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| CONSEQUÊNCIAS DA UTILIZAÇÃO EXCESSIVA DE TELAS E ESTILO DE VIDA SEDENTÁRIO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UM ESTUDO DE REVISÃO | |
| 1CAMILA PAMELA GIMENES, 2ALEXANDRE RODRIGUES DA COSTA, 3GABRIEL DESTEFANI COELHO, 4JOSE ANTONIO MANZINI, 5MATHEUS FELIPE MAINA BUTURA, 6ADEMIR FARIA PIRES | |
| 1Acadêmica do curso de Educação Física da Unipar 2Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR 4Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR 5Acadêmico do Curso de Educação Física da UNIPAR 6Docente da Universidade Paranaense - Unipar - Unidade Cianorte e da Universidade Estadual de Londrina - UEL |
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| Introdução: Na atualidade, há uma influência crescente pela tecnologia e pela praticidade, devido a isso, o ser humano passa por adaptações por vezes sem refletir sobre suas reais consequências. Nesse sentido, o uso de telas, a partir de tablets, smartphones, notebooks e SmartTVs, se expandiu de forma intensa refletindo nas atividades diárias e hábitos de interação, lazer e trabalho. Na realidade das crianças e adolescentes brasileiras, dos quais 93% entre a população entre 9 e 17 anos, usam internet no país, ou seja, 25 milhões de crianças e adolescentes (Brasil, 2025). Objetivo: Discutir a prevalência do uso excessivo de telas por crianças e adolescentes, com vistas a identificar os efeitos na saúde e no comportamento desses sujeitos. Desenvolvimento: É consenso entre especialistas os riscos à saúde que o uso de aparelhos com tela traz para crianças e adolescentes, tais como: sobrepeso, obesidade e/ou práticas alimentares inadequadas, problemas de desenvolvimento infantil, problemas posturais e motores, sedentarismo, desenvolvimento de doenças cardiovasculares, alterações oculares, déficit de atenção e hiperatividade, declínio nas notas escolares, distúrbios psicológicos, baixa qualidade de vida e bem-estar (Bruschini, 1995; Zanzhettal et al., 2010; Antoniassi et al., 2024; Rocha et al., 2021). Essas consequências são alarmantes quando o assunto é sobre o desenvolvimento infanto-juvenil, segundo Lissak (2018), a exposição crônica a telas durante a adolescência pode alterar a estrutura cerebral (matéria cinzenta e branca), aumentando o risco de comprometimento cognitivo leve e neurodegeneração acelerada na vida adulta (ex.: Alzheimer precoce). Porém, não só problemas neurais como também posturais, nos quais muitos se queixaram de dores e alterações patológicas nas regiões do tornozelo, joelho, pelve, coluna vertebral, ombro e pescoço. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a dor no pescoço e outras doenças musculoesqueléticas como a 4ª e a 10ª condição patológica, respectivamente, apresentando risco aumentado de dor crônica na idade adulta. Outro fator predominante no desvio postural é a obesidade que atinge boa parte da população de forma alarmante (Piola et al., 2020). Após a COVID-19, intensificou ainda mais a prevalência de um estilo vida sedentária, nessa questão, Mendonça et al. (2021) destaca a vantagem em praticar atividades físicas a fim de evitar a obesidade e diversas doenças como as cardiovasculares, diabetes, cânceres, depressão e ansiedade. Estudos entre jovens constatam que a maior parte dos adolescentes são insuficientemente ativos, contendo boa parte do seu tempo destinado ao uso de tela, evidenciando um aumento drástico em comportamentos de risco, com isso, o Governo Federal do Brasil publicou um guia (Brasil, 2025) com diretrizes referentes ao tempo de tela na qual crianças menores de 2 anos não devem utilizar nenhum meio tecnológico (somente para contato com familiares por videochamada sendo supervisionados) e menores de 12 anos não tenham smartphone próprios. Conclusão: Diante disso, o estudo de revisão trouxe à tona o quão prejudicial é o excesso de telas e o sedentarismo em crianças e adolescentes, trazendo um futuro custoso perante as suas consequências. Contudo, a prevenção deve ser feita de imediato para não prolongar tais doenças futuras, sendo assim, faz-se necessário novos estudos para que essas questões sejam melhor discutidas, inclusive com a realização de estudos aplicados. |
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| Referências: ANTONIASSI, S. G. et al. Tempo de tela, qualidade da dieta de adolescentes e características do entorno escolar. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, 8 jan. 2024. BRASIL. Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/03/governo-lanca-guia-para-uso-saudavel-de-telas-por-criancas-e-adolescentes. BRUSCHINI, S. Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação. Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de Nutrologia. (3a ed.), SBP. 69-71. 1995. DAVID, D.; et al. Pescoço de texto Síndrome em Crianças e Adolescentes. Int. J. Environ. Res. Saúde Pública 2021, 18, 1566. LISSAK, G. Adverse physiological and psychological effects of screen time on children and adolescents: Literature review and case study. Environmental Research, 164(1), 149–157. 2018. MENDONÇA, R. G., et al. Efetividade de intervenções na redução do tempo de tela: Revisão sistemática. Research, Society and Development, 10(9). 2021. PIOLA, T. S.; et al. Nível insuficiente de atividade física e elevado tempo de tela em adolescentes: impacto de fatores associados. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 7. 2020. ROCHA, H. A. L. et al. Screen time and early childhood development in Ceará, Brazil: a population-based study. BMC Public Health, v. 21, n. 1, 11 nov. 2021. SILVA, P. L. da; et al. Perfil postural de crianças e adolescentes brasileiros e os fatores que contribuem para alterações posturais: uma revisão de literatura. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 12, n. 13, 2023. TANA, C. M.; et al. Consequências do tempo de tela na vida de crianças e adolescentes. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, [S. l.], v. 12, n. 1, 2023. ZANZHETTAL, L. M; et al. Inatividade física e fatores associados em adultos, Brasil. Revista Brasileira. 2010. |
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