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| REABILITAÇÃO PENIANA APÓS PROSTATECTOMIA RADICAL: ESTRATÉGIAS E EFICÁCIA DOS TRATAMENTOS ATUAIS | |
| 1LIVIA RODRIGUES FRANÇA, 2SAMANTA TALGA WEILLER, 3ANA CAROLINA RIZZATTI GONÇALVES, 4ANA LETICIA CAPPELLARI D AVILA, 5FLAVIO AUGUSTO PAULATTI FREDERICO, 6FERNANDO EDUARDO PAULATTI FREDERICO | |
| 1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 5Docente da UNIPAR 6Docente da UNIPAR |
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| Introdução: A prostatectomia radical é o tratamento mais adotado atualmente ao se detectar câncer de próstata, porém frequentemente resulta em complicações tardias como incontinência urinária e disfunção erétil (Sousa, 2011). Tais disfunções impactam diretamente a qualidade de vida do paciente, gerando repercussões emocionais, relacionais e sociais. Diante disso, estratégias de reabilitação peniana têm sido cada vez mais discutidas na literatura, especialmente aquelas não cirúrgicas, voltadas à recuperação da função sexual com menor grau de invasividade (Motil et al., 2025). Objetivo: Apresentar e discutir as estratégias não cirúrgicas de reabilitação peniana pós-prostatectomia radical, com base em evidências recentes da literatura. Desenvolvimento: Estudos recentes reuniram as principais intervenções não cirúrgicas utilizadas no manejo da disfunção erétil e da incontinência urinária após a prostatectomia radical. Dentre as estratégias para incontinência urinária, destacaram-se o treinamento muscular do assoalho pélvico (PFMT), o biofeedback, e eletroestimulação, a acupuntura e a terapia cognitivo-comportamental. O PFMT supervisionado apresentou melhores resultados quando associado a outras técnicas, como demonstrado por Soto González et al., (2020). Em relação à disfunção erétil, evidenciou-se o uso da terapia por ondas de choque de baixa intensidade (LI-LiESWT), que demonstrou benefícios na fase inicial da recuperação, embora não tenha mantido eficácia significativa após seis meses de seguimento, segundo Motil et al., (2022). De forma complementar, foram analisadas estratégias farmacológicas e mecânicas utilizadas na reabilitação sexual de pacientes submetidos à prostatectomia. Entre as principais intervenções destacam-se os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5i), como o sildenafil e tadalafil, que representam a primeira linha terapêutica (Dias Neto et al., 2025). Além disso, o uso de dispositivos de ereção a vácuo (VED) e terapias por ondas de choque têm sido incorporados como abordagens alternativas ou complementares. A combinação de técnicas farmacológicas e mecânicas tem se mostrado mais eficaz do que o uso isolado, especialmente quando instituída precocemente no período pós-operatório (Teixeira, 2023). Conclusão: A disfunção erétil pós-prostatectomia radical representa um desafio clínico relevante, que exige intervenções terapêuticas eficazes e adaptáveis à realidade do sistema público de saúde. As estratégias não cirúrgicas, como o uso de PDE5i, dispositivos de vácuo, fisioterapia do assoalho pélvico e terapias regenerativas, apresentam resultados promissores, sobretudo quando aplicadas de forma combinada e precoce. A proposta de protocolo apresentada por Neto e colaboradores do seu trabalho em 2025 demonstra ser viável no contexto do SUS e pode servir como modelo para outras instituições. Contudo, persiste a necessidade de estudos mais robustos, com segmentos prolongados e padronização dos critérios de avaliação, para consolidar a eficácia e a aplicabilidade dessas intervenções em larga escala. |
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| Referências: MOTIL, Igor et al. Linear low-intensity extracorporeal shockwave therapy as a method for penile rehabilitation in erectile dysfunction patients after radical prostatectomy: a randomized, single-blinded, sham-controlled clinical trial. Urologia internationalis, v. 106, n. 10, p. 1050-1055, 2022. NETO, João Dias et al. Reabilitação peniana pós-prostatectomia radical: proposta de protocolo para hospital terciário atuante no Sistema Único de Saúde. Brazilian Journal of Health Review, v. 8, n. 2, p. e78302-e78302, 2025. SOTO GONZALEZ, Mercedes et al. Early 3‐month treatment with comprehensive physical therapy program restores continence in urinary incontinence patients after radical prostatectomy: A randomized controlled trial. Neurourology and Urodynamics, v. 39, n. 5, p. 1529-1537, 2020. TEIXEIRA, Jairan Paulo. Estratégias utilizadas para auxiliar pacientes que apresentam impotência sexual pós-cirurgia de prostatectomia. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2023. |
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