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| RELATO DE CASO: UTILIZAÇÃO DE MODELOS VIVOS EM SALA DE AULA | |
| 1VITORIA CRISTINA PEIXOTO DA SILVA, 2DIEGO NASCIMENTO OLIVEIRA, 3DAVIS JOÃO ALVES, 4FERNANDA APARECIDA PIRES FAZION | |
| 1Discente, Instituto Federal do Paraná 2Discente, Instituto Federal do Paraná 3Docente, Colégio Estadual Tiradentes 4Docente, Instituto Federal do Paraná |
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| Introdução: Existem diversas estratégias que podem favorecer a fixação de conteúdos, principalmente os da área de biologia. Uma delas é a possibilidade de tornar o objeto de estudo mais concreto e palpável (Pontes et. al., 2017). Utilizar meios onde o estudante consiga interagir contribui para uma aprendizagem mais efetiva e duradoura, aumentando as chances de recordação futura. Desta forma, é muito importante empregar metodologias diversificadas que incentivem a participação ativa do aluno no processo de ensino-aprendizagem e no aprofundamento do tema a ser abordado. O recurso vivo que foi utilizado em sala de aula consistiu em cinco serpentes da espécie Pantherophis guttatus (cobras do milharal). As diferentes variações de coloração foram exploradas relacionando-as com a genética clássica de Mendel. Este relato descreve situações ocorridas em turmas do ensino médio, as quais tiveram a monitoria de acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, no Instituto Federal do Paraná Campus Umuarama que participam do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Relato de caso: O relato descrito ocorreu no Paraná, na cidade de Umuarama, no Colégio Estadual Tiradentes, proporcionado pelo PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) com alunos do ensino médio (turmas do 1º, 2º e 3º ano). O intuito dessa atividade era relacionar as cores das serpentes evidenciando o processo de hereditariedade, além de promover experiência dos alunos com tais animais. As serpentes foram disponibilizadas pelo professor Davis João Alves, sendo utilizada a espécie P. guttatus, conhecida como cobra-do-milharal. Durante o início das aulas práticas, o professor instruiu os alunos em como se comportarem próximos das serpentes. Após as instruções, os integrantes do PIBID auxiliaram o professor, manuseando as serpentes. Todos os procedimentos foram feitos com cautela, para que não ocorresse estresse aos animais e não ocorresse nenhum acidente. O interesse pelos alunos foi nítido, sendo percebido desde o início das instruções, e despertado várias dúvidas sobre se as serpentes, como: se as mesmas possuíam peçonha, o tipo de alimentação e rotina de cuidados. Durante o manuseio das cobras, alguns alunos ficaram com medo e preferiram manter distância. Tal receio, pode vir a partir de fatores culturais e sociais, pré-estabelecidos durante toda a vida ao decorrer de seu desenvolvimento. O docente elucidou a genética das serpentes utilizadas na aula. O exemplar masculino era uma Corn Snake tradicional (laranjada com manchas avermelhadas), enquanto a fêmea era albina, apresentando ausência de melanina devido a uma mutação recessiva. Do cruzamento, surgiram filhotes com fenótipos variados: dois de coloração Amelística (um macho e uma fêmea, diferenciados pela conformação das escamas) e uma fêmea Aneurística, cinza arroxeada (Lavender). Os cruzamentos embora epistáticos, seguem aos princípios da Genética Mendeliana. Discussão: Pontes et al. (2017) destacam comportamentos similares dos estudantes ao terem contato com as serpentes. De início, os alunos apresentavam medo das serpentes, devido a situações constatadas por outras pessoas, que foram passadas durante o tempo. Houve grande curiosidade dos alunos em ambos os relatos, trazendo um maior conhecimento científico nas escolas. Isso faz com que os alunos se sensibilizem a respeito desses animais, destacando a importância da educação ambiental e, o mais importante, entender o conteúdo passado com mais facilidade, utilizando métodos extremamente eficazes e defendido por diversos pensadores, como John Dewey, de colocar a teoria em prática (Dewey, 1938). Com esse método teórico-prático, o ensino de genética se torna mais compreensível e divertido, facilitando a explicação sobre os processos hereditários, e não se restringe apenas com recursos vivos, como as serpentes, mas diversos outros recursos que podem ser associados ao processo de hereditariedade. Conclusão: Em suma, a experiência, proporcionada pelo PIBID, faz com que os futuros discentes tenham o contato com diferentes formas de ensinar. Além disso, o ensino científico nas escolas desmistifica situações e atua para melhor aprendizagem e curiosidade sobre assuntos, desenvolvendo a sensibilização ambiental acerca das espécies na qual os alunos não possuem conhecimento e, principalmente, atua utilizando recursos práticos que facilitam o processo de ensino. |
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| Referências: DEWEY, J. Experience and Education. New York: Kappa Delta Pi Lecture Series, 1938. PONTES, B. E. S.; SIMÕES, C. R. M. A.; VIEIRA, G. H. C.; ABÍLIO, F. J. P. Serpentes no contexto da educação básica: sensibilização ambiental em uma escola pública da Paraíba. Experiências em Ensino de Ciências, v. 12, n. 7, p. 79-99, 2017. |
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