IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO PARA GESTANTES COM DIABETES MELLITUS GESTACIONAL 
 
 
1MARIA EDUARDA MEDINO DE OLIVEIRA, 2MARIA EDUARDA XAVIER CALISTO, 3ANA TEREZA KOBAYASHI DE OLIVEIRA LEITE, 4JOÃO VITOR MAIOLLI PALHARES, 5CAROLINA BERNUSSI PARIZOTTO, 6JAYME RODRIGUES DIAS JUNIOR
1Universidade Paranaense
2Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
4Acadêmico do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma condição que ocorre durante o período gestacional, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue. Por sua alta prevalência, torna-se uma importante questão de saúde pública. Conforme ressaltado por (REIS et al. 2024, n.p), essa doença representa uma disfunção metabólica comum na gestação. Essa condição pode causar sérios problemas tanto para a mãe quanto para o bebê. As mulheres podem desenvolver Diabetes Mellitus (DM) tipo 2, já o bebê segundo (MAYER 2017, p.13) correm risco maior de nascer Prematuro aumentando a necessidade da realização de cesaria, também correm risco de nascer com problemas congênito como problemas cardíacos, ter crescimento anormal do feto, Macrossômia (quando o bebê nasce com mais de 4 kilose), "bem como são mais propensos a desenvolver síndrome metabólica na infância e na vida adulta" (CAMPOS et al, 2021, n.p).
Objetivo: Realizar uma revisão bibliográfica sobre a importância do exercício em gestantes com Diabetes Mellitus Gestacional.
Desenvolvimento: Segundo Mayer (2017), a DMG interfere no estilo de vida das gestantes podendo gerar complicações durante o período gestacional, durante o período do parto e até mesmo no pós parto, alguns exemplos de complicações são excesso de peso, crescimento anormal do feto, o bebê pode desenvolver hiperglicemia quando nascer, já a mãe pode evoluir Diabetes Mellitus tipo 2 corre o risco de Pré-Eclâmpsia e várias outras morbimortalidades durante e após a gestação. Um diagnóstico antecipado juntamente com intervenção de uma equipe multidisciplinar capacitada no período pré-natal é fundamental para reduzir a morbimortalidade dessas gestantes. “De acordo com Diretrizes Sociedade Brasileira de Diabetes (2019-2020) a DMG é uma alteração metabólica onde ocorre a intolerância a carboidratos e tem por prevalência em 3 a 25% das gestações, e essa patologia tem aumentado cada vez mais nas últimas décadas. Os estudos mostram a importância de se ter um programa de exercícios físicos para mulheres com Diabetes gestacional, pois pode proporcionar uma melhora na qualidade de vida, um melhor condicionamento cardiovascular, ajuda no controle da Diabetes gestacional, diminuição de complicações durante o parto, pois mulheres com alguma patologia durante a gestação correm o risco de terem complicações no parto” (MATOS; 2021, n.p).  O exercício aeróbio ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina, facilitando o controle dos níveis de glicose no sangue. Além disso, promove o bem-estar geral, reduz o risco de ganho excessivo de peso e melhora a saúde cardiovascular da gestante (XIE et al., 2022). O exercício resistido ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina, facilitando o controle glicêmico na gestação. Além disso, promove fortalecimento muscular, reduzindo o risco de complicações relacionadas à Diabetes gestacional. Também contribui para a manutenção de um peso saudável, beneficiando a saúde materna e fetal (YAPING et al., 2021).  É indispensável a atuação do fisioterapeuta na elaboração, orientação e supervisão dos exercícios adequados  promovendo resultados significativos tanto para saúde da mãe quanto para a saúde do bebê.
Conclusão: A detecção precoce e o manejo adequado da Diabetes Mellitus gestacional são essenciais para minimizar complicações durante a gestação, parto e pós-parto. A prática regular de exercícios físicos, sob orientação especializada, contribui para o controle glicêmico, melhora a saúde materna e reduz riscos para o bebê. A atuação de uma equipe multidisciplinar, especialmente do fisioterapeuta, é fundamental nesse processo. Assim, intervenções integradas promovem um melhor desfecho tanto para a mãe quanto para o recém-nascido.
Referências:
CAMPOS, Milena dos Santos Barros et al. Posicionamento sobre Exercícios Físicos na Gestação e no Pós-Parto–2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, p. 160-180, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/xt6df4vkWPZ9fjtX3rNpDHy/?lang=pt
MAYER, Gabriel Ernesto. Diabetes Mellitus gestacional: o papel do exercício físico como tratamento não farmacológico. 2017. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/6422f57e-ff2a-4a62-b6d4-134f3011c6c3
MATOS, HANNAH KAROLLINE FERREIRA. EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO EM GESTANTES COM DIAGNÓSTICO DE DIABETES GESTACIONAL. Disponivel em https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/43251/1/HANNAH_KAROLLINE_FERREIRA_MATOS.pdf
REIS OURIQUE DE AGUIAR, M. C. Diabetes na gestação: uma revisão bibliográfica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences , [S. l.], v. 6, n. 12, p. 2482–2490, 2024. DOI: 10.36557/2674-8169.2024v6n12p2482-2490. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/4752. Acesso em: 21 ago. 2025.
XIE, Y; ZHAO, H; ZHAO, M; HUANG, H; LIU, C; HUANG, F; WU, J. Effects of resistance exercise on blood glucose level and pregnancy outcome in patients with gestational Diabetes Mellitus: a randomized controlled trial. BMJ Open Diabetes Res Care. 2022. Disponível em: https://drc.bmj.com/content/10/2/e002622
YAPING, X; HUIFEN, Z; MEIJING, Z; HUIBIN, H; CHUNHONG, L; FENGFENG, H; JINGJING, W. Effects of moderate-intensity aerobic exercise on blood glucose levels and pregnancy outcomes in patients with gestational Diabetes Mellitus: A randomized controlled trial. Diabetes Therapy, v.12, n.9, 2585–2598, 2021. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s13300-021-01135-6.