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| TERPENOIDES DE ÓLEOS ESSENCIAIS NO CONTROLE DE BACTÉRIAS PATOGÊNICAS: UMA BREVE REVISÃO | |
| 1JACQUELINE MIDORI ONO, 2CAROLINE DOMINGUES, 3DAVIT WILLIAN BAILO, 4LIDIA KAZUE IUKAVA, 5RAFAELA ROSA MAIOCHI, 6LIDIANE NUNES BARBOSA | |
| 1Doutoranda Taxista PROSUP/CAPES - PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR 2Mestranda Bolsista CNPq- Mestrado Profissional Em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica da da UNIPAR 3Mestrando Taxista PROSUP/CAPES - PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR 4Doutoranda Taxista PROSUP/CAPES - PPG Em Ciência Animal Com Ênfase Em Produtos Bioativos da UNIPAR 5Doutoranda Taxista PROSUP/CAPES - PPG em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos, UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: As plantas evolutivamente otimizam suas moléculas contra agentes nocivos que podem lhe causar doenças, compondo assim seu sistema de defesa (Song et al., 2024). Esta qualidade motivou os pesquisadores a investigar antimicrobianos à base de plantas, tornando-se potencial fonte alternativa na produção de terapêuticas eficazes. Pois seus constituintes fitoativos, utilizados isoladamente ou em conjunto com antibióticos, podem ser uma estratégia viável para combater a resistência antimicrobiana global (Abass et al., 2022). Compreender o mecanismo de ação, auxilia no aperfeiçoamento do seu correto uso. Dentre os diversos produtos naturais existentes os óleos essenciais são amplamente testados, e a classe dos terpenoides é um dos seus compostos bioativos de maior relevância (Khameneh et al., 2019; Mahizan et al.,2019). Objetivo: Relevância da classe dos terpenoides, bioativos presentes em óleos essenciais, como agentes antimicrobianos: uma breve revisão de literatura. Desenvolvimento: Os produtos naturais à base de plantas, dominam as estruturas químicas preferidas para a descoberta de novos produtos, devido a sua extraordinária diversidade química, em sua maioria inexplorada (Song et al., 2024). Os metabolitos secundários são abundantes e estão diretamente envolvidos no crescimento, desenvolvimento ou reprodução normais de um organismo. Esses compostos frequentemente desempenham funções ecológicas, como defesa ou sinalização (Câmara et al., 2024). Em óleos essenciais há variáveis misturas de metabólitos, principalmente de terpenos, terpenoides, ácidos, álcoois, aldeídos, hidrocarbonetos alifáticos, ésteres acíclicos e outras moléculas (Nazzaro et al., 2013). Se destacam os terpenoides, uma classe ampla, com diversas estruturas, formados a partir de unidades de isopreno (C-5), associados a várias propriedades biológicas, incluindo antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória, antialérgica, anticancerígena, antimetastática, antiangiogênica e indução de apoptose, e são considerados para aplicação potencial nas indústrias alimentícia, cosmética, farmacêutica e médica (Câmara et al., 2024). Sua ação está diretamente relaciona a posição de moléculas de oxigênio adicionadas ou que tiveram seus grupos de metila movidos ou removidos por enzimas, em sua cadeia. Dentre os terpenoides mais estudados estão 1,8-cineol, acetato de linalila, cânfora, carvacol, geranila, geraniol, linalol, mentol, piperitona, e timol (Nazzaro et al., 2013; Mahizan et al., 2019; Rao et al., 2019). Estas moléculas podem ser facilmente encontradas em óleos essenciais popularmente conhecidos como o alecrim, capim-limão, cravo, manjericão, orégano, peppermint, tomilho, entre outros. São produtos naturais amplamente estudados devido aos seus efeitos antimicrobianos em testes laboratoriais (Rao et al., 2019). Foram verificados que, em sua maioria, eles agem causando efeitos tóxicos o que explica a atividade antimicrobiana. Estes mecanismos de ação podem incluir danos a parede celular, danos à membrana citoplasmática, danos às proteínas da membrana, aumento da permeabilidade, redução da força motriz de prótons, aumento da hidrólise, inibição de bombas de efluxo (Nazzaro et al., 2013; Khameneh et al., 2019; Rao et al., 2019; Alvarez-Martines et al., 2020). Estes efeitos deletérios podem apresentar sinergismo quando combinados com antibióticos, os compostos naturais atuam em diferentes locais-alvo das bactérias, o que leva a uma eficácia superior e podendo ser bem-sucedida, especialmente na supressão do desenvolvimento de resistência. Com inúmeras propriedades polifarmacológicas, é necessário maior compreensão do método de ação de cada molécula, juntas e separadamente, afim de desenvolver novas abordagens terapêuticas, principalmente em cepas resistentes. Assegurando desta forma o uso fitocompostos como agentes antimicrobianos (Khameneh et al., 2019; Alvarez-Martines et al., 2020). Conclusão: Diversas pesquisas científicas têm explorado o uso de plantas e seus produtos bioativos. Nos óleos essenciais os terpenoides são a classe que demonstram maior atividade antimicrobiana com potencial versatilidade de aplicação, além de representarem uma fonte alternativa sustentável, viável e outras características benéficas. Qualidades essas, relevantes para as próximas gerações de medicamentos a serem usados em tratamentos dentro da saúde única. |
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| Referências: ABASS, S.; et al. Synergy Based Extracts of Medicinal Plants: Future Antimicrobials to Combat Multidrug Resistance. Current Pharmaceutical Biotechnology, Emirados Árabes Unidos, v. 23, n. 13, p. 1-14, Jul. 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.2174/1389201023666220126115656. Acesso em: 14 jul. 2025 ALVAREZ-MARTINEZ, F. J.; et al. Antimicrobial Capacity of Plant Polyphenols agaisnt Gram-positive Bacteria: A Comprehensive Review. Current Medicinal Chemistry. Emirados Árabes Unidos, v. 27, n. 15. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/328157733. Acesso em: 17 jul. 2025. CÂMARA, J. S. et al. Plant-Derived Terpenoids: A Plethora of Bioactive Compounds with Several Health Functions and Industrial Applications - A Comprehensive Overview. Molecules, Estados Unidos, v. 2024, n. 29, p.1-35, Ago. 2024. Disponível em: https:///=org.doi/10.3390/molecules29163861. Acesso em 4 set. 2025. LIANG, M.; et al. Phytochemicals with activity against methicillin-resistant Staphylococcus aureus. Phytomedicine. Alemanha, v. 100, n. 2022, 154073, Abr. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.phymed.2022.154073. Acesso em: 03 ago. 2025 MAHIZAN, N. A.; et al. Terpene Derivatives as a Potential Agent against Antimicrobial Resistance (AMR) Pathogens. Molecules. Estados Unidos, v. 2019, n. 24, 2631, p. 1-21, Jul. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.3390/molecules24142631. Acesso em: 8 ago. 2025 NAZZARO, F.; et al. Effect of Essential Oils on Pathogenic Bacteria. Pharmaceuticals. Suiça, v. 6, p.1451-1474, Nov. 2013. Disponível em: Acesso em: 8 ago. 2025 RAO, J.; CHEN, B.; MCCLEMENTS, D. J. Improving the Efficacy of Essential Oils as Antimicrobials in Foods: Mechanisms of Action. Annual Reviews of Food Science and Technology. Estados Unidos, v. 2019, n.10, p. 365-387, Jan. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1146/annurev-food-032818-121727. Acesso em: 8 ago. 2025 SONG, M. et al. Plant Natural Flavonoids Against Multidrug Resistant Pathogens. Advanced Science. Alemanha, v. 2021, n. 8, 2100749, p. 1- 11, Maio 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1002/advs.202100749. Acesso em: 8 ago. 2025 |
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