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| POTENCIAL TERAPÊUTICO DOS ÓLEOS ESSENCIAIS DE Thymus vulgaris, Citrus aurantium dulcis E Lavandula hybrida FRENTE A Candida albicans | |
| 1LUIS HENRIQUE NUNES DE SOUZA, 2BRENDA BASILIO DE ARRUDA, 3PRISCILA LUIZA MELLO, 4LUIZ EDUARDO NUNES FERREIRA, 5LILIANA SCORZONI | |
| 1Discente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - Universidade de Guarulhos UNG -Guarulhos, SP, Brasil 2Discente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem - Universidade de Guarulhos UNG -Guarulhos, SP, Brasil 3Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem – Universidade de Guarulhos (UNG), Guarulhos, SP, Brasil 4Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem – Universidade de Guarulhos (UNG), Guarulhos, SP, Brasil 5Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem – Universidade de Guarulhos (UNG), Guarulhos, SP, Brasil |
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| Introdução: Candida albicans é uma levedura oportunista que, embora comensal em mucosas humanas, pode causar desde infecções superficiais até quadros invasivos em indivíduos imunocomprometidos (Fanning; Mitchell, 2012). A formação de biofilmes, constituídos por polissacarídeos, proteínas, lipídeos e ácidos nucleicos, é um importante mecanismo de virulência, pois dificulta a ação de antifúngicos e favorece a comunicação celular (Ramage et al., 2005). As terapias atuais, como azóis, equinocandinas e polienos (Nett; Andes, 2016; Pristov; Ghannoum, 2019; Arendrup, 2013), apresentam limitações relacionadas à resistência, toxicidade e baixa eficácia frente a biofilmes maduros. Nesse cenário, os óleos essenciais configuram-se como alternativas promissoras, pelo amplo espectro antimicrobiano e potencial de ação sobre células planctônicas e biofilmes (Sharifzadeh; Shokri, 2016; Zuzarte et al., 2011). Objetivo: Avaliar a atividade antifúngica, citotóxica e antibiofilme dos óleos essenciais de Thymus vulgaris, Citrus aurantium dulcis e Lavandula hybrida frente à C. albicans. Materiais e Métodos: Foi utilizada a cepa C. albicans SC 5314. Os óleos, adquiridos da Ferquima® (Vargem Grande Paulista, SP, Brasil), tiveram sua atividade antifúngica determinada por microdiluição em caldo segundo EUCAST( Arendrup et al., 2016), estabelecendo-se Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Fungicida Mínima (CFM). Biofilmes foram formados em placas de 96 poços com RPMI + 2% de glicose por 24 h e tratados por mais 24 h com concentrações equivalentes ao CIM e 2,5×CIM. Foram avaliadas a biomassa (cristal violeta) e a atividade metabólica (resazurina). A citotoxicidade foi analisada em macrófagos RAW 264.7 por ensaio de MTT, com cálculo da EC₅₀ por regressão não linear. Os dados foram avaliados por ANOVA/Tukey ou Kruskal–Wallis/Dunn, considerando-se significância de p < 0,05 (α = 0,01). Resultados: T. vulgaris e C. aurantium dulcis apresentaram CIM/CFM de 17 µg/mL e 9,5 µg/mL, respectivamente, ambos com razão CIM/CFM = 1, indicando efeito fungicida. L. hybrida não inibiu o crescimento até 18 µg/mL. Nos biofilmes, não houve redução da biomassa, mas observou-se forte inibição da atividade metabólica: 96% com T. vulgaris e C. aurantium dulcis e 95% com L. hybrida. A EC₅₀ (±DP) em RAW 264.7 foi: T. vulgaris 0,14 µg/mL (± 0,051), C. aurantium dulcis 0,47 µg/mL (± 0,042) e L. hybrida 0,76 µg/mL (± 0,058), com diferença significativa entre os compostos (p < 0,05). Discussão: Os óleos, especialmente T. vulgaris e C. aurantium dulcis, apresentaram atividade fungicida frente a células planctônicas de C. albicans. Embora não tenham reduzido a biomassa, todos os óleos essenciais impactaram significativamente a atividade metabólica do biofilme. Contudo, demonstraram citotoxicidade em concentrações até 20 vezes menores que a mínima antifúngica, com destaque para o óleo de C. aurantium dulcis (CIM 9,5 µg/mL; EC₅₀ 0,47 µg/mL). Conclusão: Entre os óleos testados, C. aurantium dulcis apresentou melhor equilíbrio entre toxicidade e atividade antifúngica, configurando-se como um candidato promissor para futuros estudos. |
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| Referências: Arendrup MC. Candida and candidaemia. Susceptibility and epidemiology. Dan Med J. 2013 Nov;60(11):B4698. PMID: 24192246. Arendrup MC, Meletiadis J, Mouton JW, et al. Subcommittee on Antifungal Susceptibility Testing (AFST) of the ESCMID European Committee for Antimicrobial Susceptibility Testing (EUCAST). EUCAST technical note on isavuconazole breakpoints for Aspergillus, itraconazole breakpoints for Candida and updates for the antifungal susceptibility testing method documents. Clin Microbiol Infect. v. 22, n. 6, p. 571.e1-571.e4, jun. 2016. doi: 10.1016/j.cmi.2016.01.017. Epub 2016 Feb 3. PMID: 26851656. Fanning S, Mitchell AP. Fungal biofilms. PLoS Pathog. 2012;8(4):e1002585. doi: 10.1371/journal.ppat.1002585. Epub 2012 Apr 5. PMID: 22496639; PMCID: PMC3320593. Ramage G, Saville SP, Thomas DP, et al. Candida biofilms: an update. Eukaryot Cell. 2005 Apr;4(4):633-8. doi: 10.1128/EC.4.4.633-638.2005. PMID: 15821123; PMCID: PMC1087806. Nett JE, Andes DR. Antifungal Agents: Spectrum of Activity, Pharmacology, and Clinical Indications. Infect Dis Clin North Am. 2016 Mar;30(1):51-83. doi: 10.1016/j.idc.2015.10.012. Epub 2015 Dec 29. PMID: 26739608. Pristov KE, Ghannoum MA. Resistance of Candida to azoles and echinocandins worldwide. Clin Microbiol Infect. 2019 Jul;25(7):792-798. doi: 10.1016/j.cmi.2019.03.028. Epub 2019 Apr 6. PMID: 30965100. Sharifzadeh A, Shokri H. Antifungal activity of essential oils from Iranian plants against fluconazole-resistant and fluconazole-susceptible Candida albicans. Avicenna J Phytomed. 2016 Mar-Apr;6(2):215-22. PMID: 27222835; PMCID: PMC4877960.Zuzarte M, Gonçalves MJ, Cavaleiro C, Canhoto J, et al. Chemical composition and antifungal activity of the essential oils of Lavandula viridis LʻHer. J Med Microbiol. 2011 May;60(Pt 5):612-618. doi: 10.1099/jmm.0.027748-0. Epub 2011 Feb 14. PMID: 21321363. |
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