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| ADENOMA HEPATÓIDE EM CÃES DOMÉSTICOS: RELATO DE CASO | |
| 1VITOR YUKIO TAKAHASHI, 2HELOIZA DE OLIVEIRA MARCHI, 3GIOVANA VITORIA BORGES, 4GABRIELLE AYUMI FUJIWARA, 5ADRIELLY DISSENHA | |
| 1Discente do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR, Bolsista PIBIC/UNIPAR 2Discente do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR, Bolsista PIBIC/UNIPAR 3Discente do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR, Bolsista PIBIC/UNIPAR 4Discente do Curso de Medicina Veterinária da UNIPAR, Bolsista PIC/UNIPAR 5Docente do Curso de Medicina Veterinária e da Pós-Graduação em Ciência Animal da UNIPAR |
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| Introdução: A região perianal dos caninos é formada por três estruturas principais, as glândulas anais, as glândulas dos seios retais e as glândulas perianais (hepatóides) (Brodzki, et al. 2023). São responsáveis pela lubrificação da porção final do reto e pela produção de um cheiro característico utilizado para identificação por outros cães, estão localizadas majoritariamente na região perianal, entretanto podem ser encontradas na cauda, no prepúcio e na parte interna dos membros posteriores (Brodzki, et al. 2023; Silva, et al., 2024). As neoplasias das glândulas perianais representam aproximadamente 25% dos tumores de pele nos caninos (Maniscalco, et al., 2025), acomete essencialmente cães machos, não castrados, com mais de 10 anos, predominante em raças de grande porte, entretanto podem acometer animais de raças menores como Shih-tzu e Lhasa apso (Silva, et al., 2024), Brodzki et al., (2023) expôs que esses tumores são citados como dependentes aos hormônios andrógenos e estrógenos, que estimulam a divisão celular, induzindo o processo de carcinogênese. A orquiectomia é uma das terapias recomendadas tendo em vista que reduzem os níveis desses hormônios, podendo resultar na redução ou regressão da neoplasia (Martins, et al., 2024; Zortéa, et al.. 2024). O propósito deste relato é apresentar um caso de adenoma hepatóide em um cão da raça Lhasa apso. Relato de Caso: Um paciente canino, macho, não castrado, da raça Lhasa apso de 12 anos, foi atendido se queixando de uma ferida purulenta com sangramento perto do ânus, que havia surgido há alguns meses e aumentado subitamente. Devido à dor e reatividade do cão, não foi possível realizar o exame físico completo. Foram solicitados exames de sangue e prescritos medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, além da limpeza da ferida. O animal retornou após 7 dias, e a lesão havia apresentado melhora; o exame físico revelou rarefação pilosa generalizada, dermatite escrotal, além de ferida em topografia lateral ao ânus de aproximadamente 4x4 cm, com tecido amorfo exposto, e um aumento de volume sólido, não supurado na região dorsal da cauda. Optou-se por realizar a citopatologia, mas devido à complexidade e características morfológicas observadas, foi recomendada a realização do exame histopatológico, confirmando o diagnóstico de adenoma hepatóide. Para este caso foi sugerido pelo médico veterinário a realização da caudectomia e a orquiectomia. Discussão: De acordo com Martins e et al. (2024), os exames citológicos e histopatológicos são essenciais no diagnóstico dessas enfermidades, são capazes de diferenciar os processos inflamatórios, hiperplásicos e neoplásicos, além da capacidade de identificar o potencial metastático. A citologia não proporciona um diagnóstico definitivo, é o exame de eleição devido a sua fácil execução e baixo custo, entretanto pode apresentar inconsistências em diferenciar entre neoplasias benignas e malignas (Martins, et al., 2024; Zortéa, et al., 2024). A exérese tumoral associada à orquiectomia ou histerectomia é o método de terapia mais utilizado, apresentando baixas taxas de recidiva, entretanto, na remoção cirúrgica em casos mais graves é necessário obtenção de margens seguras e mais agressivas (Silva, et al., 2024; Zortéa, et al., 2024; Maniscalco, et al., 2025). Brodzki et al. (2023) em seu estudo evidencia que há outros métodos terapêuticos eficazes, como a criocirurgia, citado com procedimento de fácil execução e baixo risco de complicações; e a eletroquímio terapia também se mostra eficiente no tratamento de tumores maiores. Os adenomas são citados como hormônio dependentes, sendo assim, terapias anti-hormonais que agem nos receptores e a orquiectomia ou histerectomia isoladas que removem órgãos diretamente relacionados a produção dos hormônios, apresentam bons resultados ocasionando a regressão completa do tumor, contudo, em casos mais graves, há a citoredução, mas não há reemissão total (Brodzki, et al., 2023; Martins, et al., 2024). Correlacionando com o caso citado, o médico veterinário, considerando a viabilidade econômica do responsável pelo animal e objetivando garantir qualidade de vida ao paciente, em um primeiro momento solicitou o exame citopatológico, entretanto os resultados não foram conclusivos se fazendo necessário a confirmação pelo exame histopatológico. Como método terapêutico, foi indicada a orquiectomia e caudectomia, tratamento mais utilizado na terapia dessas enfermidades, apresentando uma ótima relação entre custo, dificuldade de realização e resultados. O paciente, após ser submetido às intervenções cirúrgicas, apresentou resultados satisfatórios, durante o período no qual foi acompanhado. Conclusão: O adenoma hepatóide é uma neoplasia comum nos caninos, e passível de ser considerada um diferencial em cães idosos não castrados, apesar da apresentação ser predominantemente benigna, o diagnóstico precoce é essencial para um prognóstico positivo, sendo os exames citopatológicos e histopatológicos ferramentas fundamentais. |
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| Referências: BRODZKI A. et al. Pharmacological Treatment of Perianal Gland Tumors in Male Dogs. Animals, v. 13. p. 463, 2023. MANISCALCO, L. et al. A novel scoring system proposal to guide treatment of dogs with hepatoid gland tumors. Frontiers in Veterinary Science, v. 12, p. 1451510, 2025. MARTINS, M. C. et al. Citologia de adenoma hepatóide em cão. Ciência Animal, v.34, n.4, p.141-150, 2024. SILVA, M. A. H. A. et al. Tratamento cirúrgico de adenoma hepatóide em cão: relato de caso. Enciclopédia Biosfera, v. 13, p. 463, 2024. ZORTÉA, M. F. M. et al. Adenoma de glândula perianal-relato de caso. Revista Foco, v. 17, p. e 3560-3560, 2024. |
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