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| ESCLEROSE MÚLTIPLA NA ERA DA MEDICINA PERSONALIZADA: DA GENÉTICA À TERAPIA DIRIGIDA | |
| 1DHIENIFFER GARCIA PEREIRA, 2ISADHORA CORREA PEREIRA, 3ANA LAURA PERUSIN SAVEGNAGO, 4RAFAELA GUIMARÃES DE OLIVEIRA, 5LAINY LEINY DE LIMA | |
| 1Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 2Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 3Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 4Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente do Curso de Medicina da UNIPAR |
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| Introdução: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune crônica que acomete o sistema nervoso central (SNC), provocando episódios de desmielinização e neurodegeneração (Diniz et al., 2023). Afeta principalmente adultos jovens, com manifestações clínicas variadas, como fadiga, alterações motoras, visuais, cognitivas e emocionais, impactando significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida (De Almeida et al., 2022). A patogênese envolve a quebra da barreira hematoencefálica e a ação de células imunológicas, que geram lesões no encéfalo e medula espinhal e avanços recentes na genética e na imunologia têm impulsionado uma nova abordagem no tratamento da doença, baseada nos princípios da medicina personalizada (Levada et al., 2024). Objetivo: Analisar a aplicação da medicina personalizada no tratamento da esclerose múltipla, com ênfase nos fatores genéticos e nas terapias dirigidas como estratégias de individualização terapêutica através de uma revisão bibliográfica realizada na plataforma “Google Acadêmico” usando os descritores “Tratamento de esclerose múltipla” “Medicamentos modificadores da doença”. Desenvolvimento: O curso clínico da EM é heterogêneo, com formas remitentes-recorrentes e progressivas, o que exige um manejo adaptado à evolução e gravidade da doença (De Almeida et al., 2022). A diversidade sintomática está associada a fatores genéticos, imunológicos e ambientais que influenciam a intensidade da resposta inflamatória e degenerativa (Diniz et al., 2023). Os sintomas mais frequentes incluem neurite óptica, fraqueza em membros superiores e inferiores, comprometimento da memória e dificuldade de equilíbrio (Marcus, 2022). A fisiopatologia envolve a infiltração de linfócitos T e B no SNC após a ruptura da barreira hematoencefálica, o que resulta em lesões desmielinizantes e progressão do dano neural (Levada et al., 2024). O tratamento da EM envolve diversos fármacos os quais contemplam duas categorias: utilizados para o controle de crises e os que modificam a evolução da doença (Dantas, 2023). Iniciar o tratamento de forma precoce, mesmo em pacientes assintomáticos tem-se mostrado eficaz para o controle da EM, além de terapias com os interferons beta e os Medicamentos Modificadores da Doença (DMDs), os quais promovem diminuição da progressão da doença. Os DMDs mais utilizados incluem: Fingolimode, natalizumabe e ocrelizumab, todos atuam de formas diferenciadas no sistema imunológico do paciente. Como por exemplo o Fingolimode tem sua atuação adulando o sistema imunológico, diminuindo a migração de células imunes para o sistema nervoso central. (Diniz et al., 2023) Nesse contexto, a medicina personalizada tem ganhado espaço, ao permitir a identificação de biomarcadores genéticos e perfis imunológicos que auxiliam na escolha terapêutica mais adequada para cada paciente. A escolha terapêutica deve ser analisada considerando o quadro clínico do paciente, efeitos colaterais e estilo de vida, proporcionando o tratamento ideal de forma personalizada (Levada et al., 2024). Conclusão: A medicina personalizada no tratamento da esclerose múltipla tem se mostrado eficaz visto que permite a escolha de tratamento mais adequado e individualizado a cada paciente por meio da identificação de biomarcadores genéticos e perfis imunológicos, sendo cada vez mais difundida e utilizada, refletindo em melhores resultados no tratamento da Esclerose Múltipla com uma terapêutica mais personalizada e focalizada. |
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| Referências: DANTAS, Karina Moreira. Esclerose múltipla: eficácia no tratamento por meio de imunomoduladores injetáveis. Tese de Doutorado. Universidade Presidente Antônio Carlos, 2023. DE ALMEIDA, Jhonathan Lima et al. Qualidade de vida dos portadores de esclerose múltipla: Revisão de literatura. Recisatec - Revista Científica Saúde e Tecnologia, v. 2, n. 1, p. 2157, 2022. DINIZ, Renata Silva et al. Esclerose Múltipla: Avanços no Diagnóstico e Tratamento: Uma análise das técnicas de diagnóstico, como a ressonância magnética, e as terapias imunomoduladoras utilizadas no tratamento da esclerose múltipla. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 5, n. 5, p. 188-201, 2023. LEVADA, Leonardo Pereira et al. Uma revisão narrativa da literatura sobre o tratamento da esclerose múltipla. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 2, p. 1785-1796, 2024. MARCUS, R. What is multiple sclerosis? Journal of the American Medical Association, v. 328, p. 2078, 2022. |
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