ATENÇÃO EM URGÊNCIA PARA IDOSOS E CRIANÇAS: ADAPTAÇÃO DO PROTOCOLO MANCHESTER A GRUPOS VULNERÁVEIS  
1RAFAELA BOTEON GEBARA, 2NATALIA GAGLIARDO ARAUJO, 3LUIZA MARTINASSO FABRICIO, 4RENAN ANDRADE FRASQUETTI, 5VITÓRIA GISELLE CASAGRANDE, 6REINALDO HIGASHI YOSHII
1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
4Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR
5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: O Sistema de Triagem de Manchester (STM) é um protocolo utilizado no mundo inteiro para classificação de risco no atendimento de urgência emergência. Todavia, existe uma problemática quanto a grupos vulneráveis, como idosos e crianças (SILVA et al., 2022). No que se refere às crianças, a ausência de comorbidades como critério nos fluxogramas limita a classificação, sendo necessária a implementação de sinais de alarme ou gravidade nos discriminadores (BRAGA et al., 2022). No cenário dos idosos, a dificuldade está relacionada à falta de conhecimento sobre o STM, que prejudica a priorização de atendimento, impactando diretamente no fluxo das unidades de saúde (LIMA et al, 2022). Diante disso, torna-se necessária uma adaptação do protocolo para garantir maior precisão e equidade na triagem desses grupos (SILVA et al., 2022). 
Objetivo: Realizar uma revisão bibliográfica sobre a adaptação do Protocolo de Manchester aplicado em serviços de urgência, com ênfase nas especificidades do atendimento a idosos e crianças. 
Desenvolvimento: A triagem em serviços de emergência é fundamental para manter um atendimento organizado, priorizando pacientes de acordo com a gravidade clínica (SOUZA et al., 2024). Diante da crescente demanda nos serviços de urgência e emergência, despertada por fatores como o envelhecimento da população, o  aumento de atendimentos pediátricos e busca de atendimentos em unidades de emergência por pacientes considerados de baixa complexidade devido a falta de acesso ao cuidado primário; o uso de metodologias para realizar a sistematização da triagem torna-se essencial para haja um atendimento rápido, eficiente, seguro e humanizado (LIMA et al, 2022). O principal sistema de triagem utilizado no Brasil, é o Sistema de Triagem de Manchester (STM), encarregado de organizar o atendimento concorde o grau de urgência clínica (SOUZA et al., 2024). Nos últimos anos, com o aumento da população pediátrica, foi detectado a presença de diversas limitações na abordagem desta comunidade, uma vez que não foi originalmente projetado para tal público; na pediatria, a triagem desses paciente se torna ainda mais desafiador, visto que as crianças apresentam sinais e sintomas atípicos, além de fatores emocionais e comunicacionais que influenciam na percepção e relato dos sintomas pelas crianças e cuidadores (SOUZA et al., 2024). Portanto, a triagem eficaz em pacientes pediátricos é essencial para evitar atrasados em atendimentos graves, visto que erros na classificação de risco podem ocasionar desfechos negativos e a superlotação hospitalar, o que impacta diretamente na morbimortalidade infantil; nesse sentido, o sucesso da triagem pediátrica não depende exclusivamente do protocolo de triagem escolhido, mas bem como do treinamento contínuo dos profissionais, da padronização dos critérios clínicos e da incorporação de tecnologias de apoio à decisão (SOUZA et al., 2024). Outro fator para que ocorra um aumento na demanda de atendimentos, como já citado, é o envelhecimento da população e suas demandas de carga de doença, no qual pacientes com mais de 65 anos apresentam um aumento progressivo na necessidade de cuidados de emergência (LIMA et al., 2022).  A população idosa representa aproximadamente 20% de todas visitas, sendo uma parcela significativa de consultas em unidades emergenciais; além disso, literaturas demonstram que pacientes mais idosos possuem problemas médicos e sociais mais complexos, o que ocasiona um aumento no tempo de avaliação desses pacientes, assim como um maior uso de recursos se comparado com adultos jovens (LIMA et al., 2022).
Conclusão: A adaptação do Sistema de Triagem de Manchester para grupos vulneráveis, como crianças e idosos, é necessária para garantir um atendimento seguro e eficiente em serviços de urgência e emergência como encontrado na literatura pesquisada. Para crianças, a identificação precoce de sinais de gravidade é essencial para prevenir atrasos no atendimento e reduzir a morbimortalidade infantil. Já para os idosos, a atenção às complexidades clínicas e sociais aumentam a precisão da classificação de risco e otimizam o uso de recursos. Dessa forma, reafirma-se a necessidade de constantes ajustes nos serviços de emergência, para garantir que a triagem supra as demandas de todos os pacientes. 
Referências:
BRAGA, M. D. et al. Aplicabilidade do Sistema de Triagem de Manchester em pacientes pediátricos. Revista Acervo Mais em Saúde, v. 1, n. 2, p. 1–9, 2022. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/672. Acesso em: 20 ago. 2025.
FERNANDES, V. F. et al. Protocolo de Manchester em idosos atendidos em unidade de emergência: uma análise crítica. Lume Repositório Digital da UFRGS, 2021. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/221606. Acesso em: 20 ago. 2025.
LIMA, T. A. et al. Limitações do uso do Protocolo de Manchester em populações específicas. Anais do 11º Congresso Brasileiro de Enfermagem em Geriatria e Gerontologia, 2022. Disponível em: https://portal.eventosaben.org.br/11jbeg/anais/resumos/resAnexo1-0011-0023.pdf. Acesso em: 20 ago. 2025.
SILVA, R. J. et al. Atendimento de urgência e emergência a idosos: análise do uso do Sistema de Triagem de Manchester. 2022. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2022. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/240992/001141076.pdf?sequence=1. Acesso em: 20 ago. 2025.
SOUZA, L. P.; MENDES, F. R. Adaptação do Protocolo de Manchester a grupos vulneráveis: revisão de literatura. Archives of Health, v. 6, n. 1, p. 55–68, 2024. Disponível em: https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/3095. Acesso em: 20 ago. 2025.