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| POTENCIAL FOTOPROTETOR DE ESPÉCIES DA FAMÍLIA MYRTACEAE | |
| 1MARIANA RODRIGUES VILAS BOAS, 2ELOISA CRISTINA DOS SANTOS, 3BRUNA BELINI, 4SUELEN PEREIRA RUIZ HERRIG, 5ZILDA CRISTIANI GAZIM, 6MARIA GRACIELA IECHER FARIA NUNES | |
| 1Doutoranda em Biotecnologia Aplicada à Agricultura, Unipar, Umuarama–PR 2Aluna PIC do Curso de Graduação em Biomedicina, Unipar, Umuarama–PR 3Doutoranda em Biotecnologia Aplicada à Agricultura, Unipar, Umuarama–PR 4Docente do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Aplicada à Agricultura, Unipar, Umuarama–PR 5Docente do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Aplicada à Agricultura, Unipar, Umuarama–PR 6Docente do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Aplicada à Agricultura, Unipar, Umuarama–PR |
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| Introdução: A radiação ultravioleta (UV) pode desencadear respostas cutâneas como queimaduras, manchas, câncer de pele e envelhecimento precoce (Duarte et al., 2024). E uma forma de prevenção aos fotodanos é a utilização dos filtros solares (FPS), porém compostos ativos como oxibenzona e o octinoxato, podem provocar dermatite de contacto, mutações, alergias e até mesmo o câncer (Rocha, 2021). Em contrapartida, os ativos naturais têm como proposta substituir ou diminuir a quantidade desses ativos sintéticos, e por apresentarem maior segurança e valor acessível têm incentivado as pesquisas com plantas nativas e a criação de programas de prevenção ao câncer de pele (Duarte et al., 2024). Espécies da família Myrtaceae como a jabuticaba, goiaba, gabiroba, pitanga e eucalipto estão distribuídas por quase todo o território brasileiro e têm apresentado potenciais biológicos como antioxidante, antimicrobiano e fotoprotetor (Flora do Brasil, 2020). Objetivo: O trabalho tem como objetivo destacar espécies da família Myrtaceae que apresentam potencial fotoprotetor. Desenvolvimento: A exposição controlada da luz solar, estimula a síntese de fatores benéficos ao organismo humano como a absorção do cálcio à regulação do sono, a produção de beta-endorfina (sensação de bem-estar), auxilia na redução da pressão sanguínea e ajuda também no tratamento da deficiência de vitamina D. Já a exposição excessiva é a causadora do envelhecimento precoce, queimaduras solares, hiperpigmentações e atua no desenvolvimento do câncer de pele (Rocha, 2021). Devido ao aumento da incidência dos raios ultravioletas, nos últimos anos, tem crescido a procura por filtros solares como forma de prevenção aos danos à pele. Porém os compostos químicos utilizados nas formulações dos FPS podem causar alergias, neurotoxicidade e efeitos hormonais prejudiciais (Rocha, 2021), um exemplo é a oxibenzona, que segundo toxicologistas pode ser encontrada na urina e no leite materno, e a eliminação desses fluidos pode levar a contaminação da água doce e a transformação em compostos ainda mais tóxicos em água clorada, que podem causar mutações celulares, problemas hormonais e de fertilidade (Frutos, 2018). A procura por cosméticos que tenham ativos naturais em sua composição tem aumentado, e a preocupação com a saúde e com o meio ambiente resulta na exigência dos consumidores por produtos sustentáveis (Cavalcante, 2022). Neste sentido, espécies da família Myrtaceae estão sendo estudadas devido às suas atividades biológicas, entre elas a ação fotoprotetora de extratos e óleos essenciais das diferentes partes das plantas, a fim de substituir os compostos químicos sintéticos presentes nos FPS. A família Myrtaceae possui aproximadamente 132 gêneros e 5.760 espécies e distribuição nas zonas tropicais e subtropicais. A família é um importante componente da flora brasileira com 23 gêneros e 990 espécies (Flora do Brasil, 2020). Os metabólitos secundários presentes em algumas espécies da família Myrtaceae, como os compostos fenólicos, do tipo flavonoides, absorvem a luz UV em dois comprimentos de onda máximos, entre 240-280 nm e 300-400 nm, o que comprova a possibilidade do uso desses extratos vegetais como filtros solares em preparações fotoprotetoras (Pinto, 2013). Um estudo realizado por Gomes (2022) avaliou o potencial fotoprotetor do extrato etanólico das folhas de Psidium guajava (Goiabeira) onde apresentou melhores resultados de FPS na maior concentração testada (500 μg/mL) de de 29,79 quando comparado a benzofenona (29,49). Cefali et al. (2021) testaram o extrato etanólico 60% das cascas da Plinia cauliflora (Jabuticaba), apresentando resultados de FPS in vitro de 24,86 para o extrato bruto e de 19,00 quando incorporado a um fitocosmético, apesar de sua redução no FPS, ainda assim apresentou resultados significativos. Oliveira (2024) analisou os extratos hidroalcoólicos de casca e sementes de jabuticabas apresentando potencial fotoprotetor com valores de FPS entre 5 e 36, na faixa de concentração de 0,25 a 8 mg mL-1. O autor Paixão (2023) utilizou os extratos etanólicos das folhas do gênero Campomanesia, C. sessiliflora, C. xanthocarpa e C. adamantium, em concentrações de 2 a 8%, apresentando FPS abaixo de 6, mas quando incorporados os extratos etanólicos a 4% em uma formulação de protetor solar com octilmetoxicinamato a 8% elevou o FPS para 19,63. Conclusão: Diante da procura por alternativas naturais, os compostos de origem vegetal têm ganhado destaque nas formulações cosméticas com o intuito de prevenir ou reduzir os danos causados pela radiação ultravioleta. A partir dos estudos abordados pode se observar que algumas das espécies da família myrtaceae apresentam ação fotoprotetora, porém os estudos com as myrtaceae que tragam informações sobre a ação fotoprotetora ainda são escassos. Sendo esse um fator que incentiva novas pesquisas e estratégias para o desenvolvimento de cosméticos com ativos naturais em sua composição. |
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| Referências: CAVALCANTE, N. B. et al. Composição química e fator de proteção solar de óleos essenciais das folhas de espécies de Ocimum. Revista Fitos, v. 16, n. 2, p. 181-191, 2022. CEFALI, L. C. et al. Jaboticaba, a Brazilian jewel, source of antioxidant and wound healing promoter. Sustainable chemistry and pharmacy, v. 20, p. 100401, 2021. DUARTE, Pablo Dias et al. Câncer de pele: a importância de seu diagnóstico, tratamento e prevenção. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 6, p. 382-387, 2024. FLORA DO BRASIL, 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/. FRUTOS, F. J. O. de. Luces y sombras de los filtros solares, específicamente de la oxibenzona. Actas Dermo-Sifiliográficas, v. 109, n. 6, p. 468-469, 2018. GOMES, Edilene De Souza Santos. Avaliação do fator de proteção solar (FPS) in vitro do extrato etanólico das folhas de Psidium guajava (Myrtaceae). Revista Multidisciplinar em Saúde, [S. l.], p. 1–8, 2022. OLIVEIRA, Rafael Luis Barros de. Avaliação do potencial antiglicante, antioxidante e fotoprotetor de extratos hidroetanólicos da casca e semente da jabuticaba (Plinia cauliflora). 2025. 102 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Programa de Pós graduação em Química e Biotecnologia, Instituto de Química e Biotecnologia, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2024. PAIXÃO, Thiago Portalda et al. Plants from brazil with potential photoprotective activity: A. Pharmacognosy Reviews, v. 17, n. 33, p. 204-213, 2023. PINTO, Jéssica Evelyn Santiago et al. Estudo da atividade fotoprotetora de diferentes extratos vegetais e desenvolvimento de formulação de filtro solar. Disponível em:. Acesso em: 5 set. 2025. ROCHA, Nádia Inês Pinho. Atividade Fotoprotetora de Extratos Vegetais: Uso em Produtos Cosméticos. Tese de Doutorado - Universidade da Beira Interior (Portugal), 2021. |
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