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| HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA ASSOCIADA A LESÃO CERVICAL NÃO CARIOSA: REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1MAYSA ZAFALON RICARDO, 2FABIOLA ADRIANA GARCIA MELLO DYNA | |
| 1Discente do curso de Odontologia da Universidade Paranaense – UNIPAR / Campus Umuarama – PR 2Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A hipersensibilidade dentinária (HD) é caracterizada por dor aguda e transitória causada pela exposição da dentina a estímulos térmicos, táteis, químicos ou evaporativos (Shiau, 2012). Afeta até 35% da população, principalmente entre 20 e 40 anos (Almeida et al., 2006), sendo frequentemente associada a lesões cervicais não cariosas (LCNCs), como abrasão, erosão e abfração (Grippo et al., 1991; Addy; Hunter, 2003). Essas lesões promovem perda do esmalte e exposição tubular, intensificando a dor. Objetivo: Revisar a literatura sobre HD associada a LCNCs, abordando fisiopatologia, etiologia, diagnóstico e terapias, contribuindo para a prática clínica. Desenvolvimento: A HD é explicada pela teoria hidrodinâmica, na qual estímulos externos deslocam fluidos intratubulares, ativando fibras nervosas (Brännström; Astron, 1964). Túbulos em dentes sensíveis podem ter diâmetro até oito vezes maior, aumentando a dor (West; Seong; Davies, 2014). LCNCs têm etiologia multifatorial: abrasão por escovação traumática ou dentifrícios abrasivos; erosão por ácidos extrínsecos ou refluxo gástrico; abfração por sobrecarga oclusal (Addy; Hunter, 2003; Beiriz et al., 2020). Diagnóstico requer anamnese, exame clínico e testes diferenciais (Liu et al., 2020). O manejo depende da gravidade. Agentes dessensibilizantes como oxalato de potássio, fluoretos e arginina oblitera túbulos (Rees; Addy, 2002; Cavalcante et al., 2019). Vernizes fluoretados apresentam efeito após semanas (Menin et al., 2024). Laserterapia promove analgesia, efeito anti-inflamatório e vedamento tubular (Dantas et al., 2013). Fosfato de cálcio reduz sensibilidade em até 55% após seis meses (Mehta et al., 2015). Medidas preventivas incluem técnicas de escovação menos abrasivas, escovas macias e controle da dieta ácida. Pacientes com refluxo ou bruxismo podem usar placas miorrelaxantes (Bader et al., 2011; Richardson; Gillam, 2006). Casos avançados requerem restaurações adesivas com resina composta (Litkowski et al., 2013). Conclusão: A HD associada a LCNCs é multifatorial, prevalente e impacta a qualidade de vida. Seu manejo exige prevenção, terapias dessensibilizantes e, quando necessário, restaurações adesivas, com personalização do tratamento. Pesquisas futuras são essenciais para consolidar protocolos clínicos baseados em evidências. |
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| Referências: ADDY, M.; HUNTER, M. L. The relationship between erosion, abrasion and abfraction. British Dental Journal, v.195, n.4, p.181-185, 2003. https://www.nature.com/articles/4817 ALMEIDA, R. A.; et al. Incidence of dentin hypersensitivity and associated factors: a study in a dental clinic. ScienceDirect, 2006. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0300571213001905?via%3Dihub BADER, J. D.; et al. Strategies for the prevention and management of dentin hypersensitivity. Journal of Dentistry, v.39, n.5, p.365-370, 2011. CAVALCANTE, J.; et al. Recessão gengival: causas, prevenção e tratamento. Odontologia Preventiva, v.14, n.3, p.65-73, 2019. https://www.scielo.br/j/odoprev/article/view/26332 CHU, C. H.; LO, E. C. The role of fluoride in managing dentin hypersensitivity. Dental Clinics of North America, v.54, n.4, p.1-17, 2010. https://www.dental.theclinics.com/article/S0011-8532(10)00051-9/fulltext DANTAS, M.; et al. Laser therapies in modern dentistry. Laser Therapy Journal, v.9, n.2, p.112-118, 2013. https://www.lasertherapyjournal.com/ltj LITKOWSKI, L. J.; et al. Composite resins in the management of non-carious cervical lesions. Journal of Esthetic and Restorative Dentistry, v.25, n.3, p.176-182, 2013. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jerd.12009 LIU, H.; et al. Differential diagnosis of dentin hypersensitivity. Journal of Dental Research, v.99, n.4, p.391-396, 2020. https://decisionsindentistry.com/article/diagnosis-management-prevention-of-dentinal-hypersensitivity/ REES, J. S.; ADDY, M. Management of dentin hypersensitivity with desensitizing agents. British Dental Journal, v.18, n.7, p.225-230, 2002. https://opendentistryjournal.com/VOLUME/16/ELOCATOR/e187421062201130/ SHIAU, H. J. Dentin hypersensitivity: an overview. Journal of Dental Sciences, v.7, n.3, p.213-219, 2012. https://www.mdpi.com/2076-3417/13/21/11632 WEST, N.; SEONG, J.; DAVIES, M. Dentin hypersensitivity: a review of treatment options. Journal of Dentistry, v.42, n.9, p.234-239, 2014. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0300579214000385 |
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