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| ÍNDICE DE INTERNAMENTOS POR INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO EM GESTANTES | |
| 1KETLYN LORENA GUISI, 2NICOLI FRANCO, 3LYNCON RODRIGUES NUNES, 4IAN CARLOS DA SILVA PERES, 5JOLANA CRISTINA CAVALHEIRI | |
| 1Acadêmica do curso de enfermagem- Unipar 2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR 5Docente da UNIPAR |
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| Introdução: O nascimento prematuro representa um desafio global para a saúde perinatal, figurando como o principal fator de risco para a morbimortalidade infantil, responsável por 75% das mortes perinatais e 50% das anormalidades neurológicas, no qual é a principal causa de deficiências adquiridas após o nascimento (SOUZA; COSTA; SALLES, 2022). Nesse contexto, a assistência perinatal enfatiza a importância do atendimento pré-natal. Através deste, é possível identificar precocemente os riscos e intervir de forma oportuna para minimizar as chances de complicações, garantindo um melhor prognóstico para a mãe e o bebê (FERNANDES et al., 2022). A infecção do trato urinário (ITU) durante a gestação está diretamente associada ao aumento da mortalidade perinatal, incluindo parto prematuro, ruptura precoce de membranas, baixo peso ao nascer e até óbito fetal. Portanto, a detecção precoce e o manejo adequado são cruciais para reduzir esses riscos, ressaltando a importância do acompanhamento pré-natal efetivo e intervenções direcionadas para preservar a saúde materno-infantil (CONCEIÇÃO et al., 2024). Objetivo: Evidenciar em revisão bibliográfica, como as ITUs impactam no internamento e mortalidade de gestantes e recém-nascidos. Desenvolvimento: As infecções do trato urinário (ITU) são um importante fator de risco para a gestante e para o feto, sendo a forma mais comum de infecção bacteriana durante o período de gestação. Estas advêm de alterações hormonais que provocam o relaxamento do ureter, diminuindo assim o fluxo de urina para a bexiga. A retenção urinária, combinada com a falta de higiene, cria um ambiente propício para o crescimento bacteriano, aumentando o risco de infecções (SOUZA; COSTA; SALLES, 2022). Estudos comprovam que essa patologia pode acarretar diversas complicações ao feto, com destaque para o parto prematuro, a ruptura prematura de membranas e sepse pós-parto. A maioria dos casos de ITU no período gestacional é causada pela bactéria Escherichia coli, porém, há outras bactérias como a Klebsiella, Enterobacter, Proteus, Enterococcus, Staphylococcus, saprophyticus, Streptococcus agalactiae e Estafilococos coagulase que podem desenvolver um quadro infeccioso e gerar complicações ainda mais severas (SOUZA et al., 2021). A maior prevalência de casos está diretamente associada a algumas categorias sociais, principalmente as de menor nível econômico, as precárias condições de higiene, moradia, dificuldade de acesso à saúde e baixa escolaridade (OLIVEIRA; ARAUJO; RODRIGUES, 2021). A faixa etária é outro ponto a se considerar, visto que jovens entre 18 a 29 anos estão mais suscetíveis à doença (ROCHA; DE OLIVEIRA DANTAS, 2022). A prevenção fundamenta-se na mudança de hábitos comportamentais e na promoção da educação em saúde. Garantir uma ingestão adequada de líquidos durante o dia, atender prontamente à necessidade de urinar e evitar a retenção prolongada da urina, além de realizar a correta higiene íntima, efetuando a limpeza da região genital da frente para trás. Também é indicado o uso de roupas íntimas de algodão e evitar peças justas ou feitas de tecidos sintéticos, que aumentam a umidade e favorecem a proliferação de microrganismos (FREITAS et al., 2023). No tratamento, os antibióticos mais indicados são as cefalosporinas, como a cefalexina e a cefuroxima, que possuem baixo risco teratogênico (categoria B) e boa atividade contra os agentes causadores. A fosfomicina também é considerada uma opção segura e eficaz, apresentando boa tolerabilidade e facilidade de uso em dose única. A vancomicina é utilizada em infecções graves por bactérias Gram-positivas e é considerada segura durante a gestação. A nitrofurantoína é eficaz contra diversas bactérias urinárias e frequentemente usada, mas seu uso deve ser evitado no terceiro trimestre devido a riscos de anemia hemolítica no feto (BARBALHO et al., 2019). Por outro lado, alguns antimicrobianos apresentam limitações importantes e são menos recomendados. A ampicilina, apesar de segura, tem sido abandonada como monoterapia devido à alta resistência bacteriana e à redução da concentração plasmática durante a gravidez. As fluoroquinolonas, como norfloxacino, ciprofloxacino e levofloxacino, são geralmente contraindicadas por potenciais efeitos teratogênicos e risco de artropatias. As tetraciclinas são evitadas por sua associação com teratogenicidade e toxicidade materna. O cloranfenicol é contraindicado devido ao risco grave de toxicidade fetal, incluindo síndrome cinzenta e aplasia medular. O sulfametoxazol-trimetoprima deve ser usado com cautela, evitando o primeiro e último trimestre, devido a riscos de defeitos congênitos e kernicterus neonatal. Dessa forma, o tratamento deve equilibrar a eficácia antibacteriana com a segurança gestacional, considerando o perfil de resistência local e a fase da gravidez (BARBALHO et al., 2019). Conclusão: Diante do exposto, evidencia-se que as ITUʼs representam uma significativa ameaça à saúde materno-fetal, com impacto direto sobre o aumento de internações hospitalares, complicações obstétricas e o parto prematuro. A prevalência dessas infecções durante a gestação em populações vulneráveis reforça a necessidade de estratégias preventivas e eficazes, incluindo o acompanhamento pré-natal de qualidade, a detecção precoce e o tratamento adequado. Compreender os riscos microbiológicos e os determinantes sociais envolvidos é essencial para reduzir a morbimortalidade perinatal e garantir melhores desfechos tanto para a gestante quanto para bebê. |
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| Referências: Referências BARBALHO, A. M. D. S.; JÚNIOR, F. P. de A.; DE SOUZA, E. K. M.; LIMA, I. O.; FARIAS, A. D.; DE SOUZA, J. B. P. Principais antibacterianos em infecções do trato urinário e seus possíveis riscos na gestação: uma revisão. Journal of Medicine and Health Promotion, v. 4, n. 4, p. 1267-1279, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/338533637 CONCEIÇÃO, H. N.; DIOGO, M. P. S.; BORGES, B. R.; MATOSO, B. E. B.; DORNELES, I. A. B.; NETO, E. de J. S.; FREITAS, V. C.; MELO, P. P. C. Infecção urinária em gestantes: desafios e estratégias de manejo. Brazilian Journal of Health Review, v. 7, n. 1, p. 4782-4792, 2024. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/67023/47775 Acesso em: 18 de julho de 2025. FERNANDES, L. S. L.; RIBEIRO, S. de S. C.; ASSUNÇÃO, L. F. de S. S.; TEIXEIRA, S. C. A. L. .; MESQUITA, B. O.; VENDAS, I. M. M. . Estratégias para adesão de gestantes em consultas de pré-natal na pandemia da COVID-19. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 11, n.10, p. e436111032997, 2022. DOI: 10.33448/rsd-v11i10.32997. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/32997 Acesso em: 8 abr. 2024. FREITAS, P. M. C.; DUARTE NETO, N. C.; SANTOS, D. A.; DE CASTRO FILHA, J. G. L.; ALBUQUERQUE, F. L. S.; SILVA, I. G. de A.; BARBOSA, F. M. A.; DE ASSUNÇÃO, J. K. C.; SOUZA, E. da S.; NORONHA, F. M. F.; DE SOUZA, L. C. A. Infecção do trato urinário em gestantes: Possíveis causas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 5, n. 4, p. 270-283, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n4p270-283 Acesso em: 9 maio de 2025. OLIVEIRA, L. P.; ARAÚJO, R. M. A.; RODRIGUES, M. D. Infecção urinária na gestação e as repercussões ao recém-nascido: uma revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Enfermagem, [S. l.], v. 11, n. 0, p. 1-7, 30 maio 2021. Disponível em: http://dx.doi.org/10.25248/reaenf.e7612.2021. Acesso em: 8 abr. 2024. RIBEIRO, E. A.; CASTOR, V. dos S.; DA SILVA, R. A.; RAMALHO, T. T. Complicações na gestação causadas pela Infecção do Trato Urinário (ITU)- Revisão Integrativa. Revista Educação em Saúde, v. 8, n. 2, p. 149-159, 2020. Disponível em: https://revistas2.unievangelica.edu.br/index.php/educacaoemsaude/article/view/4884 Acesso em: 18 de julho de 2025. ROCHA, Jéssica Oliveira; DE OLIVEIRA DANTAS, Isa Ribeiro. Realização do pré-natal por enfermeiros na prevenção de partos prematuros decorrentes da infecção do trato urinário nas gestantes: uma revisão integrativa. Perquirere, v. 19, n. 1, p. 09-18, 2022. ISSN 1806-6399 Disponível em: https://revistas.unipam.edu.br/index.hp/ Acesso em: 8 abr. 2024. SOUSA, L. L. de .; COSTA, M. S. A. da .; SALES, I. M. . M. . Relationship of urinary tract infection in pregnant women with prematurity. Research, Society and Development, [S. l.], v. 11, n. 5, p. e25211527953, 2022. DOI: 10.33448/rsd-v11i5.27953. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/27953 Acesso em: 7 abr. 2024. |
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