ACIDENTES COM PERFUROCORTANTE EM AMBIENTE HOSPITALAR  
1KETLYN LORENA GUISI, 2NICOLI FRANCO, 3LEDIANA DALLA COSTA
1Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Docente do departamento de Enfermagem UNIPAR/ Francisco Beltrão
Introdução: Conforme disposto na Portaria nº 1.061, de 18 de maio de 2022, emitida pelo Ministério da Saúde, caracteriza-se como Acidente de Trabalho com Exposição a Material Biológico (AT-BIO) todo evento adverso ocorrido no exercício das atividades laborais que resulte em contato, direto ou indireto, com fluidos orgânicos de origem humana ou animal com potencial infectante (MINISTÉRIO DA SAÚDE., 2022). Os acidentes de trabalho na área de saúde, principalmente em ambientes hospitalares, ocorrem com frequência já que os profissionais são constantemente expostos a riscos físicos, químicos, ergonômicos, biológicos e psíquicos (BRASIL; 2005). Entre todos os tipos de AT os que envolvem risco biológico são os mais frequentes e possuem relações estreitas com o uso de perfurocortantes, pois os mesmos podem provocar ferimentos que facilitam o contato do profissional com algum fluído orgânico contaminado, além de transmitirem mais de 20 patógenos diferentes entre eles o vírus da Hepatite B, Hepatite C e o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV), são os de maior impacto epidemiológico (VIEIRA KMR, ET AL; 2020).
Objetivo: Evidenciar em resumo bibliográfico os índices de acidentes com perfurocortante em profissionais da área da saúde em ambiente hospitalar e apresentar medidas de prevenção, especialmente no ambiente de saúde.  
Desenvolvimento:  Estima-se que cerca de 3 milhões de profissionais de saúde estejam expostos ao risco de contrair enfermidades, em decorrência de acidentes percutâneos (GUIMARÃES et al., 2022). Evidências epidemiológicas indicam que mais de 90% desses episódios concentram-se em países de baixa renda, o que revela disparidades significativas na implementação e efetividade das estratégias de prevenção e controle de riscos ocupacionais. Um dos principais motivos para que ocorram estes acidentes são as condições desfavoráveis de trabalho como instalações inadequadas, número de profissionais abaixo do necessário, falta de materiais e de manutenção de equipamentos, além de sobrecarga ocupacional (GUIMARÃES et al., 2022). A maioria dos profissionais trabalham mais de 44 horas, chegando a ultrapassar 60 horas semanais, devido a ter mais de um vínculo empregatício, o que sem dúvida pode colocar em risco a segurança dos pacientes e dos próprios trabalhadores (FUGULIN et al., 2021). A segurança destes profissionais é um componente crucial da qualidade dos cuidados prestados, pois impacta a continuidade do atendimento ao paciente, sendo que a implementação de intervenções eficazes é necessária para minimizar esses acidentes (CHEETHAM et al., 2021). Após a ocorrência de um acidente é de fundamental importância que o trabalhador tenha o apoio necessário durante a notificação, atendimento médico, exames laboratoriais até o registro na comunicação do acidente de trabalho (OLIVEIRA; et al.,2021). A precaução padrão é uma medida essencial para prevenção destes acidentes, incluindo o uso consistente de EPIS, como luvas e máscaras. Logo, a adoção de práticas seguras de manuseio e descarte de materiais biológicos tem se mostrado eficaz na transmissão ocupacional de patógenos (RODRIGUES; DA SILVA.,2021).
Conclusão: É possível identificar a necessidade de uma implementação rigorosa de protocolos de segurança, uso correto de dispositivos de segurança, além de uma educação continuada da equipe e conscientização sobre este assunto a fim de diminuir os índices de acidentes com materiais potencialmente contaminantes. 
Referências:
REFERÊNCIAS: BRASIL. Norma Regulamentadora no 32, de 16 de novembro de 2005. Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Brasília-DF.  https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-32-atualizada-2022-2.pdf
CHEETHAM, S.; NGO, H. T.; LIIRA, J.; LIIRA, H. Education and training for preventing sharps injuries and splash exposures in healthcare workers. The Cochrane database of systematic reviews, [S.l.], v. 4, n. 4, p.CD012060, 2021.  https://doi.org/10.1002/14651858.CD012060.pub 
FUGULIN, F.M.T. et al. Custo da adequação quantitativa de profissionais de enfermagem em Unidade Neonatal. Rev Esc Enferm USP, São Paulo, v. 45, p. 1582-1588, 2011. Doi: https://doi.org/10.1590/S0080-62342011000700007 
GUIMARÃES, H. M.; VECHI CORRÊA, A. P.; CAMARGO, A. J.; UEHARA., S. C. S. A. Acidentes com perfurocortantes entre profissionais de enfermagem: Scoping Review. Revista Enfermagem Atual In Derme, [S. l.], v. 96, n. 38, p. e–021231, 2022. DOI: 10.31011/reaid-2022-v.96-n.38-art.1263
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema Único de Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sus
OLIVEIRA CAR, FRIEDMANN AA, HABIB R. O eletrocardiograma em outras situações de grande impacto clínico. Rev Soc Cardiol Estado de Säo Paulo. 2009  19(3):362-77.  https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-538337
RODRIGUES; A;K;V; DA SILVA;V;A;. Conhecimento do enfermeiro sobre precauções universais em isolamento e o impacto na segurança do paciente. SAÚDE DINÂMICA, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 62–88, 2021. DOI: 10.4322/2675-133X.2022.039.  https://revista.faculdadedinamica.com.br/index.php/saudedinamica/article/view/85  
VIEIRA, K. M. R.; VIEIRA JR, F. U.; BITTENCOURT, Z. Z. L. C. Subnotificação de acidentes de trabalho com material biológico de técnicos de enfermagem em hospital universitário. Revista Baiana de Enfermagem‏, [S. l.], v. 34, 2020. DOI: 10.18471/rbe.v34.37056