PRINCIPAIS FATORES DE ESTRESSE DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA  
1INES SCHROEDER, 2SILVANA PADILHA GONCALVES, 3ALUANA MORAES
1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Docente da UNIPAR
Introdução: Os profissionais de enfermagem que atuam em setores de urgência e emergência convivem diariamente com pressões intensas, ambiente de superlotação, ritmo acelerado e contato constante com situações críticas e de risco de morte. Esse cenário exige preparo técnico e emocional, mas também se configura como um dos principais geradores de estresse ocupacional, que pode comprometer tanto a saúde do trabalhador quanto a qualidade da assistência prestada. 
Objetivo: Analisar por meio da literatura os principais fatores de estresse ocupacional que afetam os profissionais de enfermagem em urgência e emergência, destacando seus impactos físicos e psicológicos e apontando estratégias de enfrentamento e prevenção. 
Desenvolvimento: : O estresse ocupacional entre enfermeiros e técnicos de enfermagem em setores críticos é frequentemente associado a diversos fatores. Entre os mais citados na literatura, destacam-se: Sobrecarga de trabalho e superlotação: a alta demanda de atendimentos e a insuficiência de recursos humanos elevam a pressão sobre a equipe (Gomes et al., 2020; Tomada de decisão rápida: a necessidade de agir em segundos, muitas vezes diante de risco iminente de morte, aumenta a tensão emocional (Silva et al., 2021); Contato frequente com sofrimento e morte: lidar diariamente com perdas e falhas terapêuticas favorece sentimento de frustração e desgaste (Maslach; Leiter, 2016); Condições organizacionais inadequadas: falta de apoio institucional, comunicação falha e infraestrutura precária intensificam o estresse (Monteiro et al., 2022).Esses fatores, quando somados, podem desencadear sintomas como ansiedade, distúrbios do sono, irritabilidade e esgotamento emocional, além de favorecer o desenvolvimento da síndrome de burnout (Pereira et al., 2021).Frente a essa realidade, estudos sugerem estratégias de enfrentamento como a prática de Mindfulness, que auxilia no controle emocional e na redução da ansiedade (Leão et al., 2019), além de políticas institucionais voltadas ao suporte psicológico, grupos de apoio e capacitações em gestão do estresse.
Conclusão: Os principais fatores de estresse em profissionais de enfermagem de urgência e emergência estão relacionados à sobrecarga de trabalho, contato com situações críticas, tomada de decisão rápida e ausência de suporte institucional. Reconhecer esses aspectos é essencial para a elaboração de estratégias de prevenção, como programas de apoio psicológico, incentivo ao autocuidado e melhorias organizacionais, que visam não apenas preservar a saúde do trabalhador, mas também assegurar a qualidade e a segurança da assistência em saúde.
Referências:
GOMES, A. A. et al. Estresse ocupacional em profissionais de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 73, n. 6, p. 1234–1240, 2020.
LEÃO, E. R. et al. Mindfulness e redução do estresse na enfermagem crítica. Revista de Enfermagem Contemporânea, Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, p. 78–85, 2019.
MASLACH, C.; LEITER, M. P. Burnout: The cost of caring. 3. ed. Cambridge: Malor Books, 2016.
 MONTEIRO, L. S. et al. Políticas institucionais de apoio ao profissional de enfermagem. Revista Gestão em Saúde, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 45–53, 2022.
PEREIRA, M. F. et al. Identificação precoce do estresse ocupacional. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, São Paulo, v. 46, e25, p. 1–8, 2021. SILVA, P. N. et al. Autopercepção do estresse ocupacional na equipe de enfermagem de um serviço de emergência. Journal of Health & Biological Sciences, Campo Grande, v. 4, n. 2, p. 357–369, 2021.