ASPECTOS GERAIS DA HEPATITE C  
1EDUARDA GABRIELI RIBEIRO, 2CARLA RUARO CORANDIN, 3SOPHIA FURLAN, 4TAMILI PRIETO, 5GIULIANA ZARDETO
1Acadêmica do curso de Biomedicina na UNIPAR, Umuarama/PR
2Acadêmica do curso de Biomedicina na UNIPAR, Umuarama/PR
3Acadêmica do curso de Biomedicina na UNIPAR, Umuarama/PR
4Acadêmica do curso de Biomedicina na UNIPAR, Umuarama/PR
5Docente da UNIPAR
Introdução: A hepatite C é uma doença de notificação compulsória que apresenta um grande desafio à saúde pública devido a sua capacidade de ser assintomática na fase inicial, dificultando o seu diagnóstico precoce, e frequentemente, se apresentando apenas na forma crônica. Ela é definida como uma doença infecciosa e inflamatória, geralmente de carácter silencioso que acomete o fígado, sendo causada pelo vírus da hepatite C (HCV). A sua transmissão ocorre, predominantemente, por via parenteral, principalmente pelo contato com sangue contaminado, mas também por transmissão vertical, sendo que atualmente não existe nenhuma vacina, por isso os métodos de prevenção da hepatite C tornam-se muito importantes (VINÍCIUS,2022). 
Objetivo: Realizar uma revisão bibliográfica sobre a hepatite C, com ênfase em diferenciar e esclarecer as suas fases, e destacar a importância de um diagnóstico precoce em conjunto a sua prevenção.
Desenvolvimento: A hepatite C, como previamente explicado, é uma das principais causas de doença inflamatória no fígado, sendo ela causada pelo vírus da hepatite C (VHC), tal vírus RNA que pertence à família dos Flaviviridae, no gênero Hepacivirus e que possui uma variação constante, tornando o desenvolvimento de vacinas e remédios mais complicado (LIMA, 2021). Entretanto deve-se ressaltar o fato de que a hepatite C pode ser dividida em fase aguda e crônica, sendo que, a fase aguda se caracteriza pelo seu período de incubação que pode variar de duas semanas a oito meses. Nessa fase a maioria dos casos são assintomáticos, ou seja, não apresentam sinais e sintomas, o que dificulta o realização de um diagnóstico precoce, porém se houver uma resposta sintomática à infecção, os seguintes sintomas são apresentados: febre, fadiga, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes esbranquiçadas, dor nas articulações e icterícia, enquanto na fase crônica é mais comum o aparecimento de sintomas e a progressão da hepatite C para fibrose, cirrose e câncer hepático, pois como geralmente não se apresenta sinais na fase aguda, o VHC costuma continuar à se desenvolver silenciosamente durante anos, manifestando-se na fase crônica (BRAZ, 2021; LIMA, 2021). Os meios de transmissão da hepatite C são diversos, sendo eles: parenteral, o compartilhamento de objetos contaminados (como seringas, agulhas e alicates), sexual, procedimentos cirúrgicos, odontológicos e hemodiálises realizados sem a higienização correta, e por transmissão vertical, que geralmente ocorre no momento do parto, passando da mãe infectada pelo VHC para bebê. Embora haja todas essas formas de transmissão, o meio mais eficiente em níveis de contaminação é através do contágio por sangue contaminado, devendo sempre estar atento principalmente a transfusões de sangue e a usuários de drogas injetáveis que compartilham agulhas ou seringas (BRAZ, 2021). O diagnóstico da Hepatite C é realizado em duas etapas: primeiro é feito o diagnóstico rápido (TR) que detecta o anti-HCV e segundo um teste molecular, que confirma ou não a infecção ativa pelo vírus HCV. Sendo assim, o teste para a infecção é realizado pela detecção do RNA viral, a partir de testes quantitativos, e isso permite monitorar a carga viral e a resposta imunológica virológica durante o tratamento. O maior desafio para o tratamento da Hepatite C é rastrear e diagnosticar todos os que precisam do tratamento, pois, 20% das pessoas que vivem com HCV não sabem que são portadoras do vírus e não apresentam sintomas. Portanto, os poucos casos que recebem diagnóstico são tratados com antirretrovirais de ação direta para a cura, nesse esquema, o tratamento é feito com a ingestão de comprimidos e tem durabilidade entre 12 e 24 semanas, podendo variar de acordo com o paciente e a fase em que a infecção se encontra. A prevenção contra o vírus VHC tende a ser realizada de diversas maneiras, como: esterilizar materiais reutilizáveis, destruir agulhas, evitar contato com sangue ou fluídos corporais e usar preservativos durante práticas sexuais. Ademais, não existe vacina para prevenir a Hepatite C, mas a adoção de medidas de segurança e higiene são fundamentais para evitar futuras infecções (ALLARCON, 2024).
Conclusão: Devido a capacidade da hepatite C ser silenciosa durante anos, a sua possibilidade de diagnóstico precoce acaba diminuindo drasticamente e muitas vidas são perdidas para a hepatite C, por causa disso, é de extrema importância o conhecimento público e profissional sobre as suas formas de transmissão, como é feito o diagnóstico e tratamento, seus possíveis sintomas, e principalmente como é feito a sua prevenção.
Referências:
ALARCON, Gabriela Nardini et al. Hepatite C: evolução do diagnóstico e tratamento. BEPA, Bol. epidemiol. paul.(Impr.), p. e40303-e40303, 2024.
BRAZ, R. G. Hepatite C: etiologia, transmissão, diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, v. 19, n. 3, p. 45–52, 2021.
LIMA, J. S. F. Hepatite C: panorama atual e desafios terapêuticos. Revista de Saúde Pública, v. 55, n. 2, p. 123-130, 2021.
MELO, N. F. S.  HEPATITE C A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PARA O CONTROLE. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Anhanguera Educacional (graduado em Biomedicina), 2021.
VINÍCIUS G. P. M. et al. ANÁLISE DA EFETIVIDADE E SEGURANÇA DOS AGENTES ANTIVIRAIS CONTRA O VÍRUS DA HEPATITE C: UM ESTUDO ECOLÓGICO. REVISTA DE TRABALHOS ACADÊMICOS –UNIVERSO BELO HORIZONTE, v. 1, n. 5, 2022