APLICAÇÃO DA ERITROPOETINA HUMANA RECOMBINANTE NO TRATAMENTO CONTRA ANEMIAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA  
1NATHALIA ASSIS MIOLA, 2EMILLY DA COSTA SILVA, 3MARIELLI RODRIGUES DA SILVA, 4RAFAELA BAKES TEODORO, 5EVERTON PADILHA
1Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR
5Docente da UNIPAR
Introdução: A eritropoetina (EPO) é uma glicoproteína responsável pela produção e diferenciação dos glóbulos vermelhos na medula óssea, processo denominado eritropoese (SCHMIDTS et al., 2003). O rim é o principal órgão responsável por sua síntese, correspondendo a cerca de 90% da secreção total. A eritropoetina humana recombinante (rhEPO), por sua vez, é uma glicoproteína altamente purificada, composta por 165 aminoácidos e estruturalmente equivalente à EPO endógena. Seu uso terapêutico tem como principal finalidade reduzir a necessidade de transfusões sanguíneas em pacientes com anemia, incluindo a anemia associada à doença renal crônica (FARIS; RITTER; ABELS, 1996).
Objetivo: Investigar, com base em evidências científicas, a descoberta e o desenvolvimento da eritropoetina humana recombinante (rhEPO), ressaltando sua produção biotecnológica, a evolução de seu uso na prática clínica e os benefícios proporcionados no tratamento da anemia.
Desenvolvimento:A eritropoetina humana (EPO) foi inicialmente extraída e purificada a partir da urina de pacientes anêmicos, em 1977, e posteriormente produzida por meio da tecnologia do DNA recombinante. Em 1983, o gene da EPO humana foi clonado, o que possibilitou o desenvolvimento da eritropoetina humana recombinante (rhEPO), marco que revolucionou o tratamento da anemia (ESCHBACH et al., 1987; ELLIOTT; PHAM; MACDOUGALL, 2008). Até então, a transfusão sanguínea era o método de tratamento mais comum para pacientes anêmicos; contudo, desde sua introdução, a rhEPO vem sendo amplamente utilizada na prática clínica, com o objetivo de reduzir a necessidade de transfusões em procedimentos cirúrgicos, elevar os níveis de hemoglobina e hematócrito no sangue e, sobretudo, tratar anemias decorrentes de diferentes condições clínicas (FARIS; RITTER; ABELS, 1996). Além disso, observa-se uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes submetidos a esse tratamento, refletida no aumento da sobrevida e na redução da fadiga e do cansaço (AAPRO et al., 2006; GUAN; CHEN, 2008).
Conclusão: O tratamento com rhEPO representa um marco na prática clínica, trazendo benefícios significativos para pacientes com anemia, em especial aqueles portadores de doença renal crônica. Além de reduzir a necessidade de transfusões sanguíneas, contribui para a melhora da sobrevida, do bem-estar e da qualidade de vida, consolidando-se como uma das principais opções terapêuticas disponíveis no Sistema Único de Saúde.
Referências:
AAPRO, M. S. et. al. Epoetin alfa increases hemoglobin levels and improves quality of life in anemic geriatric cancer patients receiving chemotherapy. Supportive Care Cancer, Heidelberg, v. 14, n. 12, p. 1184-1194, dec. 2006. doi: 10.1007/s00520-006-0076-z
Elliott, s.; PHAM, E.; MACDOUGALL, I. C. Erythropoietins: A common mechanism of action. Experimental Hematology, Philadelphia, v. 36, n. 12, p. 1573-1584, dec. 2008. doi: 10.1016/j.exphem.2008.08.003. 
Eschbach, J. W. et al. Correction of the anemia of end stage renal failure with recombinant human erythropoietin. Results of a combined phase I and II clinical trial. New England Journal of Medicine, Waltham, v. 316, n. 2, p. 73- 78, jan. 1987. doi: 10.1056/NEJM198701083160203
Faris, P. M; Ritter, M. A; Abels, R. I. The effects of recombinant human erythropoietin on perioperative transfusion requirements in patients having major orthopedic operation. The American Erythropoietin Study Group. Journal of Bone and Joint Surgery, Boston, v. 78, n. 1, p. 62-72, jan. 1996.
GUAN, X; CHEN, L. Role of erythropoietin in cancerrelated anaemia: a double-edged sword? The Journal of International Medical Research, London, v. 36, n. 1, p. 1-8, feb. 2008. doi: 10.1177/147323000803600101
SCHMIDT, C. A. et al. Disponibilidade da atividade e caracterização da eritropoietina humana recombinante em produtos farmacêuticos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, São Paulo, v. 47, p. 183-189, 2003.