DENGUE: UM OLHAR GLOBAL SOBRE A DOENÇA  
1LUCAS PARIZI, 2FERNANDA BISCARO DE CARVALHO, 3LORENA RESENDE RAMOS, 4GUSTAVO SANTIAGO CHARLOTO, 5RODRIGO HERMINIO ROPELATO, 6EGUIMAR ROBERTO MARTINS
1MEDICO RESIDENTE
2MEDICA DE FAMILIA
3MEDICA RESIDENTE
4MEDICO RESIDENTE
5MEDICO RESIENTE
6Docente da UNIPAR
Introdução: Sabe-se, atualmente, que existem 4 classes de DENV, intitulados como DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. (STEPHEN, 2025). A doença transmite-se pelo mosquito do gênero flavivírus, sendo um vírus pequeno e envelopado, englobando o Aedes aegypti ou Aedes albopictus, e é constituída por uma doença febril, autolimitada e quase sempre de casos brandos (STEPHEN, 2025). Quanto ao diagnóstico, o mesmo pode ser feito de várias maneiras, tanto clinicamente quanto por sorologia (IgM/IgG). O tratamento baseia-se no controle dos sintomas, uma vez que não há drogas específicas para tal patologia (STEPHEN, 2025). 
Objetivo: Realizar uma elucidação acerca da dengue, abrangendo características causais envolvidas sobre a doença, dentre as quais: classificação, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. 
Desenvolvimento: No geral grande parte das infecções por DENV geram sintomas moderados, inespecíficos ou dengue clássica. A dengue grave, febre hemorrágica da dengue (FHD)/síndrome do choque da dengue (DSS), se dá em menos de 1% de todas as infecções por DENV (STEPHEN, 2025). Vários fatores  podem estar associados a uma maior gravidade da doença, sendo: exposição prévia à dengue, idade (o risco de FHD diminui com a idade, especialmente após os 11 anos), fatores genéticos, estado nutricional e fatores virais (STEPHEN, 2025). As infecções por dengue que ocasionam a maioria dos sintomas são mais comuns entre adultos e crianças, grande parte das infecções é assintomática ou minimamente sintomática. O vírus apresenta um período de incubação que se altera de 3 a 14 dias; os sintomas costumam se desenvolver entre 4 e 7 dias após a picada de um mosquito contaminado. A infecção pela dengue ocorre em 3 fases: fase febril (com duração de 3 a 7 dias e é composta por febre súbita elevada (≥38,5°C) juntamente de cefaleia, vômitos, dor retro-orbital, mialgia, artralgia e erupção macular transitória em alguns casos); fase crítica (dura de 24 a 48 horas. A maior parte das infecções por DENV que evoluem para a fase crítica é resultado de infecções secundárias mais de 18 meses após a primeira infecção); fase de convalescença (nesta fase o extravasamento de plasma e a hemorragia cessam, os sinais vitais se normalizam e os fluidos acumulados são reabsorvidos) (STEPHEN, 2025). Para diagnosticar a patologia, é necessário suspeitar dela em indivíduos febris que apresentem manifestações clínicas típicas e aspectos epidemiológicos relevantes. Geralmente, o diagnóstico é feito clinicamente com base nas informações fornecidas pelo paciente, embora exames laboratoriais possam ser necessários. O diagnóstico laboratorial pode ser definido diretamente pela detecção de componentes virais no soro ou indiretamente por meio da sorologia. Existem diversos diagnósticos diferenciais a serem considerados, como febre tifóide, infecção aguda do HIV, malária, COVID-19, leptospirose e hepatite viral. (STEPHEN, 2025). Grande parte dos pacientes com dengue não desenvolve doença agressiva, portanto pode ser tratada com segurança ambulatorialmente, todavia até o momento não existe nenhuma terapia antiviral específica disponível. O manejo é de suporte e, em grande parte, consiste na manutenção adequada do volume intravascular. Indivíduos com suspeita de dengue devem ser avaliados cuidadosamente e encaminhados para o atendimento adequado. O reconhecimento precoce da doença grave e a identificação de pacientes com risco aumentado são essenciais, permitindo o início imediato de uma terapia mais agressiva quando necessário. É importante ressaltar que os anti-inflamatórios não esteroidais devem ser evitados, e o tratamento das dores musculares e febre pode ser realizado com paracetamol ou dipirona (STEPHEN, 2025).
Conclusão: É evidente que, de acordo com a alta incidência da dengue em nosso meio, é crucial reconhecer os sintomas predominantes dessa doença viral, bem como o seu diagnóstico e terapia, lembrando que esta última se resume apenas ao tratamento dos sintomas. 
Referências:
STEPHEN, J. T. et al. Infecção pelo vírus da dengue: prevenção e tratamento. UpToDate. Acesso em: 04 set 2025. Disponível em: . 
STEPHEN, J. T. et al. Infecção pelo vírus da dengue: Patogênese. UpToDate. Acesso em: 04 set 2025. Disponível em: . 
STEPHEN, J. T. et al. Infecção pelo vírus da dengue: manifestações clínicas e diagnóstico. Acesso em: 04 set 2025.  Disponível em: .