HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO A PACIENTES EM VULNERABILIDADE SOCIAL: GARANTIA DAS NECESSIDADES BÁSICAS DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO  
1CINTIA FIRINO DA SILVA, 2NATALIA APARECIDA DA COSTA, 3ADRIANA VIEIRA MORAIS, 4DEBORA TATIANE FEIBER GIRARDELLO, 5DAISY CRISTINA RODRIGUES
1Graduanda em enfermagem pela Universidade Paranaense (UNIPAR), Integrante da Liga acadêmica de enfermagem em atenção básica em saúde.
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR. Integrante da Liga acadêmica de enfermagem em atenção básica em saúde.
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Docente da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
Introdução: A humanização é uma nova forma de oferecer cuidados de saúde à população, visando acolhimento e vínculo na prática, onde o profissional se compromete a buscar alternativas para solucionar a questão do usuário, considerando suas necessidades com equidade e empatia. Desta forma, a humanização principalmente relacionada às necessidades básicas do paciente hospitalizado, torna-se fundamental para a sua recuperação, sendo esta uma estratégia importante para categorização de riscos e vulnerabilidade, para ser resoluto ao realizar o atendimento levando em consideração aspectos socioeconômicos e outros determinantes de saúde. A humanização do cuidado surge como estratégia indispensável contribuindo para um tratamento mais eficaz. 
Objetivo: Este resumo tem como principal objetivo apresentar, como através do tratamento humanizado á pacientes em vulnerabilidade social durante o processo de internação hospitalar, favorece na garantia das necessidades básicas, dignidade e equidade na assistência de saúde. 
Desenvolvimento: Revisão da literatura utilizando as seguintes bases de dados: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), SciELO, Revista LUMEN ET VIRTUS (LEV) e LUME UFRGS, com recorte temporal de 2013 a 2025. Critérios de inclusão adotados: artigos completos, gratuitos e em português. Foram excluídos artigos incompletos, pagos, em outros idiomas ou fora da temática central. A humanização do cuidado a pacientes em situação de vulnerabilidade social é exacerbada durante a hospitalização, pois garante não apenas a recuperação clínica, mas também a dignidade e o bem-estar (MENEZES,2025). Muitos pacientes enfrentam dificuldades socioeconômicas, o que reforça a relevância e necessidade de políticas que assegurem atendimento humanizado e eficiente, contribuindo para a redução da desigualdade no acesso à saúde e para a promoção do cuidado a pacientes nesta situação. A implementação da prática humanizada fortalece o vínculo entre profissional e paciente, valoriza a singularidade de cada pessoa, reconhece suas emoções e sua realidade de vida (SALVATI, 2021). A pertinência deste tema justifica-se pela necessidade crescente de oferecer cuidados que respeitem a integralidade do ser humano, sobretudo em um contexto social marcado por desigualdades e pela vulnerabilidade de populações específicas, tornando-se um fator determinante quando começa a interferir no tratamento do usuário. Problemas de infraestrutura hospitalar frequentemente exigem que o usuário participe diretamente do seu tratamento, através da aquisição de insumos básicos, como itens de higiene pessoal. Essa realidade evidencia falhas na gestão do sistema de saúde brasileiro, que comprometem a execução da assistência à saúde e a sua gratuidade, princípios centrais do SUS. A contribuição da família e/ou do próprio paciente em algumas situações é necessária para a continuidade do cuidado. Essa situação agrava as dificuldades enfrentadas pelas famílias em atender suas necessidades básicas, como alimentação, transporte e moradia (GALVÃO, 2025). Ademais, embora parte dos usuários consiga articular-se previamente com a rede para obter esses direitos, muitas vezes tais recursos acabam sendo custeados pela família devido à burocracia, demora no acesso ao direito devido a problemas do sistema ou institucionais (falta de recurso humano e material). Essa realidade evidencia a incompatibilidade entre um direito constitucional e a efetividade prática do direito à saúde, visto que a Constituição Federal garante que a saúde é dever do Estado. Todavia, além de problemas de estrutura hospitalar e gestão, à sobrecarga das equipes assistenciais pela alta demanda de usuários, este empecilho reduz a efetividade da rede de humanização. Sendo assim, garantindo o direito ao acesso, a uma assistência humanizada e gratuita, levamos o sucesso no tratamento, prevenção de agravos à saúde, valorização dos profissionais e qualificação dos serviços. Na prática a humanização depende da mudança de postura nas equipes de saúde, equipes de assistência social e na gestão do sistema, entendendo que o acesso a materiais básicos de higiene trazem dignidade para o cuidado em saúde (MORSCH, 2023).
Conclusão: Diante do exposto, é visível que a humanização do cuidado a pacientes em situação de vulnerabilidade social durante a hospitalização é uma estratégia essencial para garantir o respeito à dignidade humana, à equidade e aos direitos constitucionais à saúde. A falta de recursos, a sobrecarga das equipes e as falhas estruturais do sistema de saúde impõem desafios significativos, onde muitas vezes transferem à família responsabilidades que deveriam ser do Estado. Nesse contexto, a adoção de práticas mais sensíveis, acolhedoras por parte das equipes de saúde torna-se urgente, além de melhorias na gestão pública e no acesso a recursos essenciais. Ao reconhecer a singularidade de cada paciente e suas condições sociais, o cuidado humanizado fortalece vínculos, promove uma assistência mais resolutiva e contribui para a construção de um sistema de saúde mais justo, inclusivo e eficiente.
Referências:
RANKINGS, Scimago Institutions. Representações sociais da humanização do cuidado na concepção de usuários hospitalizados. SciELO Brasil, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/cjhvSpXg7zrjhhcrsnfgGZp/?lang=pt. Acesso em: 04 set. 2025.
GALVÃO, Roberta Das Graças Bezerra. Enfermagem humanizada: impactos no cuidado ao paciente e sua relevância no contexto social da saúde. STUDIES IN HEALT SCIENSES, 2025. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/shs/article/view/13503. Acesso em: 04 set. 2025.
LIMA, Jhúlya Gonçalves; AOYAMA, Elisângela De Andrade; MEDEIROS, Gilney Guerra De ; ANJOS, Jussara Soares Marques Dos ; CARNEIRO, Karen Karoline Gouveia Carneiro. A IMPORTÂNCIA DA ACOLHIDA E DO CUIDADO HUMANIZADO NA ENFERMAGEM PARA CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL. LUMEN ET VIRTUS, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/LEV/article/view/5641. Acesso em: 04 set. 2025.
MENEZES, Jéssica Mabel Soares Teixeira. CONTRIBUIÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA INTEGRALIDADE DO CUIDADO EM SAÚDE A PARTIR DO CONTEXTO HOSPITALAR O ACESSO AOS DIREITOS SOCIAIS DOS PACIENTES NEUROCIRÚRGICOS. Lume UFRGS, 2021. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/225955. Acesso em: 04 set. 2025.
MORSCH, José Aldair. Humanização na saúde: o que é, importância, objetivo e exemplos. Morsch Telemedicina, 2023. Disponível em: https://telemedicinamorsch.com.br/blog/humanizacao-na- saude#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20humaniza%C3%A7%C3%A3o%20na,formas%20de%20organizar%20o%20trabalho%E2 %80%9D. Acesso em: 28 ago. 2025.
RANKINGS, Scimago Institutions. Humanização hospitalar: construção coletiva de saberes e práticas de acolhimento e ambiência. SciELO Brasil, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/hpdZZT8D3YXDsdNk4x4ZTqq/?lang=pt. Acesso em: 28 ago. 2025.