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| ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS PULMONARES ASSOCIADAS AO COVID-19 | |
| 1KELORI PAVLAK MORETTO, 2EDUARDO HENRIQUE BARBOSA DA SILVA, 3RICARDO MARCELO ABRAO | |
| 1Acadêmico do curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmico do curso de Medicina da UNIPAR 3Professor Titular do curso de Medicina da UNIPAR |
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| Introdução: A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, representa uma das maiores emergências do século XXI, apresentando impacto significativo sobre o sistema respiratório, especialmente os pulmões. Como descrito por Loureiro et al. (2020), a doença se caracteriza por uma ampla variabilidade clínica, indo desde quadros leves até pneumonia grave, Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e falência multiorgânica. Essa variação depende de fatores como idade, presença de comorbidades e resposta imune do hospedeiro (POTRICH et al., 2023). Objetivos: Analisar, por meio de revisão bibliográfica, as principais alterações pulmonares e os mecanismos fisiopatológicos associadas à infecção pelo SARS-CoV-2, assim como, discutir sobre os achados histopatológicos e de imagem relacionados à COVID-19. Desenvolvimento: A COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, é uma doença respiratória aguda que apresenta ampla variabilidade clínica, podendo se manifestar desde um quadro gripal leve até a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) e falência de múltiplos órgãos. O vírus, pertencente ao grupo dos coronavírus (CoVs), possui um genoma que codifica quatro proteínas estruturais principais: spike (S), envelope (E), membrana (M) e nucleocapsídeo (N) (LOUREIRO et al., 2020). A entrada do vírus nas células hospedeiras ocorre pela ligação à enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2), com auxílio de proteases endossômicas de pH ácido (DE ALMEIDA GUERRA et al., 2022). Segundo Loureiro et al. (2020), a resposta inflamatória gerada pela infecção é intensa, marcada por linfopenia — principalmente de células TCD4+, TCD8+, B e natural killer — e liberação massiva de citocinas pró-inflamatórias, como IL-6, TNF-α e IL-1β, culminando na chamada “tempestade de citocinas”. Essa resposta compromete significativamente o pulmão, com alterações patológicas que incluem: destruição difusa do epitélio alveolar; dano capilar; formação de membrana hialina; proliferação fibrosa septal alveolar; e consolidação pulmonar (SCHMIDT; PIVA; SBRUZZI, 2022). No contexto pulmonar, destaca-se o dano alveolar difuso (DAD), caracterizado por exsudatos alveolares intensos, membranas hialinas, edema septal e infiltração linfocítica leve/moderada e destruição do epitélio alveolar. Alterações macroscópicas observadas em autópsias incluem consolidações pulmonares, pericardite e pleurisia (DE ALMEIDA GUERRA et al., 2022). A COVID-19 está fortemente associada à destruição do epitélio alveolar, dano capilar, formação de membrana hialina, proliferação fibrosa septal e consolidação pulmonar. Esses achados podem persistir mesmo após a alta hospitalar, com alterações tomográficas residuais visíveis por meses (SCHMIDT; PIVA; SBRUZZI, 2022; MO et al., 2020). A tomografia computadorizada (TC) de tórax é considerada o principal exame de imagem para avaliação do comprometimento pulmonar, sendo seus achados mais comuns as opacidades em vidro fosco (88%), distribuição periférica (76%) e comprometimento multilobar (78,8%). Outras alterações incluem consolidações, espessamento septal interlobular, bronquiectasias e espessamento pleural, embora achados como linfadenopatia, derrame pleural e pericárdico sejam menos frequentes, mas associados a pior prognóstico (LOUREIRO et al., 2020). Além do envolvimento pulmonar agudo, pacientes com COVID-19 apresentam risco aumentado para eventos tromboembólicos, como embolia pulmonar e trombose venosa profunda (POTRICH et al., 2023). A hipoxemia grave, alteração da complacência pulmonar e acúmulo de fluido nos alvéolos são consequências diretas da resposta inflamatória exacerbada e do dano alveolar. A gravidade da COVID-19 é classificada com base em achados clínico-radiológicos, variando de casos leves, sem evidência radiográfica de pneumonia, até casos críticos com insuficiência respiratória e necessidade de ventilação mecânica. Mesmo após a recuperação clínica, muitos pacientes mantêm comprometimento funcional e estrutural pulmonar por tempo indeterminado, como evidenciado por anormalidades persistentes em TC (MO et al., 2020). Conclusão: A infecção pelo SARS-CoV-2 provoca alterações pulmonares significativas e multifatoriais, que vão desde manifestações clínicas leves até quadros graves de insuficiência respiratória e lesão alveolar difusa. Além disso, as possíveis sequelas pulmonares de longo prazo ressaltam a importância do acompanhamento contínuo dos pacientes mesmo após a fase aguda da COVID-19. Portanto, compreender os mecanismos fisiopatológicos e os padrões radiológicos associados à infecção é essencial para o manejo clínico adequado e para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficazes. |
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| Referências: LOUREIRO, Camila Melo Coelho et al. Alterações pulmonares na COVID-19. Revista científica hospital santa izabel, v. 4, n. 2, p. 89-99, 2020. Disponível em: https://revistacientifica.hospitalsantaizabel.org.br/index.php/RCHSI/pt_BR/article/view/175. Acesso em 17 ago. 2025. DE ALMEIDA GUERRA, Ana Ellen et al. Alterações patológicas e radiológicas à infecção por COVID-19: Uma revisão da literatura. Research, Society and Development, v. 11, n. 8, p. e19911830805-e19911830805, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/rsd/article/view/30805/26411. Acesso em 17 ago. 2025. SCHMIDT, Débora; PIVA, Taila Cristina; SBRUZZI, Graciele. Função pulmonar e força muscular respiratória na alta hospitalar em pacientes com COVID-19 pós internação em Unidade de Terapia Intensiva. Fisioterapia e Pesquisa, v. 29, n. 2, p. 169-175, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/fp/a/DL3wCzFv5xj57yr5KC3yGMb/. Acesso em 17 ago. 2025. MO, Xiaoneng et al. Abnormal pulmonary function in COVID-19 patients at time of hospital discharge. European Respiratory Journal, v. 55, n. 6, 2020. Disponível em: https://publications.ersnet.org/content/erj/55/6/2001217. Acesso em: 17 ago. 2025. POTRICH, Rafaela et al. Alterações histopatológicas pulmonares e patogenia da covid-19: uma revisão literária. Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação, v. 4, n. 1, p. 91-115, 2023.Disponível em: https://periodicos.baraodemaua.br/index.php/cse/article/view/371/465. Acesso em 17 ago. 2025. |
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