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| INTERVENÇÕES FITOTERÁPICAS NO MANEJO DA OBESIDADE: PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES PARA O CONTROLE DA PATOLOGIA | |
| 1CIBELLY BERALDI DOS REIS, 2MARCO ANTÔNIO TODERO GALLI, 3SALVIANO TRAMONTIN BELETTINI | |
| 1Acadêmico do curso de enfermagem PIC UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que desencadeia crises metabólicas que afetam significativamente a saúde. A OMS destaca a necessidade de combater a crise global de obesidade (Organização Mundial da Saúde, 2025). Nesse contexto, observa-se que as intervenções realizadas pelos profissionais competentes seguem um padrão, sendo elas cirúrgicas ou medicamentosas. Os fármacos sintéticos utilizados podem causar efeitos colaterais, enquanto a cirurgia é indicada apenas em casos de obesidade mórbida. Assim, evidencia-se a necessidade de alternativas menos invasivas e mais acessíveis. Atualmente, o uso de plantas medicinais no combate à obesidade e às crises metabólicas vem se mostrando eficaz, despertando interesse na sua utilização e em estudos específicos sobre fitoterápicos com finalidade terapêutica para essa patologia (Weisheime et al., 2015). Objetivo: Entender os benefícios das terapias integrativas e complementares, buscando uma melhor assistência à saúde a pacientes acometidos pela obesidade e suas crises metabólicas. Desenvolvimento: A obesidade resulta de um desequilíbrio entre a quantidade de valores energéticos ingeridos e seus gastos, respectivamente. O diagnóstico da obesidade se dá pelo cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea), que é um marcador substituto de medidas antropométricas (Organização Mundial da Saúde, 2025). Entende-se que pessoas obesas possuem maior propensão ao desenvolvimento de patologias e crises metabólicas. Entre elas, destacam-se: "doenças cardiovasculares, diabetes mellitus, certos tipos de câncer, colelitíase, doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica, cirrose, osteoartrite, distúrbios reprodutivos em homens e mulheres, distúrbios psicológicos e, para pessoas com IMC≥35, morte prematura" (Levy; Nessen, 2024). Partindo desse pressuposto, as terapias utilizadas como intervenções devem seguir uma linha entre dieta e prática de exercícios. Dependendo do grau da obesidade, medidas como inserção medicamentosa e cirúrgica são adotadas, considerando-as sempre como último recurso, em caso de obesidade mórbida (Weisheime et al., 2015). Entretanto, são medidas extremamente invasivas, que possuem efeitos colaterais agravantes ao paciente. Considerando esses fatos, é notória a necessidade de intervenções com menores efeitos colaterais. A fitoterapia, por exemplo, é caracterizada pela utilização de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sendo identificada como uma prática integrativa e complementar (Ministério da Saúde, 2022). Nesse contexto, a utilização dessa prática integrativa para a prevenção e recuperação de pacientes acometidos pela obesidade vem crescendo de forma significativa nos últimos anos, visto que estudos realizados a respeito de alguns fitoterápicos, como Camellia sinensis (chá verde), Cynara scolymus (alcachofra) e Phaseolus vulgaris (feijão branco), reconhecem sua eficácia para o tratamento da obesidade e a perda de peso (Weisheime et al., 2015). Portanto, a adoção de medidas menos invasivas e eficazes é de extrema relevância, tendo em vista que essa patologia é considerada uma grande dificuldade para a saúde pública. Conclusão: Dessa forma, salienta-se a necessidade de profissionais interessados que busquem qualificação sobre práticas integrativas e complementares, como a fitoterapia, a fim de promover uma atenção à saúde que busque alternativas com menores efeitos colaterais e maiores benefícios. |
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| Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Fitoterapia. Folder. Ministério da Saúde, Departamento de Atenção Básica, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/pics/publicacoes/folder-fitoterapia. Acesso em: 11 ago. 2025. LEVY, Shauna M.; NESSEN, Michelle. Obesidade. Revisado por Glenn D. Braunstein. Manual MSD – Versão para Profissionais de Saúde, 2024. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/distúrbios-nutricionais/obesidade-e-síndrome-metabólica/obesidade. Acesso em: 11 ago. 2025. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Controlling the global obesity epidemic. In: WHO — World Health Organization. [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.who.int/activities/controlling-the-global-obesity-epidemic. Acesso em: 11 ago. 2025. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Obesity and overweight. Fact sheet — Newsroom. Atualizado em 7 maio 2025. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight. Acesso em: 11 ago. 2025. WEISHEIME, Naiana; COSTA FILHO, Pedro Ferraz da; NEVES, Racire Porto da Cunha; SOUSA, Rayanny Madhay de; PINTO, Danielle Serafim; LEMOS, Vanine Mota. Fitoterapia como alternativa terapêutica no combate à obesidade. Revista da Faculdade de Enfermagem Nova Esperança, João Pessoa, v. 13, n. 2, p. 74-84, jul./dez. 2015. Disponível em: https://revista.facene.com.br/index.php/revistane/article/view/478. Acesso em: 11 ago. 2025. |
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