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| FREQUÊNCIA DE TRANSTORNOS ALIMENTARES EM ESTUDANTES DO CURSO DE NUTRIÇÃO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA | |
| 1CRISTIAN KREUCH CADORE, 2LARISSA SALLA | |
| 1Acadêmico do Curso de Nutrição - Universidade Paranaense - UNIPAR - Francisco Beltrão (PR) – Brasil.¹ 2Docente do Curso de Nutrição - Universidade Paranaense - UNIPAR - Francisco Beltrão (PR) – Brasil.² |
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| Introdução: Os Transtornos Alimentares (TAs) foram condições psiquiátricas multifatoriais caracterizadas por alterações persistentes nos padrões alimentares e na percepção da imagem corporal, podendo acarretar complicações clínicas graves e elevado índice de morbimortalidade. Os principais diagnósticos incluíram anorexia nervosa, caracterizada por restrição alimentar, intenso medo de ganho de peso e distorção da autoimagem; bulimia nervosa, definida por episódios de compulsão seguidos de comportamentos compensatórios inadequados; e transtorno de compulsão alimentar periódica, marcado por ingestão excessiva de alimentos sem práticas purgativas, mas com sofrimento psicológico significativo (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2014). A fase universitária representou período de vulnerabilidade, influenciada por mudanças na rotina, maior autonomia e exigências acadêmicas. Essa realidade foi especialmente relevante em cursos da saúde, nos quais a valorização da imagem corporal se associou à expectativa de sucesso profissional (CARDOSO et al., 2020). Objetivo: Realizar uma revisão bibliográfica sobre a frequência de transtornos alimentares em estudantes do curso de nutrição. Desenvolvimento: Os TAs envolveram comportamentos alimentares inadequados, preocupações excessivas com peso e corpo, além de prejuízos físicos e psicológicos. No contexto acadêmico, a literatura indicou que estudantes de Nutrição apresentaram maior vulnerabilidade devido à constante exposição a conteúdos sobre dieta, saúde e estética, o que intensificou a preocupação com a imagem corporal e o risco de internalizar padrões estéticos rígidos. O Eating Attitudes Test (EAT-26), instrumento validado nacional e internacionalmente, destacou-se como ferramenta eficaz para rastrear atitudes alimentares anormais e identificar risco para TAs, permitindo detecção precoce e prevenção (BIGHETTI, 2003; ALVARENGA; SCAGLIUSI; PHILIPPI, 2011). Estudos que utilizaram o EAT-26 revelaram prevalências preocupantes e sugeriram que fatores individuais e acadêmicos aumentaram o risco de TAs. Caram e Lazarine (2013), em pesquisa com 119 estudantes de Nutrição, Psicologia e Educação Física, verificaram risco significativo para TAs, sendo mais elevado entre alunos de Nutrição (33,3%) e no sexo feminino (25%). Moreira et al. (2017) identificaram que 76,1% das estudantes de Nutrição e 67,5% das de Administração apresentaram insatisfação com sua imagem, associada a sintomas de anorexia e bulimia, evidenciando a relação entre percepção distorcida do corpo e comportamentos alimentares de risco. Complementarmente, a insatisfação corporal relacionou-se a estresse acadêmico, comparação social e crenças culturais sobre o corpo ideal, reforçando a necessidade de estratégias preventivas no contexto universitário (CARDOSO et al., 2020). Dessa forma, a exposição contínua a informações sobre dietas e padrões estéticos consolidou crenças distorcidas sobre o corpo e a alimentação, promovendo a manifestação de sintomas de TAs. Conclusão: A revisão demonstra alta frequência de insatisfação corporal e comportamentos alimentares de risco entre universitários, sobretudo no curso de nutrição, evidenciando que fatores socioculturais e acadêmicos exercem papel determinante na relação com a alimentação e a imagem corporal. Esses achados reforçam a urgência de políticas institucionais voltadas à promoção da saúde mental e à prevenção de TAs no ambiente acadêmico, bem como a relevância de novas pesquisas que avaliem esse fenômeno em diferentes contextos, subsidiando estratégias educativas e assistenciais eficazes. |
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| Referências: ALVARENGA, M. S. dos; SCAGLIUSI, F. B.; P., S. T. Comportamento de risco para transtorno alimentar em universitárias brasileiras. Rev. Psi. Clínica, v. 38, n. 1, p. 3-7, 2011. Disponível em:https://www.scielo.br/j/rpc/a/hMmvJxRbLYtWm6ktCmFyY3w/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 24 ago. 2025. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. Tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento et al.; Revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli et al. Porto Alegre: Artmed, 2014. Disponível em: https://dislex.co.pt/images/pdfs/DSM_V.pdf. Acesso em: 23 ago. 2025. BIGHETTI, F. Tradução e validação do Eating Attitudes Test (EAT-26) em adolescentes do sexo feminino na cidade de Ribeirão Preto - SP. Dissertação (Mestrado em Enfermagem em Saúde Pública) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2003. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-12042004-234230/publico/tese.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025. CARAM, A. L. A.; LAZARINE, I. F. Atitudes alimentares em universitários dos cursos de Nutrição, Educação Física e Psicologia de uma instituição privada. J. Health Sciences Institute, v. 31, n. 1, p. 71-74, 2013. Disponível em:https://repositorio.unip.br/wp-content/uploads/2020/12/V31_n1_2013_p71a74.pdf. Acesso em: 22 ago. 2025. CARDOSO, L. et al. Insatisfação com a imagem corporal e fatores associados em estudantes universitários. J. Brasileiro Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 69, n. 3, p. 156-164, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/PkBT45dVrcWb4rDxMssZZFp/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 22 ago. 2025. MOREIRA, D. E. et al. Transtornos alimentares, percepção da imagem corporal e estado nutricional: estudo comparativo entre estudantes de Nutrição e Administração. Rev. Ass. Brasileira de Nutrição, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 18–25, jul./jun. 2017. Disponível em: https://www.rasbran.com.br/rasbran/article/view/232/153. Acesso em: 23 ago. 2025. |
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