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| ORIENTAÇÕES SOBRE CÂNCERES GINECOLÓGICOS ATRAVÉS DE EXPERIÊNCIAS IMERSIVAS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA | |
| 1APARECIDO ALVES LOPES JUNIOR, 2DAIANE SERRANO MENDES, 3PATRICIA CUSTODIO DA PENHA, 4LEILA CRISTINA DE OLIVEIRA, 5SAVANA APARECIDA PAIVA BORGES, 6BEATRIZ ZAGO LUPEPSA | |
| 1Academico do curso de Enfermagem da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: Estudos apontam que intervenções educativas estruturadas, incluindo materiais informativos e campanhas orientadas por teorias como o Modelo de Crenças em Saúde, fortalecem atitudes preventivas e facilitam o engajamento de mulheres adultas com o exame de Papanicolaou (Marino et al., 2022). A literatura aponta que intervenções integradas que combinam mídias educativas, conversas em grupo e material visual promovem impacto efetivo na adesão ao rastreamento do câncer de colo uterino (Anjos et al., 2013). Um relato de experiência realizado com estudantes da área da saúde mostrou que ações participativas e informativas com abordagem interativa geraram grande interesse e envolvimento das mulheres sobre prevenção do câncer de colo uterino (Castro; Vale; Brito, 2024). Objetivo: Analisar a relevância de experiências imersivas como educação em saúde sobre o câncer de colo do útero para a população feminina a partir de evidências científicas nas principais bases bibliográficas. Desenvolvimento: O estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão bibliográfica nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Google Acadêmico e SciELO. Para a busca, utilizaram-se os descritores DeCS combinados aos operadores booleanos “AND” e “OR”, com as seguintes estratégias: (Neoplasias do Colo do Útero) AND (Imersão) AND (Projetos) OR (Educação em Saúde) – cruzamento 1; (Neoplasias do Colo do Útero) AND (Imersão) AND (Enfermagem Itinerante) – cruzamento 2. Como critérios de inclusão, selecionou-se: idioma (português, inglês e espanhol), tempo (últimos 10 anos – 2015 a 2025) e estudos que abordassem projetos inovadores com características de experiência imersiva com a população feminina para a prática da educação em saúde sobre cânceres ginecológicos, principalmente câncer de colo do útero. Excluíram-se estudos com abordagem em educação permanente, educação continuada, capacitação voltada para o profissional e orientações em saúde através de materiais padronizados como folders. Os resultados obtidos a partir das estratégias apontam que na BVS foram identificados 3 artigos, todos descartados pelos critérios de exclusão; na SciELO não houve resultado. No Google Acadêmico, pelo cruzamento 1 resultou em 35 artigos e foram selecionados 5, o restante excluído por duplicidade ou por exceder os critérios de inclusão. Ainda pelo Google Acadêmico, pelo cruzamento 2, resultaram 6 estudos, todos descartados pelos critérios de exclusão. Dentre os principais resultados mencionados nos artigos, destacam-se que projetos do tipo extensão, inovação tecnológica e experiências imersivas fortalecem a formação acadêmica, estimulam uma visão crítica e, principalmente, aproximam a população das informações de saúde. Ao abordar exames como Papanicolaou e mamografia por projetos horizontais e compartilhamento de saberes, promove-se a prevenção e o diagnóstico precoce dos cânceres ginecológicos, beneficiando a saúde das mulheres. Outro estudo identificou os fatores que dificultam a adesão das mulheres ao exame de Papanicolaou, sendo eles o medo, a vergonha e o desconhecimento sobre a realização do exame. Assim, a implementação de planos de ação que confortem, ensinem e quebrem tabus aumenta a probabilidade de cobertura dos exames citopatológicos e, consequentemente, aprimora a prevenção e o cuidado. Embora algumas mulheres conheçam os exames e sua relevância, muitas ainda necessitam de intervenção educativa eficaz para reduzir inseguranças, destacando-se a importância da prevenção diante dos cânceres causadores da mortalidade feminina. Conclusão: As evidências indicam que experiências imersivas e projetos educativos estruturados são ferramentas eficazes para promover a adesão das mulheres aos exames preventivos, como o Papanicolaou, e fortalecer a prevenção do câncer de colo uterino. A implementação de intervenções que combinem informações claras, abordagens interativas e ações que superem barreiras como medo, vergonha e desconhecimento contribui tanto para a educação em saúde da população feminina quanto para a formação crítica dos acadêmicos. Dessa forma, estratégias educativas bem planejadas têm potencial de ampliar a cobertura de exames, incentivar o diagnóstico precoce e, consequentemente, reduzir a mortalidade associada a esses cânceres. |
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| Referências: ANJOS, Saiwori de Jesus Silva Bezerra dos; PAULA, Priscila Fontenele de; CATUNDA, Hellen Lívia Oliveira; et al. Intervenções educativas na prevenção do câncer de colo uterino: revisão integrativa. Revista de Enfermagem UFPE On Line, Recife, v. 7, n. 12, p. 7133–7140, dez. 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/12385. Acesso em: 04 ago. 2025. CASTRO, Clarissa Barroso; VALE, Mariana Lima; BRITO, Roberta Lomonte Lemos de. Educação em saúde: um relato de experiência sobre a prevenção do câncer de colo de útero. In: ANAIS DA XI JORNADA OUTUBRO ACADÊMICO, Sobral (CE): UNINTA, 2024. Disponível em: https://www.even3.com.br/anais/11outubroacademico/954390. Acesso em: 04 ago. 2025. MARIÑO, Josiane Montanho; NUNES, Lailah Maria Pinto; ALI, Yasmin Cardoso Metwaly Mohamed; TONHI, Leonardo do Carmo; SALVETTI, Marina de Góes. Educação em saúde para prevenção do câncer do colo do útero: revisão de escopo. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 75, supl. 5, e20210647, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/cgG9NncDRDs6N8jDk4rYYXm. Acesso em: 04 ago. 2025. |
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