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| HEMOGRAMA NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA ANEMIA HEMOLÍTICA AUTOIMUNE: UMA ABORDAGEM CLÍNICA LABORATORIAL | |
| 1LARISSA DA COSTA FORNASA, 2MARIA CLARA MAGAN FRANZOI, 3REBECA DE DEUS MARANGONI, 4SOFIA MENEGOTTO, 5ELIZABETI DE MATOS MASSAMBANI | |
| 1Acadêmica do curso de medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente de Pós-Graduação/Farmacêutica-Bioquímica |
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| Introdução: A Anemia Hemolítica Autoimune (AHAI) caracteriza-se como um quadro clínico no qual os anticorpos do próprio indivíduo destroem seus glóbulos vermelhos, causado por uma ruptura nos mecanismos de autotolerância. Estima-se que a incidência seja de 0,2 por 1.000.000 indivíduos menores de 20 anos. O pico de incidência ocorre entre os pré-escolares (Ferreira et al., 2020). Para o diagnóstico, além da história clínica, faz-se necessário a realização e análise completa do hemograma. Nessa conjuntura, o hemograma se apresenta como exame laboratorial essencial, por revelar anemia, reticulocitose e alterações morfológicas das hemácias, sendo indispensável no diagnóstico precoce (Barcellin; Fatizzo, 2015). Destarte, compreender a interpretação do hemograma no contexto da AHAI é primordial para amparar o raciocínio clínico e orientar a conduta terapêutica. Objetivo: Compreender a relevância dos parâmetros laboratoriais presentes no hemograma no diagnóstico e identificação da Anemia Hemolítica Autoimune. Desenvolvimento: A classificação da AHAI pode ser dividida em dois tipos principais: quente e fria, com base na temperatura a qual os anticorpos se ligam às hemácias. Os anticorpos do tipo quente, geralmente IgG, são mais prevalentes e estão associados à destruição extravascular das hemácias, enquanto os anticorpos do tipo frio, geralmente IgM, podem ativar o complemento e resultar em lise intravascular. No tipo por anticorpos quentes, a destruição das hemácias ocorre por fagocitose, no tipo por anticorpos frios, ocorre aglutinação de eritrócitos na circulação sanguínea, e, ao ser ativado o sistema complemento, resulta na hemólise (Barcellin; Fatizzo, 2015). O hemograma revela anemia moderada ou grave (hemoglobina entre 6 e 10 g/dL), citopenia, macrocitose ou normocitose e microesferocitose. A anemia hemolítica autoimune possui outra forma de classificação, que consiste em AHAI primária, e secundária (Contente et al., 2021). Na primária, a anemia hemolítica é o único fator encontrado em exames laboratoriais, na AHAI secundária, a anemia hemolítica imune é uma manifestação de uma outra doença, como por exemplo, o lúpus eritematoso sistêmico. Aponta-se que, na infância, as principais causas são infecções virais e bacterianas. Contudo, na adolescência, as causas principais são associadas à imunodeficiência ou doenças autoimunes (Contente et al., 2021). Considerando as análises clínicas dos pacientes com AHAI, os principais sinais e sintomas apresentados frequentemente consistem em icterícia na conjuntiva e região palmar, astenia, colúria, taquicardia, insuficiência respiratória e hepatoesplenomegalia. Os principais exames diagnósticos incluem hemograma completo, haptoglobina, lactato desidrogenase, contagem de reticulócitos, níveis de bilirrubina e teste de antiglobulina direto (Tripathi; Chuda, 2025). Os níveis de LDH elevados indicam hemólise, principalmente na hemólise intravascular. Na contagem de reticulócitos, a reticulocitopenia pode ocorrer na AHAI, secundária à infiltração da medula óssea por um distúrbio linfoproliferativo. Os níveis elevados de bilirrubina não conjugada está tipicamente elevada em 2 a 3 mg/dL; no teste de antiglobulina direto são detectados anticorpos de complemento ligados à superfície de hemácias do paciente que indicam a destruição imunomediada, logo, o resultado positivo confirma a hemólise imune (Tripathi; Chuda, 2025). Dessa forma, vale a ressalva de que, os exames laboratoriais completos e bem analisados, podem evitar um diagnóstico tardio ou errôneo. Conclusão: Com base em todos os aspectos clínicos e laboratoriais, chega-se à conclusão de que é indispensável a análise correta e completa do hemograma, visto que constará sinais de extrema importância para o diagnóstico mais preciso da AHAI, possibilitando realizá-lo precocemente e conduzindo um melhor raciocínio clínico, bem como um tratamento mais adequado à necessidade e gravidade clínica do paciente. |
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| Referências: BARCELLINI, W.; FATTIZZO, B. Clinical applications of hemolytic markers in the differential diagnosis and management of hemolytic anemia. Disease Markers, v. 2015, p. 1-8, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1155/2015/635670. Acesso em: 4 set. 2025. CONTENTE, A. G. S. et al. Perfil clínico-epidemiológico dos pacientes pediátricos portadores de anemia hemolítica autoimune em um serviço de referência. Revista Residência Pediátrica, Belo Horizonte, v. 11, n. 3, p. 1-5, 2021. Disponível em: https://residenciapediatrica.com.br/detalhes/1043/perfil%20clinico-epidemiologico%20dos%20pacientes%20pediatricos%20portadores%20de%20anemia%20hemolitica%20autoimune%20em%20um%20servico%20de%20referencia. Acesso em: 4 set. 2025. FERREIRA, F. C. et al. Diagnóstico e tratamento da anemia hemolítica autoimune: uma minirrevisão. Revista Médica de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 30, e-30206, 2020. Disponível em: https://rmmg.org/artigo/detalhes/2724. Acesso em: 4 set. 2025. TRIPATHI, A. K.; CHUDA, R. Laboratory Evaluation of Immune Hemolytic Anemias. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2025. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK606096/. Acesso em: 4 set. 2025. |
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