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| ESTRUTURAÇÃO DO PROJETO POR DENTRO DO ÚTERO - UMA EXPERIÊNCIA IMERSIVA: RELATO DE EXPERIÊNCIA | |
| 1APARECIDO ALVES LOPES JUNIOR, 2DAIANE SERRANO MENDES, 3DENISE MARA CAETANO, 4ADRIANA RAMALHO, 5JUCIMEIRE DE ALMEIDA BARROS, 6BEATRIZ ZAGO LUPEPSA | |
| 1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A educação em saúde baseada em estratégias sensoriais e imersivas amplia o interesse da comunidade e facilita a compreensão de temas complexos, sendo essencial na prevenção dos cânceres ginecológicos, como o câncer de colo de útero — terceiro mais comum entre as mulheres no Brasil (INCA, 2023). O Outubro Rosa destaca-se por aumentar a procura por exames preventivos, evidenciando o impacto das ações educativas (Nogueira & Sousa, 2023). O uso de metodologias inovadoras, como ambientes virtuais e simulações interativas, favorece o engajamento, desperta emoções e amplia o alcance das campanhas (Tori, 2022). Nesse contexto, a estruturação de um projeto imersivo para a prática de educação em saúde sobre os cânceres ginecológicos se mostra como metodologia ativa para ampliar o acesso à informação na população feminina com objetivo da construção de um útero em tamanho real com as diferenciações dos cânceres ginecológicos e orientações de prevenção, promoção à saúde das mulheres como aspecto imersivo e sensorial sob intuito na conscientização. Relato de Experiência: O projeto nasceu em 2023, a partir de uma visita ao Museu Oscar Niemeyer, Curitiba/PR. Diante de uma instalação artística, percebeu-se a potência que a arte tem de provocar estranhamento, reflexão e diálogo. Pouco depois, entre estudos sobre saúde da mulher e a importância do preventivo, a ideia surgiu: por que não unir arte e ciência em uma experiência imersiva que pudesse tocar as pessoas de forma diferente? O útero foi o primeiro que veio à mente e o processo criativo aconteceu de forma a imaginar uma estrutura em PVC, com sua praticidade de montar e desmontar, o processo de desenho gráfico seguiu de paredes em papelão revestidas de estofado rosa para simular a veludez da camada de tecido interno do útero e borboletas coladas na parede externa simbolizando a transformação, vida e mudança. Esses elementos-chave compôe não apenas um espaço físico mas, também um caminho simbólico para falar sobre as diferenciações dos cânceres ginecológicos. O chão da instalação foi adaptado com estofados e peças de ganchos em aluminios e barbantes amarrados para comportar o peso, reforçar as colagens e simular as junções anatômicas do útero. O teto se definiu como teto-nuvem com espumas envoltas de TNT rosa remetidas de forma sutil ao acolhimento e conforto. Mais do que um trabalho de estruturão de educação em saúde, este projeto é uma experiência de criação sobre o trasmitir informações em saúde a partir de uma experiêcia sensorial, vivenciar o poder de mudança que os cânceres ginecológicos fazem na vida das mulheres. A arte sempre encontra um jeito de existir, mesmo quando se pensa que ela não cabe ou não se encaixa, ela insiste, resiste e se manifesta. Criar o “Por Dentro do Útero - uma experiência imersiva” reafirma que a arte e a ciência podem caminhar juntas, que o sensível pode ser tão transformador quanto o técnico e a iniciativa com foco em sensibilizar a população, traz o olhar atento, holístico e humano para a população feminina. Discussão: Estudos analisados com ações voltadas à saúde da mulher e com implementação de estratégias lúdicas se mostram eficazes para ensinar sobre o autoexame das mamas e cânceres ginecológicos a mulheres de 30 a 65 anos, muitas das quais desconheciam a técnica não se limita apenas à transmissão de conhecimento, promove envolvimento ativo, facilita a identificação de sinais e sintomas e amplia a conscientização sobre prevenção. Ademais, enfatiza que a orientação em saúde, quando criativa e interativa, pode potencializar o conhecimento, estimular a autonomia e permitir a detecção precoce de doenças, resultando em melhores chances de tratamento e desfechos mais favoráveis (Vanderley et al., 2024). Em outra análise, observou-se que muitas mulheres apresentavam déficit de conhecimento sobre prevenção ao câncer de mama e colo do útero, desconhecendo sinais, sintomas e formas de diagnóstico precoce. Uma atividade que se incluiu o uso de peças anatômicas, demonstração do autoexame das mamas, métodos contraceptivos, além de dinâmicas interativas que fomentaram a reflexão crítica facilitou a troca ativa de saberes, reduziu o receio em relação aos exames e fortaleceu a autonomia dessas mulheres em perceber alterações corporais e buscar cuidados de saúde, acarretando que a orientação em saúde, especialmente quando acolhedora e participativa por meio de imersões e atividades sensoriais, exerce papel fundamental na promoção do autocuidado, na superação da vulnerabilidade e na efetividade da prevenção (Pinheiro et al., 2024). Conclusão: A experiência descrita demonstra que integrar arte, ciência e educação em saúde é uma estratégia poderosa para sensibilizar e engajar a população feminina na prevenção dos cânceres ginecológicos. O projeto “Por Dentro do Útero – uma experiência imersiva” evidencia que metodologias ativas e sensoriais não apenas ampliam o acesso à informação, mas também despertam reflexão, emoção e autonomia, favorecendo a detecção precoce e a adoção de práticas de autocuidado e potencialização do conhecimento de ações preventivas, fortalecendo a promoção da saúde de maneira humana, participativa e efetiva. |
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| Referências: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA – INCA. Estimativa de 2023: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2023. Disponível em: http://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-do-colo-do-utero/dados-e-numeros/incidência. Acesso em: 04 ago. 2025. NOGUEIRA, C. G.; SOUSA, M. N. A. Campanha do Outubro Rosa na atenção primária à saúde: um relato de experiência. Revista Brasileira de Educação e Saúde, Rio de Janeiro, v. 13, n. 1, p. 79-85, 2023. Disponível em: https://www.gvaa.com.br/revista/index.php/REBES/article/view/9958. Acesso em: 19 ago. 2025. RIAN, C. S.; PINHEIRO, F. C. R.; SILVA, C. J.; ALENCAR, Y. M. P.; SOUSA, W. K.; SILVA, J. P. X. Roda de conversa com mulheres em situação de vulnerabilidade em saúde com abordagem da campanha Outubro Rosa: relato de experiência. Revista Encontros Científicos da UNIVS, Juazeiro do Norte, v. 6, n. 2, p. 1-8, 2024. Disponível em: https://rec.univs.edu.br/index.php/rec/article/view/407. Acesso em: 11 set. 2025. TORI, R. Tecnologias imersivas na educação em saúde. Revista Brasileira de Educação Médica, São Paulo, v. 46, n. 2, p. e102, 2022. Disponível em: https://fi-admin.bvsalud.org/document/view/jyk8e. Acesso em: 19 ago. 2025. VANDERLEY, E. L.; COSTA, L. S.; ROSSY, J. B.; SENA, M. M.; ALVES, J. M. L. Caminhos para saúde: estratégias de conscientização no Outubro Rosa. In: DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES: caminhos do conhecimento. Belém: Portal Epitaya, 2024. p. 115-128. Disponível em: https://portal.epitaya.com.br/index.php/ebooks/article/view/1054/907. Acesso em: 11 set. 2025. |
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