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TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: DIAGNÓSTICO PRECOCE, ETIOLOGIA MULTIFATORIAL E PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES DE CUIDADO |
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| 1PEDRO AUGUSTO DUARTE DRESCH PEDRUSSI, 2ISADORA SAKUNO DE OLIVEIRA CASTANHO, 3ANA LUISA BATISTA DA SILVA, 4SOPHYA SOUZA TOSCANO, 5ROSILEY BERTON PACHECO | |
| 1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que se caracteriza por déficits persistentes na comunicação social e na interação social em vários contextos, e por padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, tendo as características comportamentais inicialmente evidentes na primeira infância (Associação Americana de Psiquiatria [APA], 2022). “Autos” significa “próprio” e “ismo” traduz um estado ou uma orientação, isto é, uma pessoa fechada, reclusa em si. Assim, o autismo é compreendido como um estado ou uma condição, que parece estar recluso em si próprio (Oliveira, 2009). Objetivo: Destacar a importância do diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista e seus impactos na qualidade de vida, enfatizando a atuação interdisciplinar em saúde e educação para inclusão. Desenvolvimento: O TEA é caracterizado pelo prejuízo na interação social, dificuldade de comunicação e comportamento repetitivo, e como expressão dessas características podemos ter prejuízo verbal, como atraso na fala, dificuldade de contato visual, diminuição do interesse social, desintegração sensorial, fixação em objetos e/ou áreas de conhecimento, e além disso, alguns dos sinais de alerta são poucas expressões faciais, não responder ao nome quando chamado, ausência de atenção compartilhada, falta de expressão da própria vontade, evitar interações, principalmente com outras crianças, entre outras características (Salgado, et al., 2022; Pereira, et al., 2021) O diagnóstico do TEA baseia-se principalmente no quadro clínico do paciente, com critérios estabelecidos no DSM V, e se detectado nos primeiros 36 meses alguns dos sintomas descritos no manual, associados a intervenções de longo prazo, o prognóstico terá um impacto positivo, pois a idade no início do tratamento é um dos fatores determinantes para a sua melhor evolução (Vasconcelos, 2009). Cerca de 1% e 2% de crianças em todo o mundo apresenta o transtorno de espectro autista, e que o sexo masculino é o mais afetado por esse espectro, cerca de 4 meninos a cada 1 menina (Maleval, 2017). O autismo afeta todos os tipos de grupos socioeconômicos, dos culturais até as raciais, no entanto grupos menos favorecidos, aqueles que têm menos contato com informações, acabam recebendo o diagnóstico tardio, dificultando assim o tratamento por também terem menos condições de serem beneficiados com tratamentos mais modernos e avançados (Maleval, 2017). No âmbito escolar, tende a observar e descobrir as características de alunos com transtorno de espectro, por se tratarem de alunos com déficit, com grandes dificuldades de conhecimento, atenção, hiperatividade, interação social, dentre outros, sendo preciso uso de atividades pedagógicas específicas que prendam a atenção desses alunos (Costa Júnior et al., 2023). Torna- se preciso pais e professores estarem atentos aos impactos negativos do Espectro da criança, fazendo primeiramente a observação ao comportamento desta, visionando assim todos os sintomas de agitação e inquietação, obtendo assim o diagnóstico para o devido tratamento do mesmo, até mesmo porque o educador deve "ser capaz de lidar com as diferentes necessidades dos alunos, independentemente de suas origens, culturas e contextos" (Costa Júnior et al., 2023). A intervenção multidisciplinar professor e profissionais da saúde atuam no desenvolvimento da Psicomotricidade da criança, onde auxilia no desenvolvimento relacionado ao mundo interno e externo da criança, ou seja, terapias ocupacionais as quais atuam no desenvolvimento da mente ao corpo, situados sobre as aquisições cognitivas, socioafetivas e psicomotoras com as crianças autistas (Negrine; Machado, 2004). Entretanto, alguns indivíduos são diagnosticados apenas na idade adulta, o que configura um desafio para a medicina, pois esse grupo tende a apresentar comprometimentos menos evidentes e os sinais e sintomas podem ser mascarados por outras comorbidades psiquiátricas, como transtorno de ansiedade social, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno esquizoafetivo (Menezes, 2020). Dessa forma, o diagnóstico do autismo é uma situação que desencadeia alterações na vida da família e do indivíduo, constituindo uma situação que repercute na mudança da rotina diária, na readaptação de papéis e ocasiona efeitos diversos no âmbito ocupacional, financeiro e das relações familiares (Caparroz; Soldera, 2022). Assim, a falta do diagnóstico e, em consequência, do tratamento precoce desencadeiam prejuízos na memória operacional, funcionamento executivo, atenção, memória episódica, formação de conceitos, controle inibitório, flexibilidade cognitiva e velocidade de processamento cognitivo (Menezes, 2020). Conclusão: O Transtorno do Espectro Autista é uma condição multifatorial e complexa, cujo diagnóstico precoce e manejo interdisciplinar são fundamentais. A capacitação dos estudantes da saúde contribui para práticas de cuidado qualificadas e para a inclusão social, favorecendo melhor qualidade de vida às pessoas com TEA e suas famílias. |
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| Referências: ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5-TR). Porto Alegre: Artmed, 2022. CAPARROZ, J.; SOLDERA, P. E. S. Transtorno do espectro autista: impactos do diagnóstico e suas repercussões no contexto das relações familiares. Open Minds International Journal, v. 3, n. 1, p. 33-44, 2022. COSTA JÚNIOR, J. F. et al. O professor do futuro: habilidades e competências necessárias para atuar em uma sociedade em mudança. RECHSO - Revista Educação, Humanidades e Ciências Sociais, v. 7, n. 13, p. 01–19, 2023. MALEVAL, J.-C. O autista e a sua voz. São Paulo: Blucher, 2017. MENEZES, M. Z. M. O diagnóstico do transtorno do espectro autista na fase adulta. 2020. Monografia (Graduação em Filosofia) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Belo Horizonte, 2020. NEGRINE, A. S.; MACHADO, M. L. S. Autismo infantil e terapia psicomotriz: estudos de casos. Caxias do Sul: Ed. da Universidade de Caxias do Sul, 2004. OLIVEIRA, A. M. B. C. Perturbação do espectro de autismo: a comunicação. Porto: Porto Editora, 2009. PEREIRA, P. L. S. et al. Importância da implantação de questionários para rastreamento e diagnóstico precoce do transtorno do espectro autista (TEA) na atenção primária. Revista Brasileira de Revisão de Saúde, v. 4, n. 2, p. 8364–8377, 2021. SALGADO, N. D. M. et al. Autism Spectrum Disorder in Children: A Systematic Review of the Increasing Incidence and Diagnosis. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, 2022. VASCONCELOS, R. M. A. R. L. Autismo infantil: a importância do tratamento precoce. Universidade Federal de Alagoas – UFAL, 2009. |
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