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| CRIPTORQUIDIMSO UNILATERAL EM EQUINO – RELATO DE CASO | |
| 1MARIA LUIZA VIEIRA MARTINEZ, 2RAFAELA GARCIA INOCÊNCIO, 3MURILO SOUZA GONÇALVES, 4ALANIS CAROLINA ARIAS, 5VICTOR FERREIRA RIBEIRO MANSUR | |
| 1Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Norte do Paraná. 2Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Norte do Paraná. 3Residente do Hospital Veterinário da Universidade Estadual do Norte do Paraná. 4Residente do Hospital Veterinário da Universidade Estadual do Norte do Paraná. 5Docente do Curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Norte do Paraná. |
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| Introdução: O criptorquidismo é uma falha que ocorre durante a descida dos testículos para o escroto, trata-se do tipo mais comum de diferenciação anômala do sistema genital masculino, sendo frequente em equinos (Hafez & Hafez, 2004). A mencionada falha pode fazer com que os testículos do animal se encontrem retidos em diferentes localizações anatômicas, como por exemplo, na cavidade abdominal, em região de canal ingnal e até mesmo subcutaneamente no anel ingnal (Amann e Veeramachaneni, 2007). Criptorquidas unilaterais desenvolvem suas características sexuais secundárias de maneira normal, porém, apresentam concentrações espemáticas reduzidas, uma vez que seus testículos produzem e secretam testorterona em níveis próximos aos normais (Thomassinn, 2005). Ademais, é frequente que equinos com criptorquidia unilateral possuam testículo retido, hipoplásico e afuncional quanto a produção espermática, embora mantenha a atividade glandular (Hafez & Hafez, 2004). O tratamento instituído é a remoção cirúrgica dos testículos abdominais e escrotais, uma vez que a presença de tumores é considerada comum em animais com tal condição (Hafez & Hafez, 2004). Relato de Caso: Um paciente equino, Paint Horse, 5 anos, macho fértil, 440 Kg, foi atendido no hospital veterinário. Na ocasião, proprietário relatou que aos dois anos e meio do animal indentificou que o testículo esquerdo não havia migrado para o escroto, porém esse apresentava comportamento esperado de um garanhão. Descreveu que, anterior a entrada ao hospital veterinário, havia sido realizada ultrassonografia, a qual evidenciou a presença do testículo esquerdo em região abdominal. Assim, animal foi submetido a procedimento cirúrgico de orquiectomia, para o protocolo anestésico utilizou-se Detomidina (20 µg/kg, IV), Butorfanol (10 µg/kg, IV), Cetoprofeno (3 mg/kg, IM), Cetamina (3 mg/kg, IV) e Midazolam (0,1 mg/kg, IV), paciente foi mantido em plano anestésico através de anestesia multimodal com Isofluorano (1mg/ml, via inalatória) e Tripple drip (1ml/kg/h, IV), sendo esse composto por uma bolsa de EGG ppu, utilizando 1 ml/kg, associado á Xilazina 2% (0,5 mg/kg) e Cetamina 10% (1 mg/kg), por fim, posicionado em decúbito dorsal. A orquiectomia foi realizada por acesso pelo anel ingnal esquerdo, por técnica aberta, com aplicação de Lidocaína (0,43 mg/kg, intratesticular) após a exteriorização do testículo, posteriormente foi realizada ligadura e transfixação do cordão espermático com fio de ácido poliglicôlico, número 2.0, e posterior emasculação desse, na sequência o testiculo foi incisado e removido. A abdominorafia foi realizada pela síntese do anel inguinal, utilizando sutura padrão sultan e fio ácido poliglicolico, número 2, redução do espaço morto por aproximação do tecido subcutâneo, com sutura padrão Reverdin com fio ácido poliglicôlico, número 2, já a pele foi suturada utilizando padrão Sultan com fio absorvível 2.0. Ademais, no testículo contralateral foi realizada técnica semi-aberta, e bloqueio intratesticular com o mesmo fármaco. No pós cirúrgico instituiu-se Ceftofur ( 4 mg/kg IV7 dias), Cetoprofeno (3 mg/kg, IM, por 3 dias), massagem com pomada (Top Gel) em face medial da coxa e prepúcio, além de apliacação de spray repelente e caminhadas diárias. O paciente recebeu alta médica após 10 dias com instruções de realizar curativo no sítio cirúrgico duas vezes ao dia, através de limpeza da ferida com solução Dakin e solução degermante e, posterior a limpeza e enxágue, instilação de iodo PVPI tópico. Discussão: No caso o animal apresentava comportamento típico de garanhão, uma vez que, a criptorquidia pode propociar o aumento da libído, o que pode ser comprovado quando utiliza-se o exame de dosagem de testosterona sérica como forma diagnóstica, sendo esses semelhantes aos garanhões normais (Melo et al., 2024). Devido a produção de testosterona pelas células de Leydig não ser afetada (Thomassian, 2005). É notório que testículos retidos em antímero esquerdo costumam apresentar posicionamento abdominal (Lu, 2005), como o descrito. Ao nasciemnto, os potros apresentam ambos testículos em bolsa escrotal, quando isso não ocorre esses animais se tornam predispostos a tal enfermidade, e ao atingirem idade de 2 a 3 anos, esse posicionamento anormal caracteriza o animal como criptorquida ingnal ou abdominal (Thomassian, 1996). O tratamento recomendado pela literatura é a remoção cirúrgica dos testículos, tendo em vista que sua retenção predispõe a processos neoplásicos (Thomassian, 2005). Entretanto, as gônodas de animais criptorquidas unilaterais permanecem funcionais, sendo recomendada a orquiectomia, pela sua característica hereditária (Nascimento; Santos, 1997). Conclusão: Perante o exposto, o tratamenrto recomendado pela literatura em casos de criptorquidismo, seja uni ou bilateral, é a remoção cirúgica, uma vez que, tal patologia está associada a predisposição à processos neoplásicos quando não tratados, além de se tratar de uma carctesística hereditária indesejável. Sob esse prisma, o tratamento farcamológico e a intervenção cirúrgica realizadas no relato mostram-se eficazes para o tratamento, propiciando a recuperação plena do paciente. |
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| Referências: AMANN, R. P.; VEERAMACHANENI, D. N. R. Cryptorchidism in common eutherian mammals. Reproduction, v. 133, p. 541–561, 2007. BOOTHE, H. W. Testículos e epidídimos. In: SLATTER, D. H. Manual de cirurgia de pequenos animais. São Paulo: Manole, 1998. v. 2, cap. 97, p. 1581–1592. HAFEZ, E. S. E.; HAFEZ, B. Reprodução animal. 7. ed. São Paulo: Manole, 2004. LU, K. G. Clinical diagnosis of the cryptorchid stallion. Clinical Techniques in Equine Practice, v. 4, p. 250–256, 2005. MELO, U. P.; FERREIRA, C. Criptorquidismo em equinos: revisão de literatura e relato de 20 casos. Revista Brasileira de Medicina Veterinária, v. 56, n. 2, p. 150–156, 2024. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/352927158_Criptorquidismo_em_equinos_Revisao_de_literatura_e_relato_de_20_casos. Acesso em: 22 ago. 2025. NASCIMENTO, E. F.; SANTOS, R. L. Patologias da bolsa escrotal e dos testículos. In: NASCIMENTO, E. F. Patologia da reprodução dos animais domésticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. p. 83–93. THOMASSIAN, A. Enfermidades dos cavalos. 4. ed. São Paulo: Livraria Varela, 2005. |
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