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| A UTILIZAÇÃO DA FISIOTERAPIA COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DE BEM- ESTAR EM EQUÍDEOS - REVISÃO DE LITERATURA | |
| 1RAFAELA GARCIA INOCÊNCIO, 2MARIA LUIZA VIEIRA MARTINEZ, 3ALINE FERREIRA SOUZA DE CARVALHO, 4VICTOR FERREIRA RIBEIRO MANSUR | |
| 1Acadêmico do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Norte do Paraná 2Acadêmico do curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Norte do Paraná 3Médica Veterinária colaboradora autônoma 4Docente do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Norte do Paraná |
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| Introdução: A fisioterapia na espécie equina é responsável pelo estudo, prevenção e tratamento de distúrbios cinéticos e funcionais, dispondo de recursos usados no condicionamento físico e na reabilitação. As práticas fisioterápicas oferecem diferentes alternativas para o tratamento das lesões e reabilitação equina, além de promover uma melhora da performance esportiva e manutenção da capacidade funcional do animal atleta (McGowan; Goff, 2016). Dentre as técnicas fisioterápicas, pode-se citar o alongamento que é responsável por aumentar a elasticidade e flexibilidade muscular, de modo a melhorar a circulação e auxiliar na eliminação de ácido láctico pelo músculo (Amaral, 2006). Por outro lado, a massagem, por meio de diferentes movimentos, atua no alívio da dor, redução de edemas e recuperação funcional, através de efeitos reflexos e mecânicos (Bauer; Mikail, 2009; Stashak, 1994). Diante disso, torna-se essencial investir em estratégias de cuidado e reabilitação, como a fisioterapia equina, com o intuito de garantir a saúde física desses animais, promovendo bem-estar e qualidade de vida. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão de literatura para avaliar o impacto de técnicas fisioterapêuticas na promoção do bem-estar, flexibilidade, relaxamento e eficiência dos eqüinos. Desenvolvimento: A fisioterapia visa promover o bem-estar animal por meio de métodos minimamente invasivos, que podem ser aplicados sozinhos ou em conjunto com técnicas convencionais (Sousa, 2020). Lesões no aparelho locomotor podem prejudicar os proprioceptores, receptores localizados em cápsulas articulares, tendões e músculos, afetando a forma de locomoção e causando dor, o que torna necessário o treinamento proprioceptivo em programas de reabilitação para corrigir postura, tônus muscular, equilíbrio e coordenação (Amaral, 2006). O alongamento, nesse contexto, promove relaxamento muscular, melhora da coordenação motora, possibilita movimentos mais suaves e harmoniosos, aumenta a consciência corporal e reduz a tensão, com efeitos sobre nervos motores, sensoriais e no sistema nervoso central (Prentice, 2004). Além disso, segundo Oliveira (2019), o ato de alongar reduz a sobreposição dos filamentos musculares, permitindo que os sarcômeros alcancem seu comprimento máximo, posicionando a fibra muscular em repouso e promovendo o alongamento de tendões e fáscias. Por outro lado, exercícios de mobilização dinâmica como por exemplo extensão de cervical, flexão cervical longitudinal e flexão cervical lateral demonstraram ser eficazes no aumento do tamanho do Musculus Multifidus em equinos, com resultados observados após 90 dias de prática. Stubbs et al. (2011) identificaram crescimento significativo em seis pontos ao longo da coluna vertebral, em ambos os lados do corpo. De forma semelhante, Clayton et al. (2010) e Oliveira et al. (2014) observaram desenvolvimento muscular em regiões atrofiadas e melhora na simetria muscular após a aplicação de exercícios funcionais no mesmo período. Outra técnica amplamente empregada é o treinamento proprioceptivo, que visa restaurar o equilíbrio e a postura dos equinos após lesões, atuando diretamente sobre receptores sensoriais localizados em músculos, tendões e articulações (Amaral, 2006). Por último, a massagem é outro método amplamente utilizada na reabilitação e recuperação de animais, sendo eficaz na inibição da dor, além de auxiliar no retorno venoso e linfático e na mobilização de tecidos retraídos, o que promove relaxamento e tranquilidade (Bauer; Mikail, 2009; Stashak, 1994). Entre as principais técnicas, destaca-se o petrissage ou massagem compressiva, que envolve pregueamento, amassamento e fricção de forma circular e rítmica, aplicando pressão com a palma, punho ou dedos, visando mobilizar fluidos, liberar aderências e separar fibras musculares (Scott, 2009; Starkey, 2001). Já o effleurage ou deslizamento é executado suavemente, com aumento gradual da pressão no sentido periférico para o central, auxiliando o retorno venoso e linfático, a qual possui efeito sedativo, prepara músculos tensos para exercícios e alivia a fadiga (Hourdebaigt, 2007; Scott, 2009; Starkey, 2001). A técnica de massagem friccionante descrita por Harman e Ridgway (1999), utiliza objetos simples, como bolas de tênis, para gerar alívio em regiões dolorosas da musculatura através de efeitos relaxantes, estimulantes e analgésicos sobre a musculatura e respeitando a tolerância do animal. Conclusão: É possível notar que o uso integrado da fisioterapia equina possui um impacto positivo na manutenção da saúde física e comportamental dos equinos. As práticas analisadas demonstram ser acessíveis e eficazes para a reabilitação, prevenção de lesões, controle do estresse e promoção do bem-estar, assegurando que os equinos estejam aptos e saudáveis para desempenhar suas funções com segurança e eficácia. |
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| Referências: AMARAL, B. A. Cinesioterapia. In:_______. Fisioterapia Veterinária. São Paulo, Manole, 2006. Cap. 6. BAUER, C.; MIKAIL, S. Massagem. Em: Fisioterapia Veterinária. São Paulo: Manole, n. 2, p. 62-65, 2009. CLAYTON, H. M. et al. Dynamic mobilisations in cervical flexion: Effects on intervertebral angulations. Equine Veterinary Journal, v. 42, p.688-694, 2010. HARMAN, J.; RIDGWAY, K. Equine Back Rehabilitation. Vet. Clin. Equine., v.15, n.1, 1999. HOURDEBAIGT, L T M. Equine Massage: a practical guide. n. 2. New Jersey: Wiley Publishing, 2007. 353p. MCGOWAN, C.; GOFF, L. Animal physiotherapy: assessment, treatment and rehabilitation of animals. n. 2. Liverpool: Wiley Blackwell, 2016. 378 p. OLIVEIRA, K. Pilates para cavalos: Horsemove método. 1. ed. [S.l.]: E-book, 2019. 53 p. OLIVEIRA, K.; VELLUDO G.S.R.; FONSECA, R.; et al. Biometria por ultrassonografia da musculatura epaxial e pélvica em equinos treinados com rédea Pessoa. Ciência Rural, v.44, n. 11, 2014. PRENTICE, W. E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas. n. 2. Porto Alegre, Artmed, 2004. SCOTT, M.; SWENSON, L. A. Evaluating the benefits of equine massage therapy: A Review of the evidence and current practices. J. Equine Vet. Sci., v. 29, n. 9, p. 687-697, 2009. SOUSA, Stephanie Jordane da Silva. Princípios Básicos e Aplicações Clínicas da Fisioterapia Equina. 2020. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Medicina Veterinária) - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas, BA, 2020. Disponível em: https://ri.ufrb.edu.br/bitstream/123456789/4145/1/PRINCIPIOS_BASICOS_APLICACOES_TCC_2020.pdf. Acesso em: 9 de abril de 2025. STARKEY, C. Recursos terapêuticos em fisioterapia. n.2, São Paulo, Manole, 2001. STUBBS, N. C. et al. Dynamic mobilization exercises increase cross sectional area of musculus multifidus. Equine veterinary journal, v. 43, n. 5, p. 522-529, 2011. |
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