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| COMPROMETIMENTO RESPIRATÓRIO NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS ABDOMINAIS ALTAS: MECANISMOS E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO | |
| 1WILLIAN DAVID COSTA MARQUES, 2NABILLE DE GOUVEIA BASSO, 3ANA CECÃLIA DEMAY MARTINS GOES, 4STEFANY FRANCO TEIXEIRA, 5LAINY LEINY DE LIMA | |
| 1Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 2Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 3Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 4Discente do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente do Curso de Medicina da UNIPAR |
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| Introdução: Cirurgias abdominais altas (CAA) estão associadas a alterações significativas na função respiratória devido à dor, imobilização e efeitos da anestesia (Hall et al., 1996). Tais alterações podem resultar em atelectasias, pneumonia e hipoventilação, aumentando a morbidade pós-operatória e prolongando o tempo de internação (Pereira et al., 1999). Pereira e colaboradores (1990 ainda reforçam que a compreensão dos mecanismos fisiológicos subjacentes é fundamental para implementar estratégias preventivas eficazes, reduzindo complicações respiratórias e melhorando a recuperação funcional. Objetivo:Abordar as principais alterações respiratórias observadas em pacientes submetidos a cirurgias abdominais altas e discutir medidas de prevenção e manejo. Desenvolvimento: Cirurgias abdominais altas promovem redução da expansibilidade torácica, diminuição do volume corrente e da capacidade vital, além de limitar a movimentação diafragmática (Pereira et al., 1999). Consoante ao autor, a dor pós-operatória e o efeito de anestésicos centrais interferem nos reflexos respiratórios e na contratilidade muscular, favorecendo hipoventilação e atelectasias. Em um estudo com 408 pacientes submetidos a CAA, 14% desenvolveram complicações pulmonares, sendo que a maioria deles tinham idade acima de 50 anos, além disso, doenças respiratórias crônicas, tabagismo, comorbidades associadas e tempo cirúrgico prolongado, são fatores relacionado com o maior tempo de internação e mortalidade (Ávila; Fenili, 2017). Sob tal conjuntura, a prevenção de complicações respiratórias envolve medidas integradas, como a fisioterapia respiratória precoce, na qual são aplicados exercícios de expansão pulmonar e utilizado o inspirômetro de incentivo, promovendo a reexpansão alveolar, a manutenção da ventilação adequada e a melhora da oxigenação dos pacientes (Milskovic; Lumb., 2017). Além disso, a analgesia multimodal reduz a dor e permite maior mobilidade, enquanto a mobilização precoce minimiza a estase pulmonar e favorece o retorno da função respiratória normal, por tanto, intervenções combinadas podem reduzir complicações secundárias, como infecções respiratórias e atelectasias persistentes, acelerar a recuperação funcional e diminuir o tempo de hospitalização (Odor et al., 2020). Deste modo, o monitoramento contínuo da função respiratória no pós-operatório e a adaptação individual das medidas preventivas são essenciais para garantir segurança e eficácia das CAA. Estudos recentes reforçam que a abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, fisioterapeutas e enfermeiros, aumenta a adesão dos pacientes e melhora os desfechos clínicos (Milskovic; Lumb., 2017). Conclusão: Pacientes submetidos a CAA apresentam risco elevado de comprometimento respiratório. Intervenções precoces, combinando fisioterapia respiratória, analgesia multimodal e mobilização precoce, são essenciais para reduzir complicações, acelerar a recuperação e otimizar os desfechos clínicos. O planejamento individualizado e a abordagem multidisciplinar potencializam os benefícios dessas estratégias preventivas. |
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| Referências: ÁVILA, A. C. de.; FENILI, R. Incidência e fatores de complicações pulmonares pós-operatórias em pacientes submetidos à cirurgias de tórax e abdome. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 44, n. 3, p. 284-292, 2017. HALL, J. C. et al. Prevention of respiratory complications after abdominal surgery: a randomised clinical trial. Bmj, v. 312, n. 7024, p. 148-152, 1996. MISKOVIC, A.; LUMB, A. B. Postoperative pulmonary complications. BJA: British Journal of Anaesthesia, v. 118, n. 3, p. 317-334, 2017. ODOR, P. M. et al. Perioperative interventions for prevention of postoperative pulmonary complications: systematic review and meta-analysis. bmj, v. 368, 2020. PEREIRA, E. D. B. et al. Prospective assessment of the risk of postoperative pulmonary complications in patients submitted to upper abdominal surgery. São Paulo Medical Journal, v. 117, p. 151-160, 1999. |
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