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| PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL DE IDOSOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: EVIDÊNCIAS E PERSPECTIVAS | |
| 1NICOLY DE OLIVEIRA DA SILVA, 2THAYNARA ERENO FERNANDES, 3JOSIANE SILVERIO DE CASTRO, 4KATIA BIAGIO FONTES | |
| 1Acadêmica PIC/UNIPAR 2Acadêmica UNIPAR 3Acadêmica PIC/UNIPAR 4Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O crescimento da população idosa no Brasil tem sido rápido, exigindo maior atenção das políticas públicas de saúde, especialmente a saúde mental dos idosos (Figueiredo et al., 2023). Mais de 15% da população do Paraná é composta por idosos, e essa porcentagem excede a média nacional (IBGE, 2023). A Atenção Primária à Saúde (APS), através da Estratégia Saúde da Família (ESF), é a porta de entrada da população para o sistema de saúde e emerge como um ambiente privilegiado para promover o bem-estar, prevenir problemas e monitorar transtornos mentais nos idosos (Santi et al., 2022). Consequentemente, saber como a APS está em relação ao cuidado da saúde mental da população idosa torna-se fundamental para orientar estratégias eficazes e qualificar a rede de atenção. Objetivo: Estudar a função da Atenção Primária à Saúde na promoção e cuidado da saúde mental dos idosos, enfatizando práticas desenvolvidas, dificuldades e possibilidades para qualificar o cuidado integral. Desenvolvimento: Pessoas idosas são vulneráveis a sintomas ansiosos e depressivos que podem estar possivelmente ligados a doenças crônicas, solidão e dificuldades no acesso aos cuidados de saúde. Resultados de estudo realizado com idosos assistidos pela ESF em áreas rurais, evidenciou que 23,29% destes apresentaram sintomas depressivos e 22,09% sintomas ansiosos, sendo que presença de sintomas depressivos esteve associada à idade, estado civil, prática de atividade física, autoavaliação do estado de saúde e presença de multimorbidade destacando assim que o adoecimento psíquico pode ser gerado por vulnerabilidades sociais e condições de saúde física que as pessoas idosas estão imersas (Torres et al., 2024). Além disso, relacionado à pandemia de COVID-19, o isolamento social inferiu no bem-estar biopsicossocial dos idosos (Dias et al., 2023). Esses achados chamam a atenção para a necessidade de uma atuação efetiva da Atenção Primária à Saúde (APS) que integre instrumentos de rastreio de sintomas de transtornos mentais, ações sociais e comunitárias, além das intervenções clínicas. Orientação Comunitária no atendimento prestado aos idosos demonstrou que intervenções envolvendo visitas domiciliares, atividades em grupo e participação em conselhos comunitários fomentam o vínculo entre os idosos e a equipe de saúde, favorecendo a integralidade do cuidado. No entanto, algumas limitações foram detectadas, como os problemas de comunicação e a noção de descontinuidade do cuidado, revelando que a consolidação desse atributo ainda está cheia de desafios (Santi et al., 2022). Gonçalves (2024) enfatiza que, embora a APS ainda enfrente limitações estruturais e de recursos, atender à população idosa requer uma articulação entre cuidado e gestão. O processo de envelhecimento agrava esses desafios, demandando esforços constantes dos gestores para garantir o direito à saúde. A implementação da APS se torna especialmente complexa no Brasil. Além disso, a falta de integração com a Estratégia Saúde da Família prejudica a eficácia dos serviços primários, afetando a equidade e a capacidade de resolver problemas no atendimento aos idosos. Métodos inovadores, como atividades culturais e coletivas, formação de bandas musicais com idosos tem se mostrado eficazes como ferramentas valiosas para socialização, a promoção da saúde mental e gestão do cuidado, podendo reduzir situações de riscos como a depressão, destacando a relevância de intervenções não convencionais no âmbito da APS (Beiruth et al., 2024). Conclusão: A Atenção Primária à Saúde, através da Estratégia Saúde da Família, se estabelece como um espaço crucial para promover o bem-estar, prevenir problemas e monitorar distúrbios mentais. Pesquisas indicam uma alta frequência de sintomas de depressão e ansiedade entre os idosos, ligados a fatores sociais, questões de saúde e a presença de várias doenças, além da piora causada pelo isolamento social durante a pandemia. Apesar de a APS apresentar algumas limitações estruturais, ela pode melhorar o cuidado integral por meio de iniciativas comunitárias, visitas a domicílios, atividades em grupo e intervenções criativas, como manifestações culturais e musicais. Portanto, para assegurar um envelhecimento saudável, é fundamental fortalecer a união entre administração e cuidados, diversificar as abordagens de promoção da saúde mental e aumentar a participação dos idosos na rede de cuidados. |
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| Referências: DIAS, F. C. S. et al. “Repercussões do isolamento social na pandemia em pessoas idosas assistidas pela Atenção Primária à Saúde” Artigo de periódico on-line. Revista Nursing, v. 26, n. 302, p. 9787-9792, 2023. Disponível em: https://www.revistanursing.com.br/index.php/revistanursing/article/view/3120/3782. Acesso em: 21 ago. 2025. FIGUEIREDO, C. A. et al. Mental health of elderly hypertensive patients in primary health care: an integrative review. Aquichan. V. 23, n. 4, p. e2347, 2023. Disponível em: https://aquichan.unisabana.edu.co/index.php/aquichan/article/view/21935/7871. GONÇALVES, J. L. et al. “Barriers to care for dependent older adults: Brazilian Primary Health Care managersʼ perspective.” PLOS ONE, v.19, n.10, p. e0309309, 2024. Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0309309. Acesso em: 21 ago. 2025. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Projeções da população: Brasil e Unidades da Federação. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/. Acesso em: 21 ago. 2025. OLIVEIRA, A. P. et al. Banda musical de idosos – uma estratégia para a gestão do cuidado em saúde mental. Enfermagem em Foco, v. 15, p. e2024120, 2024. Disponível em: https://enfermfoco.org/wp-content/uploads/articles_xml/2357-707X-enfoco-15-e-2024120/2357-707X-enfoco-15-e-2024120.pdf. Acesso em: 21 ago. 2025. SANTI, D. B. et al. Implementação do atributo orientação comunitária na perspectiva de idosos e profissionais de saúde. Ciência & Cuidado: Saúde, v. 21, p. e62412, 2022. Disponível em: https://www.revenf.bvs.br/pdf/ccs/v21/1677-3861-ccs-21-e62412.pdf. Acesso em: 21 ago. 2025. TORRES, A. G. et al. Sintomas ansiosos e depressivos em pessoas idosas assistidas pela Estratégia Saúde da Família em áreas rurais de Campo Grande/MS. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 27, e240028, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgg/a/r4rfsfhyprRMSyJvzyVB7dt/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 21 ago. 2025. |
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