANA CLAUDIA DA SILVA, 3JULIANA APARECIDA LONGHI, 4JULIANA MOREIRA DE SOUZA, 5ARIADNE CAROLINE CASTILHOLI DA SILVA, 6ALINE ROSA TREVIZAN
1Academico curso Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: A relação entre os saberes indígenas e a saúde constitui campo de reflexão acadêmica, histórica e social. que os povos originários possuem práticas tradicionais que não apenas representam formas de cuidado, mas também traduzem identidade cultural, resistência e pertencimento. Ao mesmo tempo, tais saberes convivem com a medicina científica, estabelecendo diálogos, tensões e possibilidades de integração (MOTA, 2020). Assim, compreender a importância do conhecimento tradicional no campo da saúde, é essencial para a valorização da diversidade cultural e para a construção de um cuidado mais humanizado (CENPEC, 2023).  
Objetivo: Nesse resumo buscamos compreender a importância dos saberes tradicionais indígenas e a sua utilização na assistência de saúde atual.
Desenvolvimento: Foram adotados como critérios de inclusão nesse resumo, artigos em português, disponíveis na íntegra e encontrados em bases de dados como LILACS e Google Acadêmico, utilizando as seguintes palavras-chave: tradições indígenas, plantas medicinais e tradição cultural. A palavra indígena provém do latim indígena, que significa “nascido no lugar” ou “originário das terras”. Já a palavra índio foi utilizada de forma equivocada por Cristóvão Colombo ao designar os povos encontrados nas Américas, acreditando ter chegado inicialmente à Índia, assim muitas pessoas utilizam de forma pejorativa o termo índio, enquanto existe um rico contexto cultural envolvido (PAIVA; COSTA; AMARAL, 2025). Costa et al. (2017) observa relevância dos saberes tradicionais na construção do cuidado em saúde. O conhecimento popular indígena é passado por gerações de forma empírica o que caracteriza sua identidade, sua cultura e seus conhecimentos sanitários. Atualmente a equipe multiprofissional de saúde reconhece a medicina tradicional indígena como parte importante do cuidado, contudo ainda existem barreiras na integração desses saberes com a medicina científica (CASTRO; SIMONIAN, 2016). Apesar disso, nas comunidades amazônicas, é notória a utilização de recursos da natureza para a produção de remédios caseiros voltados à cura, alívio de sintomas e tratamento de afecções de pele (MOTA 2020). Paixão et al. (2025) vem nos demonstrar a importância dessa transmissão de saberes intergeracionais. Paiva; Costa; Amaral (2025), ressaltam o uso de plantas medicinais transmitido entre gerações, mantendo sua importância na prática de saúde em comunidades rurais e indígenas. Observa-se  que  quando o nativo encontra-se doente, ele compreende a cura pelos postulados antigos, sem deixar de buscar as  medidas profiláticas da medicina moderna. A produção científica recente na área da saúde indígena busca articular políticas públicas que reconheçam o papel dos conhecimentos tradicionais no cuidado, reforçando sua legitimidade no enfrentamento das iniquidades em saúde (CENPEC, 2023; PAIVA; COSTA; AMARAL, 2025). Assim, observa-se que os saberes indígenas constituem não apenas uma prática cultural, mas também um recurso essencial de cuidado, que deve ser respeitado, preservado e integrado ao sistema de saúde. Esses conhecimentos representam identidade, pertencimento e resistência, além de fortalecimento tanto dos indivíduos quanto das suas comunidades.
Conclusão: Concluímos que no campo da saúde, os saberes tradicionais indígenas se mantêm vivos, transmitidos oralmente e aplicados no cotidiano das comunidades, constituindo práticas de cuidado que complementam a medicina científica. Portanto, reconhecer e valorizar esses saberes é considerado um passo essencial para a promoção da equidade em saúde, o fortalecimento da autonomia indígena e a preservação da diversidade cultural brasileira.
Referências:
BRASIL. Lei nº 6.001, de 19 de dezembro de 1973. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 dez. 1973.
CASTRO, N. J. C.; COSTA, N. J.; SIMONIAN, L. T. L. Percepções e ações da equipe multiprofissional em saúde sobre a medicina tradicional indígena. Revista de Enfermagem da UERJ, Rio de Janeiro, v. 32, e77903, 2024. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/enfermagemuerj/article/view/77903. Acesso em: 13 ago. 2025.
COSTA, F. A. S. et al. Práticas populares em saúde indígena e integração entre o saber científico e popular: revisão integrativa. SANARE: Revista de Políticas Públicas, v. 15, n. 2, p. 112-119, jun./dez. 2016. Disponível em: https://sanare.emnuvens.com.br/sanare/article/view/1045. Acesso em: 13 ago. 2025.
MOTA, C. N. Saúde e povos indígenas: tradição e mudança. CETAD Observa, Universidade Federal da Bahia, 2016. Disponível em: https://cetadobserva.ufba.br/pt-br/publicacoes/saude-e-povos-indigenas-tradicao-e-mudanca. Acesso em: 13 ago. 2025.
PAIVA, R. S.; COSTA, A. C. F.; AMARAL, T. S. Saberes ancestrais: a importância do conhecimento tradicional sobre plantas medicinais em comunidades rurais. Meio Ambiente (Brasil), v. 7, n. 3, p. 144-152, 2025. Disponível em: https://meioambientebrasil.com.br/index.php/MABRA/article/view/527. Acesso em: 13 ago. 2025.