IMPACTOS DA OBESIDADE INFANTIL E A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO E ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA COMO ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM CRIANÇAS  
1JULIA GABRIELA FARIA FAVERO, 2MARIA DAS GRAÇAS SANTOS CAUS, 3ANA CAROLINE OCALXUK DO CABO, 4HELOISA MENDONÇA DE ANDRADE, 5VANDREIA DE OLIVEIRA PINHEIRO, 6JAYME RODRIGUES DIAS JUNIOR
1Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: A obesidade é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que compromete a saúde e qualidade de vida (GADDE et al., 2018). Sua etiologia é multifatorial, envolvendo consumo excessivo de calorias, especialmente de alimentos ricos em gorduras e açúcares, além de um estilo de vida sedentário, fatores genéticos que influenciam o metabolismo, e fatores ambientais como o fácil acesso a alimentos ultraprocessados e ambientes que desestimulam a atividade física. Aspectos psicológicos, como estresse e transtornos emocionais, também contribuem, levando a hábitos alimentares compulsivos (MASOOD; MOORTHY, 2023). Assim, a obesidade resulta de uma interação complexa entre fatores biológicos, comportamentais e ambientais. Essa condição pode causar problemas metabólicos, dificuldades respiratórias e alterações no aparelho locomotor, além de aumentar o risco de doenças como dislipidemias, cardiovasculares, diabetes tipo II e certos cânceres (LAM et al., 2023).
Objetivo: Analisar os impactos da obesidade infantil e destacar a importância do exercício físico regular e de uma alimentação equilibrada como estratégias eficazes de prevenção.
Desenvolvimento: A obesidade infantil é uma doença crônica e um problema de saúde pública, com aumento da prevalência no Brasil e no mundo, tornando-se uma preocupação global (SINHA et al., 2025). Seus principais fatores incluem consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo devido ao uso de dispositivos eletrônicos, e fatores socioeconômicos e ambientais que dificultam o acesso a alimentos saudáveis (NOGUEIRA-DE-ALMEIDA et al., 2024). As consequências são graves: no curto prazo, resistência à insulina, hipertensão e dificuldades respiratórias; a longo prazo, risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e impactos psicológicos, como baixa autoestima, ansiedade e depressão (LAM et al., 2023). Portanto, a prevenção e o tratamento são essenciais para o bem-estar das futuras gerações. A prática de exercícios físicos aeróbicos, como ciclismo, dança, corrida e caminhadas lúdicas, junto com exercícios resistidos, é fundamental na prevenção da obesidade infantil. Os aeróbicos utilizam principalmente lipídios como fonte de energia, enquanto os resistidos aumentam a massa muscular e o metabolismo basal. Essa combinação promove desenvolvimento saudável, estimula o gasto energético, melhora a capacidade cardiovascular, fortalece músculos e ossos, além de incentivar hábitos de vida ativos e prazerosos, contribuindo para o controle de peso, bem-estar emocional e rotina saudável desde a infância, reduzindo riscos na fase adulta (SILVA et al., 2025). É importante criar estratégias que aumentem a adesão de crianças e adolescentes às atividades físicas (HEADID; PARK, 2021). Além do sedentarismo, padrões alimentares com excesso de carboidratos refinados, gorduras e ultraprocessados favorecem o ganho de peso na faixa etária (MASOOD; MOORTHY, 2023). Incentivar uma alimentação equilibrada envolve pais, familiares e escola, promovendo o consumo de frutas, hortaliças e fibras, e reduzindo ultraprocessados, substituindo-os por opções naturais. A educação alimentar, dirigida às crianças e responsáveis, reforça escolhas conscientes e o exemplo familiar, criando um ambiente favorável à saúde (ARES et al., 2025).
Conclusão: A obesidade infantil pode ser prevenida com orientação adequada, apoio de uma equipe multidisciplinar que incentive atividades físicas regulares e alimentação equilibrada. Quando essas ações são adotadas de forma conjunta e contínua, tornam-se estratégias eficazes para promover a saúde, reduzir riscos associados ao excesso de peso na infância e melhorar a qualidade de vida, formando hábitos saudáveis duradouros.
Referências:
ARES, G.; DE ROSSO, S.; MUELLER, C.; PHILIPPE, K.; PICKARD, A.; NICKLAUS, S.; VAN KLEEF, E.; VARELA, P. Development of food literacy in children and adolescents: implications for the design of strategies to promote healthier and more sustainable diets. Nutrition Reviews, v. 82, n. 4, p. 536-552, 2024.
GADDE, K. M.; MARTIN, C. K. BERTHOUD, H. R.; HEYMSFIELD, S. B. Obesity: Pathophysiology and Management. Journal of the American College of Cardiology, v. 71, n. 1, p. 69-84, 2018.
HEADID, I. I. I., & PARK, S. Y. The impacts of exercise on pediatric obesity. Clinical and Experimental Pediatrics, 64(5), 196–207, 2021.
LAM, B. C. C, LIM, A. Y. L; CHAN, S. L, YUM,  M. P. S, KOH,  N. S. Y; FINKELSTEIN, E. A. The impact of obesity: a narrative review. Singapore Med J. v. 64, n.3, p.163-171, 2023.
MASOOD, B.; MOORTHY, M. Causes of obesity: a review. Clinical Medicine (London), v. 23, n. 4, p. 284-291, 2023.
NOGUEIRA-DE-ALMEIDA, C. A. WEFFORT, V. R. SUED, F. D. V. FERRAZ, I. S.; CONTINI, A. A.; MARTINEZ, E. Z. CIAMPO, L. A. D. What causes obesity in children and adolescents? Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), v. 100, suppl. 1, 2024.
RESEARCH, Society and Development. Physical exercise sports to fight childhood obesity. Research, Society and Development, v. 10, n. 9, p. e13710917980, 2021. 
SILVA, Murilo Gabriel Costa et al. Treinamento contra resistência reduz a gordura corporal e estimula o aumento de massa magra em crianças com sobrepeso e obesidade: revisão integrativa. RBPFEX - Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício, v. 19, n. 119, p. 18-32, 2025. 
SINHA, S; AHMAD, R; CHOWDHURY, K; ISLAM, S; MEHTA, M; HAQUE, M. Childhood obesity: A narrative review. Cureus, 17(4), 2025.  
WANDERLEY, Emanuela Nogueira; FERREIRA, Vanessa Alves. Obesidade: uma perspectiva plural. Ciência & saúde coletiva, v. 15, p. 185-194, 2010.