![]() | |
|---|---|
![]() | |
| DEPRESSÃO PÓS – PARTO COMO DESAFIO À PRÁTICA DE ENFERMAGEM: O OLHAR SENSÍVEL NA ASSISTÊNCIA À PUÉRPERA | |
| 1ISIS LAIS ALFF, 2CAROLINA CRISTINA FONTALVA PEREIRA, 3JULIANA CRISTINA CATANEO VIEIRA | |
| 1¹Graduanda em enfermagem pela Universidade Paranaense (UNIPAR),Unidade Cascavel 2Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
|
| Introdução: A depressão no pós-parto constitui um importante problema de saúde pública tendo repercussões emocionais, sociais e familiares, ainda podendo ser caracterizada como um trasntorno que compromete a saúde mental materna e do recém-nascido,e a qual demanda uma atenção diferenciada e qualificada da enfermagem,sendo que a identificação precoce dos sinais e sintomas, no acolhimento e na implementação de estratégias de cuidado irão favorecer a promoção da saude mental materna e a qualidade do vinculo entre mãe e recém-nascido, tendo o enfermeiro um papel fundamental nesta fase que a mulher este vivenciando. Objetivo: Identificar o papel do enfermeiro frente à depressão no período pós-parto, possibilitando que o enfermeiro capacitado consiga ter um olhar ampliado e diferenciado, assim realizando uma intervenção precoce na busca pela ajuda que a puérpera podera necessitar. Desenvolvimento: A partir da busca foram identificadas relevantes ações como a atuação do enfermeiro pautada na escuta qualificada, no acolhimento humanizado e na sensibilização para fatores de risco e sinais clínicos da depressão, favorecendo intervenções mais resolutivas no âmbito da atenção básica e hospitalar (Souza et al., 2020; Oliveira; Fialho; Silva, 2023). Os estudos analisados apontam que a depressão pós-parto está frequentemente associada a fatores socioeconômicos, históricos de transtornos mentais e fragilidade no suporte familiar, o que reforça a necessidade de um olhar ampliado por parte da enfermagem. A literatura revisada mostra que a formação do enfermeiro deve contemplar competências voltadas para a saúde mental, uma vez que a atuação desse profissional não se restringe ao cuidado físico, mas também ao suporte emocional e ao encaminhamento adequado quando necessário (Santos et al., 2020; Fialho et al., 2023). Nesse sentido, o enfermeiro tem responsabilidade direta na orientação da família, no estímulo à rede de apoio social e na promoção de práticas educativas que reduzam o estigma em torno da saúde mental no período puerperal, assegurando uma atenção integral à mulher. Outro ponto evidenciado na revisão é que a depressão pós-parto, quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode gerar repercussões negativas de longo prazo, afetando o desenvolvimento infantil e a própria qualidade de vida da mãe. Além disso a literatura evidência que o enfermeiro deve estar atento não apenas às manifestações clínicas, mas também às mudanças sutis no comportamento materno, utilizando instrumentos de rastreamento e práticas de acolhimento durante consultas de enfermagem no pré-natal tardio e no puerpério (Costa et.al., 2021; Soares et al., 2025). Assim, os estudos revisados reforçam a centralidade do olhar do enfermeiro como elemento essencial para a detecção precoce, o manejo inicial e o encaminhamento adequado de mulheres em sofrimento psíquico no período pós-parto. Conclusão: A análise da literatura evidenciou que a depressão pós-parto representa uma condição de elevada complexidade clínica e social, exigindo do enfermeiro um olhar atento, sensível e fundamentado em práticas baseadas em evidências. O enfermeiro, ao estabelecer vínculo de confiança com a puérpera, torna-se capaz de identificar precocemente sinais de sofrimento psíquico, possibilitando a implementar estratégias de cuidado que diminuam o risco de agravamento do quadro clínico. Além disso, a produção científica revisada reforça que o acolhimento e a escuta qualificada são instrumentos indispensáveis para reduzir o estigma em torno da saúde mental materna, promovendo uma assistência integral e humanizada. |
|
| Referências: ALMEIDA, Adriana Teixeira; MELO, Patrícia Ribeiro; SANTOS, Rosiane Farias. Atuação do enfermeiro na identificação da depressão pós-parto: revisão integrativa. Revista de Enfermagem e Saúde Coletiva, Salvador, v. 9, n. 2, p. 45-56, 2020. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/biblio-1116274. Acesso em: 4 set. 2025. COSTA, Eliane Souza da; LOPES, Juliana Fernandes; MOURA, Tamires Rocha. Estratégias de cuidado da enfermagem no enfrentamento da depressão pós-parto: revisão de literatura. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 76, n. 1, p. 320-331, 2023a. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002023000100320&lang=pt. Acesso em: 4 set. 2025. MOURA, Fernanda Oliveira; FERREIRA, Luciana Andrade. Protocolos assistenciais da enfermagem no rastreio e manejo da depressão pós-parto. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 46, n. 1, p. 439-451, 2025. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472025000100439&lang=pt. Acesso em: 4 set. 2025. PEREIRA, Cláudia Alves; RIBEIRO, Márcia Soares; OLIVEIRA, Thaís Cristina. O papel da enfermagem na prevenção e no manejo da depressão pós-parto: revisão sistemática. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 54, p. 1-10, 2020. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672020000300163&lang=pt. Acesso em: 4 set. 2025. SANTOS, Juliana Cristina; LIMA, Fernanda Rocha; BARBOSA, Lucas Mendes. Depressão pós-parto: percepções e práticas da enfermagem na atenção primária. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, v. 15, p. e1435016, 2023. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/biblio-1435016. Acesso em: 4 set. 2025. SILVA, Aline Rodrigues da; NASCIMENTO, Bruna Fernandes do. Estratégias de prevenção da depressão pós-parto no cuidado de enfermagem. Revista de Enfermagem Contemporânea, Curitiba, v. 11, n. 1, p. e1354272, 2022. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/biblio-1354272. Acesso em: 4 set. 2025. |
|