OCORRÊNCIA DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NA POPULAÇÃO JOVEM  
1EMILLY SKRAVONSKI, 2JULIANE GRANATA, 3INGRID CAROLINE DOS ANJOS, 4VITORIA EDUARDA SOARES CARRIEL, 5ARIELI DE OLIVEIRA MAGALHAES, 6BRUNA TAIS ZACK
1Acadêmica do curso de enfermagem da UNIPAR
2Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
3Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
4Acadêmica do Curso de Enfermagem da UNIPAR
5Acadêmico do Curso de Enfermagem da UNIPAR
6Docente da UNIPAR
Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) estão entre os problemas de saúde pública mais comuns em todo o  mundo. Entre suas consequências estão a infertilidade feminina e masculina, a transmissão de mãe para filho (transmissão vertical),  determinando perdas gestacionais ou doenças congênitas, e o aumento do risco para a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência  Humana, do inglês, Human Immunodeficiency Virus (HIV), (SILVA, 2022). Na população jovem, não somente acontece devido à  falta de informação, como também é resultado de alguns fatores culturais que acontecem contra a sua prevenção, isso determina que  em países com regiões de menor desenvolvimento acontece um aumento na propagação das infecções por transmissão sexual entre a  população mais jovem (MONTE, 2024).
Objetivo: Descrever os fatores comportamentais associados ao risco de ISTs entre  adolescentes.
Desenvolvimento: Para subsidiar os resultados, foi realizada uma revisão de literatura no site Scielo. As Doenças  Sexualmente Transmissíveis referem-se a infecções causadas por diferentes agentes patogênicos que são transmitidas, principalmente,  por meio do contato sexual. Estes agentes incluem bactérias, vírus, fungos e parasitas. Eventualmente essas ISTs, podem ser curadas  se forem tratadas de forma correta, em visão geral de tratamentos para cada doença sexualmente transmissível (THAYNA, 2024). A  vacinação com as vacina Papiloma Vírus Humano (HPV) pode prevenir muitos tipos de HPV e reduzir o risco de câncer cervical,  visto que o HPV é um fator predisponente do câncer de colo uterino. Nesse sentido, um estudo realizado em 2018 com 8.562 jovens  sexualmente ativos entre 16 e 25 anos das 26 capitais e do distrito federal demonstraram prevalência de IST de 12% e associação com  características sociais e comportamentais, tais como consumo de álcool e drogas ilícitas, práticas sexuais que não a vaginal, número  elevado de parceiros, relações homossexuais masculinas e baixa escolaridade. Os resultados desse estudo indicam uma alta  prevalência de ISTs entre os jovens e adolescentes com variações regionais significativas (MONTE, 2024). O mesmo estudo  demonstrou prevalência nacional de comportamento sexual de risco em 40,3% dos adolescentes, com menores proporções nas regiões  Centro-Oeste e Norte Entre as regiões do país, a prevalência de CSR foi mais elevada no Sudeste (43,5%) e mais baixa na região  Norte (37,4%). Do mesmo modo, resultados semelhantes foram observados em 2005 ao se analisar o uso do preservativo entre jovens  de 16 a 24 anos, identificando as regiões Norte e Nordeste com as maiores prevalências de uso de preservativo, tanto de maneira  consistente nos últimos 12 meses como na última prática sexual (MONTE, 2024). Fatores como a iniciação sexual precoce, uso  inconsistente de preservativos e barreiras socioeconômicas foram identificados como principais contribuintes (MONTE, 2024).  Embora existam intervenções eficazes, como a educação sexual abrangente, persistem desafios relacionados às desigualdades no  acesso a serviços de saúde sexual, especialmente em regiões de baixa renda (TAQUETE, 2004). A alta incidência de ISTs entre  adolescentes exige uma abordagem multifacetada para a prevenção e controle, incluindo educação sexual, acesso melhorado a  serviços de saúde, acesso a testes regulares e ao tratamento e intervenções adaptadas às necessidades dos jovens podem reduzir  significativamente a prevalência de ISTs (THAYNA, 2024).
Conclusão: A implementação de estratégias eficazes de prevenção,  educação e tratamento é crucial para reduzir a prevalência de ISTs entre jovens e melhorar sua saúde sexual e reprodutiva. A alta  prevalência de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens destaca a necessidade urgente de intervenções direcionadas a esse  grupo, sobretudo em relação a políticas de prevenção e promoção de saúde. Ainda, para melhor compreensão das ISTs ao longo da  sua história natural das doenças, bem como o caráter dinâmico da incidência dos agravos, faz-se necessária a continuidade de estudos  que abordem o tema. 
Referências:
MONTE, L. L.; RUFINO, A. C.; MADEIRO, A. Prevalência e fatores associados ao comportamento sexual de risco de adolescentes escolares brasileiros. Ciência & Saúde Coletiva, v. 29, p. e03342023, 2 fev. 2024.
TAQUETTE, S. R.; VILHENA, M. M. DE; PAULA, M. C. DE. Doenças sexualmente transmissíveis na adolescência: estudo de fatores de risco. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 37, n. 3, p. 210–214, 1 jun. 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0037-86822004000300003. Acesso em: 22 ago. 2025.
THAYNA, G. et al. A incidência das infecções sexualmente transmissíveis na adolescência. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina) – Centro Universitário Anhanguera de Santo André, Santo André, 2024. Disponível em: 2024-trabalho-24877.pdf. Acesso em: 22 ago. 2025.