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| CONTROLE DE QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICA DE EXTRATO SECO DE Tribulus terrestris L. | |
| 1ALAN DEVAL GALVÃO, 2PRISCILA YANO RUTES, 3LUCIANA PELLIZZARO | |
| 1Acadêmico do Curso de Farmácia da Unipar, Francisco Beltrão. 2Acadêmica do Curso de Farmácia Unipar, Francisco Beltrão. 3Docente da Unipar, Francisco Beltrão. |
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| Introdução: O uso de fitoterápicos vem crescendo de forma significativa no Brasil, impulsionado pela busca por alternativas terapêuticas naturais (Gadelha et al., 2023). A qualidade das matérias-primas vegetais utilizadas em farmácias de manipulação é fator determinante para a eficácia e segurança dos medicamentos produzidos (Brasil, 2007). Tribulus terrestris, planta amplamente empregada na suplementação voltada ao desempenho físico e à saúde sexual, apresenta como principais metabólitos flavonoides, saponinas e taninos (Saeed et al., 2024). Diante disso, torna-se essencial avaliar os parâmetros físico-químicos dos extratos secos fornecidos para as farmácias de manipulação, assegurando a autenticidade da matéria-prima vegetal e sua conformidade com padrões farmacopéicos (Anvisa, 2024). Objetivo: Avaliar a qualidade físico-química de amostras de extrato seco de Tribulus terrestris. Material e Métodos: A pesquisa experimental foi conduzida na Universidade Paranaense em Francisco Beltrão. Foram analisadas amostras de extrato seco de T. terrestris obtidas de quatro diferentes fornecedores destinados a farmácias magistrais, identificados como A1, A2, A3 e A4. Realizaram-se análises organolépticas, determinação de umidade, verificação de granulometria, densidade aparente, pH, solubilidade e prospecção fitoquímica para detecção de metabólitos secundários. Os ensaios seguiram metodologias descritas na Farmacopeia Brasileira (Anvisa, 2024) e na literatura científica. Resultados: Todas as amostras analisadas apresentaram características organolépticas compatíveis com a descrição da matéria-prima vegetal, revelaram coloração marrom, aspecto de pó fino e homogêneo, além de odor característico. O teor de umidade e o pH permaneceram dentro dos limites estabelecidos, correspondendo a valores ≤ 5,0% e faixa de 4,0 a 8,0, respectivamente. Quanto à granulometria, verificou-se que 100% da amostra atravessou a malha 80, enquanto a densidade apresentou valores entre 40 a 60 g/100 mL, estando em conformidade com o laudo dos fornecedores. Todas as amostras demonstraram solubilidade em água e revelaram resultado positivo para a presença de flavonoides, taninos e saponinas. Discussão: As características organolépticas confirmaram a autenticidade da droga vegetal, auxiliando na padronização entre lotes e funcionando como indicadores de estabilidade (Anvisa, 2024). O teor de umidade e o pH obtidos indicaram menor risco de degradação e contaminação microbiológica (Simões, 2007). A granulometria e a densidade adequadas contribuem para a padronização da formulação, podendo influenciar a biodisponibilidade dos compostos ativos, favorecendo a precisão da dosagem e reduzindo perdas do princípio ativo (Moreno; Abreu, 2019). Os valores de solubilidade evidenciaram o potencial de absorção dos medicamentos administrados por via oral (Lacerda; Lionzo, 2011). A triagem fitoquímica confirmou a presença de flavonoides, taninos e saponinas, corroborando relatos da literatura e assegurando a autenticidade do material (Sofiati, 2009). Conclusão: As amostras de extrato seco de T. terrestris avaliadas encontraram-se em conformidade com os parâmetros físico-químicos estabelecidos pela Farmacopeia Brasileira e pela literatura científica, apresentando qualidade satisfatória para uso em farmácias de manipulação. Ressalta-se a importância da manutenção contínua de controles de qualidade, incluindo análises microbiológicas e quantificação de marcadores químicos, como medida essencial para garantir a segurança e eficácia dos fitoterápicos. |
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| Referências: ANVISA - AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Farmacopeia Brasileira. 7. ed., v. 1. Brasília, 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 8 out. 2007. GADELHA, Claudia Sarmento et al. Estudo Bibliográfico sobre o uso de plantas medicinais e fitoterápicos no Brasil. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v. 8, n. 5, p. 208-212, dez. 2013. LACERDA, Denise dos Santos; LIONZO, Maria. Aspectos atuais da biodisponibilidade de fármacos com baixa solubilidade: um enfoque sobre a sinvastatina. Infarma – Ciências Farmacêuticas, v. 23, n. 5/6, p. 3-9, 2011. MORENO, Andréia de Haro; ABREU, Miryan Caroline de. Estudo comparativo de quatro métodos farmacotécnicos para preenchimento de cápsulas gelatinosas rígidas. Revista Brasileira Multidisciplinar, v. 22, n. 2, p. 107-119, 2019. SAEED, M. et al. Promising phytopharmacology, nutritional potential, health benefits, and traditional usage of Tribulus terrestris L. herb. Heliyon, v. 10, p. 1-20, 2024. SIMÕES, Cláudia Maria Oliveira et al. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 6. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS; Florianópolis: Editora da UFSC, 2007. SOFIATI, Filipe Toni. Estudo fitoquímico e atividades biológicas preliminares de extratos de Polygonum acre H.B.K. (Polygonaceae) e Synadenium carinatum BOISS (Euphorbiaceae). 2009. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) – Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Araraquara, 2009. |
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