![]() | |
|---|---|
![]() | |
| ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS EM GATOS DIAGNOSTICADAS ATRAVÉS DE CITOPATOLOGIA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ NO PERÍODO DE 2019 A 2023 | |
| 1AMANDA CARDIN, 2NATHÁLIA KHALIL FROSSARD, 3BIANCA BISCONSIM GANASIN, 4ITALO MORELLI MIACRI SOUZA, 5YASMIN GABRIELE ALVES RODRIGUES , 6MAURO HENRIQUE BUENO DE CAMARGO | |
| 1Residente de Clínica Médica de Pequenos Animais na Universidade Estadual de Maringá - UEM 2Graduanda do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Maringá – UEM 3Médica Veterinária Patologista, discente do programa de pós graduação em Produção Sustentável e Saúde Animal (PPS) da Universidade Estadual 4Discente do programa de pós graduação em Produção Sustentável e Saúde Animal (PPS) da Universidade Estadual de Maringá – UEM 5Graduanda do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Maringá – UEM 6Docente da UEM |
|
| Introdução: Nos últimos anos, cães e gatos passaram a ser considerados membros da família, devido aos fortes laços emocionais entre tutores e seus animais. De acordo com o Censo Pet realizado em 2021 pelo Instituto Pet Brasil, dos 149,6 milhões de animais de estimação, 58,1% são cães e 27,1% são gatos (IPB, 2022). Devido a isso, os atendimentos clínicos e exames aumentaram consideravelmente, principalmente em relação ao diagnóstico oncológico, pois a incidência de neoplasias tem expandido significamente, em grande parte por consequência da longevidade dos animais. A prevalência de tumores em cães e gatos tem crescido, e estudos prévios demonstram que aproximadamente 45% dos animais domésticos, que vivem até 10 anos ou mais, morrem de câncer (Barboza et al., 2019). O diagnóstico das neoplasias, realizados através da citologia, é considerado um método de triagem vantajoso por possuir baixo custo, ser pouco invasivo e possuir execução rápida e segura por não precisar de anestesia ou sedação (Silva et al., 2020). Objetivo: Este estudo tem como objetivo realizar um levantamento de dados referentes às neoplasias diagnosticadas através da citopatologia em gatos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Maringá, campus Umuarama, no período de janeiro de 2019 a dezembro de 2023. Material e métodos: Foram analisados 33 laudos citológicos oriundos de 28 gatos, sendo 57,14% (16/28) fêmeas e 42,86% (12/28) machos. Realizou-se um levantamento quanto a idade, sexo, raça e tipo de lesão (neoplásica ou não neoplásica). Quando neoplásica, categorizada quanto à origem, grau de malignidade e localização anatômica. Os resultados foram classificados pela sua frequência, levando em consideração o número de laudos e seus respectivos diagnósticos. Resultados: Do total de amostras coletadas, 75,76% (25/33) eram amostras não neoplásicas, 30,30% (10/33) eram amostras neoplásicas e 3,03% (1/33) eram amostras inconclusivas. Das lesões neoplásicas, 80% (8/10) dos laudos pertencentes às fêmeas e 20% (2/10) aos machos. Apenas gatos sem raça definida foram diagnosticados com neoplasias, totalizando 100% (10/10) das amostras. Quanto à disposição etária, os gatos foram subdivididos em 3 grandes grupos: filhotes (até um ano de idade), adultos (de um a nove anos de idade) e idosos (dez anos de idade ou mais). Os gatos classificados como adultos representaram 40% e os idosos 60%. Não houve amostras de gatos filhotes. Os tumores com origem de células epiteliais constituíram 80% (8/10) do total de neoplasmas, seguidos por células redondas com 10% (1/10) e células mesenquimais com 10% (1/10). As caracterizadas como malignas correspondem a 100% (10/10) das amostras coletadas. Não foram obtidas amostras consideradas benignas. O grupo com maior prevalência em gatos foi o de tumores de mama (60%). Discussão: Conforme observado, as fêmeas foram as mais diagnosticadas com neoplasias, similar ao estudo de Barboza et al (2019), podendo estar associado à grande quantidade de tumores de mama. O baixo número de amostras pode ser explicado devido ao fato da população de gatos no Brasil ser menor do que a de cães (IPB, 2022). O laudo inconclusivo reflete a limitação do exame citopatológico, principalmente em relação à obtenção de amostras insuficientes ou hemodiluídas (Braz et al., 2020). A faixa etária dos gatos variou entre 1 a 18 anos, com média de 11,4 anos, evidenciando maior predisposição neoplásica em animais adultos e idosos. Quanto ao padrão racial, gatos sem raça definidas compuseram 100% dos laudos, podendo estar relacionados ao fato de que no HV-UEM a grande maioria dos animais atendidos são sem raça definida. Os tumores com origem epitelial foram os mais prevalentes, totalizando 80% (8/10) dos laudos, podendo relacionar-se com a maior facilidade de diagnóstico através da citopatologia por serem tumores caracterizados como fácil esfoliação celular (Sousa et al., 2022). As neoplasias malignas foram prevalentes com 84,28%, tal fato pode ser explicado devido ao alto índice mitótico desses tumores, que possuem crescimento rápido (Mota et al., 2022). Os tumores mais frequentes, de acordo com a localização anatômica, foram os tumores de mama, cuja justificativa se dá, principalmente, por serem mais visíveis e palpáveis, tanto pelo veterinário quanto pelos tutores, se tornando mais facilmente diagnosticados (Pinello et al., 2022). Conclusão: Os resultados apresentados nesse trabalho evidenciam que animais sem raça definida, do sexo feminino e classificados como idosos apresentaram maior predisposição a neoplasias. Quando relacionada à origem celular, destacam-se as neoplasias de células epiteliais, e em relação ao grau de malignidade, os tumores malignos foram os mais frequentes. Já com relação à localização anatômica das lesões/massas encontradas no paciente, evidenciou-se que as neoplasias de mama foram as mais comuns. |
|
| Referências: BARBOZA, D. V.; et al. Estudo retrospectivo de neoplasma em animais de companhia atendidos no hospital de clínicas veterinárias da Universidade Federal de Pelotas durante 2013 a 2017. Pubvet. V. 13, n. 4, p. 1-12, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.31533/pubvet.v13n4a312.1-12. Acesso em: 14/08/24 BRAZ, P. H.; et al. Citopatologia: Uma forma de diagnóstico em casos de tumores de pele / Cytopathology: A form of diagnosis in cases of skin tumors. BJAER, Curitiba, v. 3, n. 2, p. 334–344, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-736X2016000300008. Acesso em: 07/08/24. IPB - Instituto Pet Brasil. Censo Pet: com alta recorde de 6% em um ano, gatos lideram crescimento de animais de estimação no Brasil. Censo PET IPB. 2022. Disponível em: https://www.institutopetbrasil.com/. Acesso em: 08/08/24. MOTA, M. F.; et al. Retrospective study of neoplastic cytological diagnoses of dogs and cats in an animal pathology laboratory from 2010 to 2020. Res., Soc. Dev., v. 12, n. 8, p. e2312842718, 2023. Disponível em: http://dx.doi.org/10.33448/rsd-v12i8.42718. Acesso em: 16/08/24. PINELLO, K.; et al. Malignancy Analysis of Neoplasms in Dogs and Cats. Vet. Sci., v. 9, n. 10, p. 535, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.3390/vetsci9100535. Acesso: 03/08/24. SILVA, S. A.; et al. Exame citopatológico na medicina veterinária / Cytopathological examination in veterinary medicine. Braz. J. Dev., v. 6, n. 6, p. 39519–39523, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.34117/bjdv6n6-480. Acesso em: 09/08/24. SOUSA, A. L. V.; et al.. Diagnóstico citopatológico de neoplasmas caninos e felinos: estudo retrospectivo / Cytopathological diagnosis of canine and feline neoplasms: retrospective study. Braz. J. Dev., v. 8, n. 2, p. 14947–14961, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-424. Acesso em: 06/08/24. |
|