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ATRASO E HESITAÇÃO VACINAL EM PAIS DE CRIANÇAS: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA AMPLIAR A COBERTURA VACINAL NO BRASIL |
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| 1RICARDO ENRIQUE GIMENES DA SILVA, 2LIVIA MALVEZZI LAGO, 3JULIA SANTOS SOARES, 4RAFAELA GUIMARÃES DE OLIVEIRA, 5CAROLINA GREGORIO DE LIMA, 6KELSON RUDY FERRARINI | |
| 1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A vacinação é uma das estratégias mais eficazes de saúde pública, responsável pela prevenção de doenças, pelo controle de surtos e pela redução da mortalidade. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, consolidou-se como referência internacional devido às campanhas de ampla cobertura e aos expressivos resultados alcançados, como a erradicação da poliomielite e o controle de doenças imunopreveníveis, incluindo sarampo, difteria e rubéola (Parreira et al., 2025). Contudo, a hesitação vacinal - caracterizada pelo atraso ou recusa na aceitação das vacinas, mesmo quando disponíveis - tem se configurado como um desafio crescente para a saúde pública. Esse fenômeno contribui para a queda das taxas de imunização, favorecendo o reaparecimento de enfermidades já controladas e o surgimento de novos casos de doenças preveníveis (Antunes et al., 2024). Objetivo: Analisar os principais fatores responsáveis pela redução da cobertura vacinal no Brasil e discutir estratégias que possam mitigar essa problemática. Desenvolvimento: A análise da queda vacinal no Brasil envolve múltiplas dimensões históricas, sociais, econômicas e estruturais. Como política pública, a imunização fundamenta-se em princípios epidemiológicos e imunológicos que garantem a proteção individual e coletiva por meio da indução da imunidade ativa (Parreira et al., 2025). Nesse cenário, a expansão dos movimentos antivacina evidencia a necessidade de fortalecer a educação em saúde como ferramenta essencial para promover confiança e adesão às vacinas. Entre as medidas destacam-se a capacitação contínua dos profissionais de saúde, o aprimoramento das estratégias de comunicação e a adaptação das políticas públicas, com foco no enfrentamento da desinformação (Araújo et al., 2024). Pesquisas demonstram que as fake news exercem impacto negativo direto sobre a confiança da população nas vacinas, reduzindo a cobertura vacinal. Em contrapartida, ações educativas fundamentadas em evidências, como campanhas midiáticas e materiais audiovisuais acessíveis, têm se mostrado eficazes para combater a desinformação e estimular a adesão às práticas de imunização (Costa et al., 2025). Conclusão: A vacinação permanece como medida profilática essencial à saúde pública no Brasil. Entretanto, enfrenta barreiras relacionadas à hesitação vacinal e à propagação de informações falsas. O fortalecimento das políticas públicas, aliado a estratégias educativas baseadas em evidências, mostra-se fundamental para ampliar a adesão da população e assegurar a proteção coletiva. |
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| Referências: ANTUNES, Lavínia Mubarack et al. Hesitação vacinal infantil: uma revisão bibliográfica sobre os desafios e perspectivas na saúde pública. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 12, p. 4081-4095, 2024. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/17665/10097. Acesso em: 1 out. 2025. ARAÚJO, Dina Márcia de Sousa et al. Cobertura vacinal: fatores importantes para adesão no processo de imunização. Revista Foco, v. 17, n. 10, p. 01–19, 2024. Disponível em: https://encurtador.com.br/528qV. Acesso em: 1 out. 2025. COSTA, Camilly Beatriz Vieira et al. Contribuições da educação em saúde para o aumento da cobertura vacinal. Revista Delos, Curitiba, v. 18, n. 68, p. 01–18, 2025. Disponível em: https://ojs.revistadelos.com/ojs/index.php/delos/article/view/5361/2967. Acesso em: 1 out. 2025. PARREIRA, Emilly De Paula Da Silva et al. Desafios e estratégias para ampliação da cobertura vacinal no Brasil: o papel da saúde pública. Revista Caribeña de Ciencias Sociales, Miami, v. 14, n. 2, p. 01–12, 2025. Disponível em: https://www.revistacaribena.com/ojs/index.php/rccs/article/view/4460/3107. Acesso em: 1 out. 2025. |
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