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| TRIAGEM E MANEJO DE SÍFILIS CONGÊNITA EM SERVIÇOS DE SAÚDE PÚBLICA | |
| 1MARIANA SILVA GOMES, 2THAISSA LEAL OLIVEIRA, 3RAPHAEL CHALBAUD BISCAIA HARTMANN | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A sífilis é uma doença causada pelo Treponema pallidum subespécie pallidum, com incidência mundial de aproximadamente 12 milhões de casos por ano. Destes, mais de dois milhões ocorrem em gestantes, sendo a sífilis congênita a complicação mais grave dessa infecção na gestação (Pinilla et al., 2018). O Brasil tem registrado um aumento nas incidências de sífilis gestacional e congênita, revelando-se como um importante problema de saúde pública no país, pois apresentam algumas das principais causas de morbimortalidade materna e infantil (Figueiredo et al., 2020; Teixeira Neto; Santana, 2024). Quando a gestante é diagnosticada e não tratada ou recebe tratamento inadequado, pode transmitir a infecção ao feto, e assim causando a sífilis congênita e dentre os fatores que estão associados, sobressai a falta ou uma assistência pré-natal deficiente (De Souza et al., 2023). Objetivo: Examinar os dados epidemiológicos, os obstáculos e as táticas para a triagem e tratamento da sífilis congênita nos serviços de saúde pública, focando na prevenção da transmissão vertical e na melhoria da atenção pré-natal. Desenvolvimento: A triagem da sífilis em gestantes é obrigatório de acordo com o protocolo de atenção pré-natal no Brasil, e para isso as estratégias de diagnósticos de sífilis gestacional na atenção básica existem através do VDRL e o teste rápido no primeiro e terceiro trimestres de gestação no pré-natal e na ocasião da internação para o parto ou curetagem. Contudo, a qualidade da triagem ainda é prejudicada pela cobertura incompleta, testagens insuficientes ou tardias e falhas no seguimento dos casos positivos (Figueiredo et al., 2020). O cenário epidemiológico recente reforça a gravidade. Entre 2018 a junho de 2022, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), 299.005 casos de sífilis em gestantes, dos quais 45,3% eram residentes da região Sudeste, 22,4% da região Nordeste, 14,5% da região Sul, 10% da região Norte e 7,8% da região Centro-Oeste. Quando consideramos a sífilis congênita, no mesmo período analisado, foram notificados 114.837 casos, a maioria dos quais (44%) residia na região Sudeste, seguida por: Nordeste (28,9%), Sul (13,2%), Norte (8,5%) e Centro-Oeste (5,4%) (Teixeira Neto; Santana, 2024). A partir desses dados pode-se refletir as falhas persistentes na triagem e manejo das gestantes infectadas, o que indica a necessidade urgente em fortalecer as ações de controle em todo o território nacional. O tratamento padrão para gestantes é a penicilina benzatina e possui sua eficácia na prevenção da transmissão comprovada. Ao lidar com recém-nascidos, deve-se levar em conta o histórico médico da mãe, os resultados dos exames laboratoriais e a avaliação do neonato. O tratamento pode envolver penicilina cristalina ou benzatina, dependendo do risco de infecção. Hemograma, punção lombar e radiografia de ossos longos podem ser usados como exames complementares. Para prevenir complicações futuras, é essencial a vigilância constante e o acompanhamento ambulatorial (Pinilla et al., 2018). Além do tratamento clínico, é importante reforçar as políticas públicas que assegurem a oferta de testes, medicamentos, notificação apropriada dos casos e iniciativas educativas voltadas tanto para os profissionais quanto para a população. Uma estratégia fundamental para o controle da sífilis congênita é a formação das equipes de saúde e a unificação dos níveis de atenção primária, especializada e vigilância epidemiológica (Teixeira Neto; Santana, 2024; Figueiredo et al., 2020). Conclusão: Embora haja métodos eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, a sífilis congênita continua sendo um grande desafio para os serviços de saúde pública no Brasil. A alta prevalência da doença indica deficiências na assistência pré-natal, como triagem insuficiente, tratamento inadequado e baixa cobertura para gestantes. Para mudar este cenário, é fundamental reforçar a atenção primária, garantir a disponibilidade constante de testes e penicilina, ampliar as iniciativas de educação e qualificar os profissionais de saúde. |
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| Referências: PINILLA, G. et al. Detección de Treponema pallidum subespecie pallidum para el diagnóstico de sífilis congénita mediante reacción en cadena de la polimerasa anidada. Biomédica, v. 38, n. 1, 2018. p. 128. Disponível em: https://doi.org/10.7705/biomedica.v38i0.3740. Acesso em: 30 jul. 2025. FIGUEIREDO, D. C. M. M. de et al. Relação entre oferta de diagnóstico e tratamento da sífilis na atenção básica sobre a incidência de sífilis gestacional e congênita. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, n. 3, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311x00074519. Acesso em: 30 jul. 2025. TEIXEIRA NETO, F. C.; SANTANA, J. S. Sífilis em gestantes e congênitas no estado do Tocantins: perfil epidemiológico e prevalência. BEPA. Boletim Epidemiológico Paulista, v. 21, 2024. p. e40880. Disponível em: https://doi.org/10.57148/bepa.2024.v.21.40880. Acesso em: 30 jul. 2025. DE SOUSA, A. V. M. et al. Importância da triagem pré-natal no manejo da sífilis gestacional e impactos para o concepto: uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, v. 6, n. 6, 2023. p. 32708-32720. Disponível em: https://doi.org/10.34119/bjhrv6n6-475. Acesso em: 30 jul. 2025. |
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