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| "DESAFIOS NA LOGÍSTICA FARMACÊUTICA EM UMA DISTRIBUIDORA NO MUNICÍPIO DE FRANCISCO BELTRÃO-PR: ANÁLISE DAS PRINCIPAIS AVARIAS" | |
| 1EDUARDO DOS SANTOS, 2EMERSON DE RAMOS BIAZOLO, 3LUAN CLAUDIO BARCELLA, 4LEONARDO GARCIA VELASQUEZ | |
| 1Acadêmico do curso de Farmácia da UNIPAR 2Acadêmico do Curso de Farmácia da UNIPAR 3Acadêmico do Curso de Farmácia da UNIPAR 4Docente da UNIPAR |
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| Introdução: No Brasil, a gestão do transporte de medicamentos é essencial para a cadeia de suprimentos da saúde, assegurando qualidade e segurança dos produtos (SILVA; PANIS, 2013). As RDCs 430/2020 e 653/2023 estabelecem boas práticas de armazenagem, distribuição e rastreabilidade (BRASIL, 2022). O setor enfrenta desafios logísticos ligados a avarias decorrentes de temperatura, umidade, luz, manuseio inadequado e impactos mecânicos. Tais fatores comprometem a integridade dos medicamentos, causando perdas financeiras e riscos à saúde, o que reforça a necessidade de análises para desenvolver estratégias preventivas mais eficazes. Objetivos: O estudo visa investigar as ocorrências de falhas operacionais relacionadas a medicamentos com avarias (quando o produto está danificado, mas ainda utilizável), com quebras (quando está danificado a ponto de não poder mais ser usado) e atrasos nas entregas realizadas por fornecedores. Materiais e Métodos: O procedimento metodológico adotado consistiu no levantamento das informações constantes nos relatórios que já são elaborados pela empresa, ao longo de um período determinado. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas, com categorização por data, tipo de ocorrência, fornecedor envolvido, produto afetado e valor estimado da perda. A análise foi realizada por meio das quantidades de avarias, quebras e entregas em atraso ocorridas durante o período de análise. Resultados: Na análise operacional realizada, foram contabilizadas seis tipologias distintas de avarias, totalizando mais de 330 registros em oito semanas. Entre as ocorrências classificadas como avaria com problema, a avaria em ampola foi a mais expressiva, com 241 registros, representando falhas no manuseio de itens frágeis e no transporte de produtos altamente sensíveis. Essa ocorrência é considerada crítica por comprometer diretamente a integridade físico-química dos medicamentos. Ainda nesse grupo, destacam-se caixas rasgadas (10 registros) e extravio de volumes (9 registros), que, embora em menor número, têm impacto direto na conformidade regulatória e no nível de serviço, configurando desvios graves. Discussão: Os aspectos relevantes identificados são a relação entre ʻʻlead timeʼʼ (período entre a realização do pedido e entrega) e a incidência de avarias. Observou-se que, nas semanas de maior ocorrência (3, 5 e 7), o “lead time” médio apresentou elevação, aumentando a exposição dos produtos a riscos físicos e ambientais. Sendo assim, observou–se que quanto maior o tempo em trânsito, maior a probabilidade de danos acumulados em múltiplos pontos de ruptura da cadeia, como operações de carga e descarga, armazenagem intermediária e transporte de longa distância. De acordo com Christopher (2011), o aumento do “lead time” amplia a incerteza operacional e eleva a probabilidade de falhas, especialmente em períodos de pico de demanda, quando a pressão sobre a capacidade operacional favorece o manuseio inadequado. Conclusão: Portanto, conclui-se que avarias são falhas operacionais frequentes, sendo que o item avaria de ampola foi identificado como o mais crítico. A relação entre o aumento do “lead time” e a maior incidência de danos operacionais reforça a importância de um rigoroso controle na operação logística. Diante disso, para buscar soluções e estreitar lacunas deixadas, é fundamental que o setor defina estratégias para períodos de maior fluxo de volumes e seja implantado treinamento adequado aos operadores, com ênfase no nível de sensibilidade dos materiais, especialmente para períodos com alta demanda. |
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| Referências: SILVA, Douglas Barbosa Cardoso da; PANIS, Carolina. Análise da logística de transporte de medicamentos. Infarma - Ciências Farmacêuticas, Brasília, v. 21, n. 3/4, p. 37–40, 2013. Disponível em: https://revistas.cff.org.br/infarma/article/view/163. Acesso em: 25 maio 2025. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 653, de 30 de março de 2022. Altera a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 430, de 8 de outubro de 2020, que dispõe sobre as boas práticas de distribuição, armazenagem e transporte de medicamentos. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n. 61, p. 100, 31 mar. 2022. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-de-diretoria-colegiada-rdc-n-653-de-30-de-marco-de-2022-417679307. Acesso em: 04 maio 2025. CHRISTOPHER, Martin. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: criando redes que agregam valor. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2011. |
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