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| Ginkgo biloba L. INDICAÇÃO MEDICINAL E EFEITOS ADVERSOS | |
| 1MÔNICA GIACHINI, 2MARIA CAROLINA DE MELLO, 3LEONARDO GARCIA VELASQUEZ | |
| 1Acadêmica do curso de Farmácia da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Farmácia da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O Ginkgo biloba é uma planta medicinal cujo extrato padronizado (EGb) é utilizado no tratamento de declínio cognitivo, demência e doença de Alzheimer. Ele possui flavonoides e terpenos que auxiliam em problemas como zumbido e fibrose em órgãos. Embora seja benéfico em diversas condições de saúde, como glaucoma e disfunções cardiovasculares, seu uso requer cuidado, principalmente por causa do risco elevado de hemorragias quando associado a determinados medicamentos. Objetivo: Discutir a fitoquímica, indicações terapêuticas, posologia, interações medicamentosas e efeitos adversos do Ginkgo biloba L. Desenvolvimento: O G. biloba pertence à família Ginkgoaceae amplamente utilizada na prática clínica para o manejo de diversas condições clínicas. A planta, que possui um extrato padronizado (EGb), é consistentemente referenciada na literatura clínica para tratar condições, as quais incluem o declínio cognitivo associado à idade, demência, e a doença de Alzheimer. Adicionalmente, seu uso é investigado em outras patologias, como glaucoma, certas disfunções cardiovasculares, isquemia cerebral, e no auxílio ao tratamento de disfunções sexuais e quadros depressivos (RICCA, 2020). Há cerca de cem anos, na Alemanha, um marco importante foi alcançado com a produção do extrato de EGb. Essa modernização se mostrou crucial, pois viabilizou a identificação e o ajuste de seus componentes primordiais, os flavonoides e os terpenos. Esses compostos exibem ações farmacológicas importantes, abrangendo desde o alívio do zumbido no ouvido até a diminuição da fibrose em órgãos como fígado, pulmões e rins (LI YUEPING et al., 2022; XIE; ZHU; LU, 2022). Através de preparações especiais tipo EGb 761 e LI 1370, o G. biloba tem, o seu uso terapêutico, respaldo por dados clínicos bem fortes. Análises detalhadas e extensas revisões mostraram que estes compostos atenuam muito os sinais de disfunção cerebral, agindo, de forma semelhante, a medicamentos produzidos em laboratório, como o mesilato de diidroergotamina. Embora os resultados sejam promissores, é crucial realizar mais pesquisas clínicas, considerando a complexidade da doença e a possibilidade de vieses de publicação (ALEXANDRE; GARCIA; SIMÕES, 2005). O extrato é habitualmente formulado em comprimidos, cápsulas ou infusões, e sua posologia busca equilibrar eficácia e o perfil de segurança. Com relação aos efeitos adversos, o mais conhecido é o perigo de hemorragias, já que seu uso prolongado pode funcionar como anti-agregante plaquetário. Esse perigo fica ainda maior quando usado juntamente com outros anticoagulantes e alguns anti-inflamatórios (BRITO FILHO et al., 2025). Conclusão: Neste conjunto de circunstâncias foi possível concluir, que o G. biloba é eficaz no tratamento de declínio cognitivo associado à idade, demência, e a doença de Alzheimer, além de seu efeito anticoagulante que se torna relevante para o tratamento de doenças vasculares. Entretanto, é necessário considerar as possíveis interações medicamentosas e efeitos adversos. Por isso, seu uso requer avaliação profissional e acompanhamento no tratamento, para garantir melhor eficácia e segurança. |
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| Referências: ALEXANDRE, R. F.; GARCIA, F. N.; SIMÕES, C. M. O. Fitoterapia Baseada em Evidências. Parte 1. Medicamentos Fitoterápicos Elaborados com Ginkgo, Hipérico, Kava e Valeriana. Acta Farmacêutica Bonaerense, v. 24, n. 2, p. 300-309, 2005. BRITO FILHO, Paulo César Barbosa de; et al. Interações farmacológicas significativas no contexto clínico associadas ao uso de Ginkgo biloba L. Brazilian Journal of Health, v. 8, n. 2, p. 56, 2025. Disponível em: https://brjohealth.com/index.php/ojs/article/view/56. Acesso em: 31 ago. 2025. LI, Yueping; et al. The potential of Ginkgo biloba in the treatment of human diseases and the relationship to Nrf2–mediated antioxidant protection. Journal of Pharmacy and Pharmacology, v. 74, n. 12, p. 1689-1699, 2022. RICCA, M. L. M. Desenvolvimento de biscoitos veterinários contendo extrato de Ginkgo biloba. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 3, p. 5715–5744, 2020. DOI: https://doi.org/10.34119/bjhrv3n3-139. XIE, Liming; ZHU, Qi; LU, Jiahong. Can we use Ginkgo biloba extract to treat Alzheimerʼs disease? Lessons from preclinical and clinical studies. Cells, v. 11, n. 3, p. 479, 2022. DOI: https://doi.org/10.3390/cells11030479. |
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