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| RELAÇÃO DE HORMÔNIOS METABÓLICOS E REPRODUÇÃO EM FÊMEAS BOVINAS - REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1MARIA CLARA GUARNIERI DE ALMEIDA, 2MARIANA TROMBELA, 3CLARA REGINA ANDRÉ RAITZ, 4WERIK PEREIRA DA SILVA , 5NATHALIA SOUZA JAMARCHI, 6DENIS VINICIUS BONATO | |
| 1Acadêmica bolsista do PIBIC/UNIPAR 2Acadêmica bolsista do PIBIC/UNIPAR 3Acadêmica de Medicina Veterinária da UNIPAR 4Médico Veterinário autônomo 5Discente do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, Universidade Paranaense – UNIPAR. 6Docente do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, Universidade Paranaense – UNIPAR. |
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| Introdução: A nutrição é um fator de grande relevância quando relacionada a reprodução de fêmeas bovinas, visto que pode auxiliar no equilíbrio de hormônios metabólicos estimulantes ou inibitórios no sistema endócrino reprodutivo, como leptina, fator de crescimento similar a insulina I (IGF1) e grelina (Diskin et al., 2003). O balanço energético positivo e o escore de condição corporal (ECC) favorável são outros fatores pertinentes principalmente quando relacionados ao intervalo entre concepções e qualidade dos oócitos (Dʻoochio et al., 2019). Portanto, uma dieta energética equilibrada é a chave para o sucesso reprodutivo de fêmeas bovinas (Drackley et al., 2014). Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo abordar a importância da nutrição no desempenho reprodutivo de fêmeas bovinas. Desenvolvimento: A nutrição garante o equilíbrio metabólico e a disposição de tecido adiposo no corpo do animal, tendo relação direta com o equilíbrio de hormônios metabólicos como a leptina, IGF1 e grelina que podem atuar de forma positiva ou negativa nos receptores do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH), ou seja, podem ser favoráveis ao pico de hormônio luteinizante (LH) e consequentemente a ovulação, ou desfavoráveis aumentando o período de dias em aberto no pós-parto (Diskin et al., 2003). Além disso, a nutrição também é pertinente na manutenção do balanço energético, pois, quando em bom estado nutricional, o animal apresenta balanço energético positivo e bom ECC, diminuindo o intervalo entre concepções e desmamando bezerros mais pesados. A grelina, hormônio liberado pelo intestino, é considerada como um sinalizador metabólico desfavorável quando a alimentação é restrita e o balanço energético é negativo, ou seja, possui concentração sérica mais elevada em animais nesse estado, quando comparada a concentração em animais em condição favorável (Dʻoochio et al., 2019). Celik et al.(2019) aponta que animais com ingestão alimentar reduzida possuem a secreção de LH e de hormônio folículo estimulante (FSH) diminuídas, causando distúrbios ovarianos e comprometendo a fertilidade. Nesse caso, uma dieta energética pré-parto bem definida é crucial quando relacionada ao sucesso reprodutivo, visto que, afeta também o desempenho da gestação subsequente (Drackley et al., 2014). Há evidências que o uso de gorduras suplementares na dieta entre duas semanas antes do parto e quatro semana após o parto acelera o retorno da ciclicidade ovariana, diminui a secreção de prostaglandina (PGF2α), aumenta o tamanho e a quantidade de folículos e aumenta o tempo de vida útil do corpo lúteo por meio do aumento da concentração de colesterol sérico, que age como percursor da progesterona (P4) (Staples et al., 1998). Por outro lado, o excesso de energia no período pré-parto pode fazer com que a fêmea ganhe peso em excesso, aumentando a produção de leptina, que irá deprimir a ingestão de alimentos no pós-parto, podendo resultar em severo balanço energético negativo e sérias consequencias para a saúde e desempenho reprodutivo (Bonato et al., 2015). De acordo com Lucy et al., (2008), o fator de crescimento semelhante a insulina I, secretado pelo fígado e disponível no organismo de fêmeas bem nutridas, auxilia na capacidade de resposta do ovário as gonadotrofinas e Dʻoochio et al., (2019) complementa que os folículos ovarianos são dependentes do IGF1 para completar o crescimento e maturação antes da oocitação. Conclusão: Uma nutrição bem equilibrada em fêmeas bovinas possui a capacidade de equilibrar os hormônios e manter um balanço energético adequado, levando ao êxito reprodutivo do rebanho. |
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| Referências: CELIK, O.; AYDIN, S.; CELIK, N.; YILMAZ, M. Peptides: Basic determinants of reproductive functions. Peptides. v.72, p.34-43, 2015. BONATO, D. V.; VRISMAN, D. P.; TAIRA, A. R.; GHIZZI, L. G.; UENO, R. K.; NEUMANN, M.; TEIXEIRA, P. P. M.; BORIN-CRIVELLENTI, S. Cetose em vacas leiteiras de alta produção. Investigação, v. 14, p. 96-101, 2015. DISKIN, M.G.; MACKEY, D.R.; ROCHE, J.F.; SREENAN, J.M. Effects of nutrition and metabolic status on circulating hormones and ovarian follicle development in cattle. Animal reproduction science. v.78, p. 345-370, 2003. DʻOCCHIO, M.J.; BARUSELLI, P.S,; CAMPANILE, G. Influence of nutrition, body condition, and metabolic status on reproduction in female beef cattle: A review. Theriogenology. v.125, p.277-284, 2019. DRACKLEY, J.K.; CARDOSO F.C. Prepartum and postpartum nutritional management to optimize fertility in high-yielding dairy cows in confined TMR systems. Animal. v.8, p.5-14, 2014. LUCY, M.C. Functional Differences in the Growth Hormone and Insulin-like Growth Factor Axis in Cattle and Pigs: Implications for Post-partum Nutrition and Reproduction. Reproduction in Domestic Animals. v.43, p.31-39, 2008. STAPLES, C.R.; BURKE, J.M.; THATCHER, W.W. Influence of supplemental fats on reproductive tissues and performande of lactating cows. Journal of Dairy Science, v. 81, n. 3, 1998. |
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