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| FATORES DE RISCO PARA O HIV ENTRE JOVENS E ADOLESCENTES: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA | |
| 1JÚLIA SUTIL DE SIQUEIRA, 2MARIA ISABELA SHIOZAKI FEITOSA, 3HILLARY CRISTINA MEDEIROS DE SOUZA, 4KAIQUE RIAN FRANCISCO, 5RAYLA MARIANE CASAGRANDE LIMA, 6GIULIANA ZARDETO | |
| 1Acadêmica do curso de Biomedicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Biomedicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A adolescência e a juventude constituem fases marcadas por transformações físicas, emocionais e sociais, nas quais os indivíduos podem estar mais vulneráveis a situações de risco, sobretudo por questões comportamentais e pelo início da vida sexual (UNICEF, 2023). A falta de informação e orientação adequada pode resultar em gravidez não planejada, bem como na exposição a infecções sexualmente transmissíveis (IST), incluindo o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Estima-se que, anualmente, em nível global, um em cada 20 adolescentes seja diagnosticado com alguma IST (UNICEF, 2023). Ressalta-se que a presença de qualquer infecção sexualmente transmissível aumenta a probabilidade de aquisição e transmissão do HIV (MARTINS; CARVALHO, 2020). Além disso, observa-se que a epidemia do HIV não apresenta um padrão fixo, variando conforme o contexto geográfico, cultural e comportamental, tanto em nível individual quanto coletivo (MARTINS; CARVALHO, 2020). Diante desse cenário, o presente estudo torna-se relevante por contribuir com informações que podem ampliar o conhecimento da população sobre o tema (SILVA; ALMEIDA, 2022). Objetivo: Identificar e analisar os fatores de risco à infecção pelo HIV entre jovens e adolescentes, levando em conta questões sociais, comportamentos de risco, acesso à informação e aos serviços de saúde. Desenvolvimento: A pesquisa foi realizada por meio de revisão bibliográfica, utilizando o Google Acadêmico como principal ferramenta para busca de artigos, trabalhos científicos e outras fontes confiáveis sobre o HIV em jovens e adolescentes. Após a coleta, as informações foram organizadas, analisadas e discutidas para compor este trabalho. Em relação à incidência de HIV entre jovens e adolescentes, dados do Ministério da Saúde (BRASIL, 2022) revelam que o Brasil apresenta um número elevado de casos na faixa etária de 15 a 29 anos, representando aproximadamente 41% do total registrado. Estudos recentes apontam que essa população está entre as mais suscetíveis à infecção, exigindo maior atenção nas políticas públicas de prevenção (SILVA; ALMEIDA, 2022). Além disso, pesquisa conduzida em Maringá (PR) por Oliveira et al. (2022) mostrou que o abandono do tratamento antirretroviral é mais frequente entre jovens de cerca de 23 anos, evidenciando fatores relacionados à idade e ao comportamento que dificultam a adesão. Entre os principais fatores de risco estão a falta de conhecimento sobre métodos de prevenção, sobretudo o uso correto e constante de preservativos, considerado um dos maiores perigos segundo Santos e Pereira (2021). Outro aspecto preocupante é a associação entre múltiplos parceiros sexuais e o uso irregular de preservativos, que aumentam a vulnerabilidade à infecção (OLIVEIRA et al., 2022). Também se destacam barreiras culturais e religiosas, que muitas vezes dificultam o acesso à informação e contribuem para a perpetuação de preconceitos (MARTINS; CARVALHO, 2020). Esses elementos reforçam a necessidade de estratégias de prevenção que considerem tais aspectos para garantir maior eficácia das intervenções. No que se refere às ações de prevenção e orientação, programas como o “Viva Melhor Sabendo Jovem” têm adotado a educação entre pares como abordagem eficaz, inclusive em contextos desafiadores como a pandemia de COVID-19 (SANTOS et al., 2022). Campanhas digitais promovidas por organizações como a Sociedade Brasileira de Infectologia também têm alcançado maior engajamento entre jovens (Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, 2023). Ademais, iniciativas inovadoras, como a inteligência artificial KEFI, desenvolvida em parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), oferecem suporte anônimo e acessível a jovens recém-diagnosticados com HIV, auxiliando tanto no acolhimento quanto na adesão ao tratamento (UNICEF, 2023). Diante desse panorama, torna-se essencial a implementação de políticas públicas que ampliem o acesso a informações preventivas desde a adolescência, assegurando programas educativos contínuos e abrangentes (BRASIL, 2022). Também é necessário fomentar ambientes inclusivos e acolhedores para jovens que vivem com HIV, combatendo o estigma social relacionado à infecção (UNICEF, 2023). Da mesma forma, o fortalecimento dos serviços de saúde, com maior acesso à testagem, ao tratamento e ao acompanhamento, configura-se como medida fundamental para reduzir tanto a incidência quanto o abandono do tratamento (OLIVEIRA et al., 2022). Conclusão: Diante dos dados analisados, fica evidente que adolescentes e jovens continuam sendo um dos grupos mais vulneráveis à infecção pelo HIV, sobretudo devido à combinação de fatores como desinformação, comportamentos de risco e barreiras no acesso aos serviços de saúde. A revisão bibliográfica permitiu identificar que, apesar de existirem iniciativas de prevenção e orientação voltadas para esse público, ainda é necessário ampliar e fortalecer essas ações, garantindo que cheguem de forma efetiva e acessível aos jovens. Além disso, é fundamental que as políticas públicas considerem as particularidades sociais e culturais desse grupo, promovendo ambientes seguros e livres de preconceitos. Somente com uma abordagem integrada, preventiva e acolhedora será possível reduzir os índices deinfecção e melhorar a qualidade de vida dos jovens que vivem ou estão em risco de contrair o HIV. |
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| Referências: BOSSONARIO, Pedro Augusto; FERREIRA, Melisane Regina Lima; ANDRADE, Rubia Laine de Paula; SOUSA, Keila Diane Lima de. Fatores de risco à infecção pelo HIV entre adolescentes e jovens: revisão sistemática. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, p.30, 2022. Recebido em: 11 maio de 2022. COSTA, Sônia Maria; CAMPOS, Kátia Ferreira Costa. Educação em saúde na Estratégia Saúde da Família: uma revisão de literatura. Revista Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, v. 20, n. 2, p. 258–263, abr./jun. 2012. CUNHA, C. C. da; STOCHERO, L.; ALMEIDA, L. A. de; SILVA JR, A. L. da; LEITE JR, W. Na encruzilhada de duas pandemias: a experiência de redes de apoio social de jovens e adultos vivendo com HIV/Aids durante a pandemia de Covid-19. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 32, n. 3, p. e320301, 2022. MISKOLCI, R.; CAMPANA, A. C. Aids e prevenção do HIV entre adolescentes e jovens em seis municípios brasileiros. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 32, n. 1, p. e2023, 2023. OLIVEIRA, M. F. de et al. Fatores associados ao abandono da terapia antirretroviral em jovens com HIV: um estudo de coorte em Maringá. Physis: Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 32, n. 3, p. e320301, 2022. SANTOS, A. P.; PEREIRA, D. C. Conhecimento e comportamento sexual em adolescentes: prevenção do HIV. Revista Latino-Americana de Enfermagem, São Paulo, v. 29, p. e3456, 2021. |
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